<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270</id><updated>2012-02-14T18:45:15.432-02:00</updated><title type='text'>M   u   L   h   E   r     S   o   L   t   E   i   R   a</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>201</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2968047973019346694</id><published>2010-01-25T23:29:00.001-02:00</published><updated>2010-01-26T00:36:32.931-02:00</updated><title type='text'>Happy B-Day!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diadorim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Drama queen&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pedaço de mim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2968047973019346694?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2968047973019346694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2968047973019346694&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2968047973019346694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2968047973019346694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2010/01/happy-b-day.html' title='Happy B-Day!'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2018569018307674352</id><published>2010-01-19T00:37:00.005-02:00</published><updated>2010-01-19T00:42:12.486-02:00</updated><title type='text'>Adolável</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu &lt;em&gt;quelido&lt;/em&gt; Cebolinha tem agora dois anos e meio de pura fofura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.&lt;br /&gt;No carro, pensativo, pergunta para a mãe:&lt;br /&gt;- Mamãe, puquê qui eu num tô na icola?&lt;br /&gt;- Porque hoje é domingo, filho, não é dia de ir pra escola!&lt;br /&gt;Ele reflete mais um pouco e insiste:&lt;br /&gt;- Então puquê qui eu acoidei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;II.&lt;br /&gt;No caminho para o restaurante, me informa, com exatidão:&lt;br /&gt;- Dinda, é aqui que a Mamãe tabaia.&lt;br /&gt;E enquanto a mãe estaciona o carro:&lt;br /&gt;- Ói, Dinda, aquele calo é igual o do papai. Chama “cóissa”.&lt;br /&gt;- É mesmo, Gabo? E é da mesma cor?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- E a cor do carro do papai, você sabe qual é?&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;- Como chama?&lt;br /&gt;- Vô ti mostá, ele diz, didático. Mas, como a cor exata não aparece, prefere me explicar:&lt;br /&gt;- É azul. Azul iculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;III.&lt;br /&gt;No restaurante, o Cebolinha só enrola na hora da comida. O negócio dele é tomar “água de coquinha” e fazer bagunça. Quando a garçonete passa recolhendo os pratos dos adultos, ele avisa:&lt;br /&gt;- Teleza, podi tilá o meu pato.&lt;br /&gt;Depois, com os bambus do jogo americano na mão, faz sua performance de baterista:&lt;br /&gt;- Um, dois, tês, quato! Aaá-tileiupaunugá-tô-tô...&lt;br /&gt;Fico esperando a cena na hora de ir embora e deixar para trás as “baquetas”. Pois ele as abraça compenetrado, vai até a garçonete e, solícito, as deposita em seus braços:&lt;br /&gt;- Tó, Teleza, taqui o seu bambu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;IV.&lt;br /&gt;De volta ao carro, pego o fofo no colo para colocá-lo na cadeirinha. Aproveito para dar um abraço daqueles. Cebolinha faz carinho no pescoço da Dinda e pergunta:&lt;br /&gt;- Dinda, puquê qui você num tá di colá?&lt;br /&gt;- É pra você me abraçar melhor, meu amor!&lt;br /&gt;Os olhos escorregam para baixo do meu pescoço.&lt;br /&gt;- Dinda! Você tem peito?&lt;br /&gt;- Eu tenho!&lt;br /&gt;- Ondi qui tá?&lt;br /&gt;- Tá aqui!&lt;br /&gt;- Num tô vendo!&lt;br /&gt;Ponho o danado no carro pra encurtar o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;V.&lt;br /&gt;No &lt;em&gt;shopping&lt;/em&gt;, enquanto a mãe escolhe umas bermudas na seção infantil, nos divertimos vendo as camisetas de personagens.&lt;br /&gt;- Ói, Dinda, é o Supelómen!&lt;br /&gt;- Não, Gabo, esse é o Batman!&lt;br /&gt;- Dinda, o Batnan mola no caitelo?&lt;br /&gt;Tento fazer cara de esperta e descolada:&lt;br /&gt;- Mora sim!&lt;br /&gt;Gabo desconfia:&lt;br /&gt;- Dinda, puquê qui o Batnan mola no caitelo?&lt;br /&gt;Disfarço minha ignorância:&lt;br /&gt;- Ué, Gabo, se ele não morasse no castelo ia morar onde?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- No bulaco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2018569018307674352?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2018569018307674352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2018569018307674352&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2018569018307674352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2018569018307674352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2010/01/adolavel.html' title='Adolável'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2143639028270055011</id><published>2010-01-07T01:09:00.003-02:00</published><updated>2010-01-07T01:16:36.287-02:00</updated><title type='text'>De acordo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há quem defenda o novo acordo ortográfico com unhas e dentes. Esse tipo de convicção intelectual sempre me causou inveja. Estou mais para aqueles que em um primeiro momento viram o acordo com desconfiança e, mais tarde, por força do ofício e/ou compromisso com a educação linguística, acabaram entendendo a nobreza da causa e perdoando as imperfeições e incoerências da proposta, ou simplesmente aprendendo a pôr o hífen no seu devido lugar. A partir de 1º de janeiro de 2009, passei a escrever “frequência” sem trema, “egoico” sem acento agudo e “autoescola” sem hífen (o pobre do Word insiste em dizer que estou errada, mais por fora do que surdo em bingo). Em uma noite de fúria, após assistir a uma entrevista de Ferreira Gullar no Programa do Jô em que eles atacavam o novo acordo com os pseudoargumentos linguísticos mais equivocados da história da televisão, escrevi um e-mail gigante à produção do programa, apontando, com muita educação e paciência, todos os sofismas e falácias embutidos no discurso dos caros colegas. Ganhei uma resposta automática com um beijo do gordo e, para fazer jus às horas gastas diante do computador, reencaminhei o e-mail aos amigos, com a esperança de desfazer alguns equívocos sobre o assunto que corriam a boca miúda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a esse e-mail, conheci o outro extremo do espectro dos amores ortográficos: os radicais da turma do contrário. Cheguei a trocar mensagens durante meses com o irmão de uma amiga, a quem ela havia repassado o meu e-mail, reunindo argumentos, traçando paralelos com outras iniciativas e indicando artigos de pessoas mais gabaritadas do que eu e que defendem a importância da proposta. A minha própria amiga, possivelmente influenciada pelo irmão (que acabou me vencendo pelo cansaço e se considerando vitorioso na nossa querela), chegou a “descorrigir” as minhas atualizações ortográficas em um projeto que ela pretendia inscrever em um edital, depois de pedir que eu o lesse, comentasse e fizesse sugestões. Eu ainda acho que há causas mais nobres do que a ortografia para inspirar atos de desobediência civil, mas cada um sabe o que faz o seu coração bater mais forte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os apocalípticos e os integrados, o pessoal do meião. Manélson, por exemplo: menos preocupada com as implicações teóricas e mais interessada nas consequências práticas, ainda não havia conseguido decorar as novas regras, mas temia cometer alguma gafe ortográfica. É claro que Manélson aproveitou o nosso jantar de fim de ano, em restaurante japonês moderninho, com música instrumental, luz de velas e saquê, para aprender o beabá do novo acordo. Quem visse de longe a cena poderia até imaginar que abríamos nossos corações a respeito de dilemas amorosos, filosóficos ou existenciais (é claro que passamos por essa etapa), mas se chegasse mais perto da mesa descobriria o nosso segredo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mana, até agora não entendi nada! “Ideia” não tem mais acento por quê?&lt;br /&gt;- Calma, Mana, é facinho. Vamos lá: você lembra o que é ditongo?&lt;br /&gt;- Hum, vagamente...&lt;br /&gt;- Há dois tipos de encontro vocálico, ou seja, de vogais pronunciadas em sequência: o ditongo e o hiato.&lt;br /&gt;- Tá.&lt;br /&gt;- O ditongo é quando o encontro vocálico acontece em uma mesma sílaba, tipo em “ideia”. Repete comigo: i-dei-a.&lt;br /&gt;- I-dei-a.&lt;br /&gt;- Viu que o “ei” ficou junto, na mesma sílaba? Ditongo. Se fosse “saída”, seria um hiato.&lt;br /&gt;- Sa-í-da. Aham.&lt;br /&gt;- O “ei” em “ideia” é um ditongo aberto. Olha a minha boca: i-dei-a. Joi-a. He-roi-co. Se fosse “meia” ou “moita”, seria um ditongo fechado. Lembra do que é paroxítona?&lt;br /&gt;- Hum, vagamente...&lt;br /&gt;- É a palavra que tem a penúltima sílaba tônica. Repete comigo: i-dei-a.&lt;br /&gt;- I-dei-a.&lt;br /&gt;- Então, a nova regra é a seguinte: todos os ditongos abertos em paroxítonas deixaram de ser acentuados... Mas só os ditongos abertos, e só em paroxítonas. É por isso que “heroico" perdeu o acento, mas “herói” não.&lt;br /&gt;- Caramba, como é que eu vou lembrar disso?&lt;br /&gt;- Faz o seguinte: pensa numas palavras-chave, que você pode ter como parâmetro. Se pintar a dúvida, você associa com uma dessas palavras e segue a mesma regra. Eu fiz assim.&lt;br /&gt;- Hum, legal!&lt;br /&gt;- Agora vamos aos acentos diferenciais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, o último de 2009, a ruiva anunciava à comunidade tuitense:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vou fechar o ano entendendo o novo acordo ortográfico graças à amiga Manelson que infelizmente não tuíta. Ganhei aula regada a sakê".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência, me mandou o tuíte e um complemento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Adorei nosso jantar, achei ótima ideia, tipo uma joia, muito mais útil que uma panaceia. Sempre ajuda para o autoconhecimento e evita que nos tornemos antissociais. Um voo livre de delícias e bom papo. É legal quando duas pessoas que se gostam tanto se veem e creem em coisas parecidas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não ficar para trás, dei o troco na mesma moeda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mesmo não morando na Pompeia, você nunca boia na conversa; é daquelas pessoas que leem pensamentos, além de ser uma fera da auto-observação. Se eu fosse um aviador, você sem dúvida seria meu copiloto. Jantar com você é bom até numa baiuca! E tenho dito!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É! Cada um sabe o que faz seu coração bater mais forte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dedico esse post ao meu pai, cujo coração palpita mesmo é pela dita “norma culta”, para tristeza da filha militante da variedade e tolerância linguística. Feliz aniversário, Papi! Que as nossas paralelas continuem sempre se encontrando no infinito...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2143639028270055011?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2143639028270055011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2143639028270055011&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2143639028270055011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2143639028270055011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2010/01/ha-quem-defenda-o-novo-acordo.html' title='De acordo'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4761235086610743983</id><published>2010-01-03T23:58:00.002-02:00</published><updated>2010-01-04T00:21:50.211-02:00</updated><title type='text'>Butô</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/S0FPvno8a4I/AAAAAAAAALs/spKFni1cym0/s1600-h/015.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/S0FPvno8a4I/AAAAAAAAALs/spKFni1cym0/s1600-h/015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422703105843948418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/S0FPvno8a4I/AAAAAAAAALs/spKFni1cym0/s400/015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/S0FMZFPBetI/AAAAAAAAALk/DQEL_RPhDMM/s1600-h/015.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao corpo dei movimento,&lt;br /&gt;De sonhos a mente forjei,&lt;br /&gt;Reguei a alma com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo o que sabia fiz&lt;br /&gt;Para cuidar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão. Gris&lt;br /&gt;O coração inda singra&lt;br /&gt;Em vagas turvas&lt;br /&gt;De solidão sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4761235086610743983?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4761235086610743983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4761235086610743983&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4761235086610743983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4761235086610743983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2010/01/buto.html' title='Butô'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/S0FPvno8a4I/AAAAAAAAALs/spKFni1cym0/s72-c/015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2157369130132661949</id><published>2009-12-16T00:01:00.000-02:00</published><updated>2009-12-16T00:03:57.870-02:00</updated><title type='text'>Chame a Júpiter</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;– Alô, bom dia! É da Júpiter? Por geintileza, *snif*, vocês têm convêñio com o...*Snif*, só um biduto... AH... AH... ATCHIM! Desculpe... Vocês têm convêñio com o Condobíñio, *funga-funga*, Baresias para deseintupibeinto de ralo, correto? Perfeito, *snif-snif*! Gostaria de ageindar a, *schuif*, visita de um de seus técnicos e... Bobentiño, por fav... AH-AH-AAAAAAAATCHIM!!!!! *Schuif*, desculpe, boço. Olha, se você tiver um serviço de deseintupibeinto de dariz, tô precisando também, viu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2157369130132661949?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2157369130132661949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2157369130132661949&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2157369130132661949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2157369130132661949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/12/chame-jupiter.html' title='Chame a Júpiter'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-7362682011451530617</id><published>2009-12-15T23:32:00.000-02:00</published><updated>2009-12-15T23:37:21.528-02:00</updated><title type='text'>Conversas privadas em lugares públicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais uma de banheiro, fonte permanentemente renovada de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudamos de sede. Foram-se os banheiros individuais. Durou pouco a minha alegria: voltei aos velhos tempos de proletariado, partilhando com as colegas de trabalho os odores e ruídos de nossos momentos mais íntimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que se compare aos constrangimentos do emprego anterior, quando a chefe nos chamava para ir ao banheiro e despachava em pleno ato de, digamos, despachar. Aqui pelo menos se mantém certo decoro; respeita-se, na medida do possível, a privacidade alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, confesso que ando tendo problemas. Não sou do tipo que se recusa a fazer o número 2 fora de casa; pelo contrário, sofrendo de prisão de ventre desde criança, aprendi a nunca ignorar um chamado da natureza (e ela se supera a cada dia na capacidade de me chamar nos lugares e momentos menos apropriados – conheci o banheiro de boa parte das livrarias, supermercados, farmácias, lojas de móveis e rodoviárias que já visitei na vida). Mas já vou para o banheiro rezando para não encontrar ninguém e, se encontro, torço para não puxar assunto. E acabo levando pelo menos o dobro do tempo que levaria no antigo banheiro individual, em radicais e surpreendentes manobras para me tornar invisível, inaudível e inodora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número 1 também é uma lástima. Se acontece de eu entrar em uma cabine ao mesmo tempo em que outra pessoa adentra a cabine ao lado, nunca, jamais, em tempo algum consigo iniciar os meus trabalhos antes dela. Parece até um acordo de cavalheiros: “você primeiro, por favor, faço questão!”; “que é isso, de forma alguma, tenha a bondade!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás, a situação, que já não era das mais confortáveis, ganhou um novo ingrediente. Tentei ignorá-lo o quanto pude, afastando meus pensamentos dessa perturbadora constatação. Até o dia em que o inevitável e-mail de Amiga Fanta entrou em minha caixa postal: “MEU!!! É impressão minha ou quando a luz do banheiro está acesa dá para ver o interior da cabine refletida no vidro da janela???”. Me fingi de morta: “Pois é, parece que sim...”. Mas Amiga Fanta não deixou barato: “Ai, depois desce aqui no meu andar para fazer um teste comigo? Eu entro na cabine e te dou tchauzinho e você vê até onde me enxerga?”. Desconversei, mais uma vez: “Ai, Amiga Fanta, forget about it... Vamos partir do pressuposto de que ninguém vai entrar no banheiro com intenções voyeurísticas, né?”. E lá foi ela, a nossa certificadora de qualidade, inclemente, fazer o teste do banheiro e constatar que a visão externa da cabine revelava a intimidade da usuária do pescoço para cima. Sim, um tanto quanto perturbador. Mas procuro fazer disso um exercício de crescimento espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma semana, em uma carona coletiva até o Metrô Vila Madalena, a tal janela indiscreta rendeu muitas e muitas anedotas sobre banheiro, chamados inconvenientes da natureza e saias-justas envolvendo o aparelho excretor. Todo mundo tem pelo menos uma história própria, ou ocorrida com alguém próximo, para contar. A minha, por exemplo, envolve uma dor de barriga tenebrosa na minha chegada ao Peru, na casa dos amigos do meu avô, quando a descarga me deixou na mão. Sorte que havia um balde embaixo da pia e, com alguma paciência e muitos baldes de água, consegui eliminar as provas do crime. Bem, essa é uma história publicável. As impublicáveis, nem aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coroei a minha fase de problemas privados em lugares públicos na última quinta-feira, durante a festa de fim de ano da “firma”. Depois de uma “atividade cultural” (a única, apesar do grandiloquente nome do evento de dia inteiro: “Jornada cultural”) de uma hora e vinte, corri para o banheiro com a bexiga em ponto de bala. Logo atrás de mim mais uma horda de mulheres igualmente precisadas daquele momento íntimo com a privada. Pronto, foi o que bastou: meu xixi não saía de jeito nenhum. Precisei me concentrar, fazer uma breve meditação e entoar alguns mantras para vencer aquela barreira psicológica. E, ao sair da cabine, ainda me senti na obrigação de dar uma satisfação “a la Costinha”: “Nossa, só de saber que tinha esse monte de gente aqui fora, esperando para usar o banheiro, fui acometida pela síndrome do pinto tímido!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem na minha frente, liderando a multidão, nada mais nada menos do que ela, verdadeira força da natureza, primeira, única e inigualável: a temível Moça do Comercial. Vamos chamá-la assim para evitar constrangimentos. Se você não a conhece, posso traçar o seu perfil psicológico em poucos segundos: animada, fala alto, ri mais alto ainda, desconhece qualquer traço de timidez e é o retrato da extroversão. É claro, ela é da Equipe Comercial! É ela quem sorteia os brindes da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho; é ela quem grita “LINDOOOO!!!! EU TE AMOOOOO!!!” para o seu colega de equipe músico que resolveu dar uma discreta palhinha no almoço da festa de fim de ano; é ela quem aproveita o descuido do garçom, que derruba uma garrafa de cerveja em cima do moço da área de TI, para cantar uma música de strip tease e tentar tirar a blusa do rapaz em frente ao Diretor Geral. Sim, senhoras e senhores! Essa é a Moça do Comercial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à cena que há pouco acontecia no banheiro. Antes que eu pudesse atinar quanto às consequências do meu ato, soltei a piada do “pinto tímido” em alto e bom som diante da Moça do Comercial. “PINTO TÍMIDO?????” Ela repetiu, certificando-se de que ninguém em um raio de 30 metros deixasse de ouvir. “Feminino...”, acrescentei, derrotada, com um fio de voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a Moça do Comercial passou algumas vezes diante da minha mesa sem dar sinais de se lembrar do ocorrido. Minhas esperanças se renovaram: nem tudo estava perdido! Mas, antes de deixar o andar, a uma distância suficiente para que todos os meus colegas de equipe a ouvissem, soltou: “Muito interessante aquela sua frase no banheiro ontem, heeeeeein?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma razão, pensei em empadinhas envenenadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-7362682011451530617?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/7362682011451530617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=7362682011451530617&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7362682011451530617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7362682011451530617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/12/conversas-privadas-em-lugares-publicos.html' title='Conversas privadas em lugares públicos'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2616578391070769667</id><published>2009-12-09T00:41:00.002-02:00</published><updated>2009-12-09T00:46:17.048-02:00</updated><title type='text'>Sexo seguro, questão de vida ou morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu blog não aspira a qualquer finalidade pragmática. Escrevo quando quero, sobre o que quero, falando daquilo que me toca, choca ou move sob uma ótica absolutamente pessoal. Fico feliz quando as pessoas gostam do que leem aqui, mas não levanto bandeiras, nem espero que concordem com o que eu digo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por outro lado, inegavelmente atinjo com meus posts um número de pessoas considerável. Alguns me conhecem e leem sempre, outros caem de paraquedas e acabam ficando, outros ainda dão uma bisbilhotada ocasional e depois seguem seu caminho. Pois hoje resolvi tirar partido dessa visibilidade para falar sobre algo que tem me preocupado muito, mesmo correndo o risco de me expor mais do que eu gostaria. Desculpem se minhas palavras incomodarem ou ofenderem alguns, mas há verdades que precisam ser ditas sem rodeios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estou muito, muito impressionada com a quantidade de homens que, em encontros casuais, já tentaram me convencer a transar sem camisinha. Estar desprevenido é chato, mas acontece nas melhores famílias; daí a achar que a falta de camisinha pode ser ignorada “só dessa vez” é uma burrice atroz. Essa proposta literalmente indecente costuma vir seguida de perguntas e afirmações tão absurdas quanto ela: “mas você não toma pílula?”; “confia em mim”; “eu tiro antes”; e mais uma infinidade de comentários que me fazem lamentar não ter um sistema de ejeção para expulsar o infeliz da minha casa antes que ele tenha tempo de abrir a boca novamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acho inconcebível que em pleno século XXI, convivendo há décadas com a existência da AIDS, pessoas instruídas, bem nutridas e bem informadas ainda consigam se expor e expor os outros a esse tipo de risco, sem preocupação nem peso na consciência. Hoje, felizmente, a AIDS não é mais a sentença de morte que já foi antigamente; nem por isso se tornou menos grave e diminuiu a necessidade de se fazer sexo seguro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não estou tentando convencer ninguém a achar que camisinha é uma delícia, ou que dá na mesma transar com ou sem. No entanto, diante da evidência de que a via sexual é privilegiada na transmissão de doenças graves, só posso responder ao argumento duvidoso de que “a camisinha tira o prazer da transa” com outra evidência: não é uma questão de escolha. Não existem duas alternativas. Se o homem não consegue manter a ereção com camisinha, que não faça sexo com penetração. Você chuparia uma bala com veneno?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outra coisa que não entra na minha cabeça é o discurso da “confiança”. Hoje já chegamos a um ponto da disseminação do HIV em que, se não conhecemos de perto alguém que já foi infectado, no mínimo conhecemos alguém que conhece alguém. E são pessoas exatamente iguais a nós, com o mesmo estilo de vida, com os mesmos anseios, medos e preocupações. Não dá pra saber olhando na cara de alguém se é soropositivo ou não (ainda bem!), por isso alguém que transa sem camisinha com frequência está sujeito a se tornar soropositivo sem sequer se dar conta disso. Quando um menino me diz “confia em mim”, penso: “e por que ele acha que pode confiar em mim?” Realmente, é muita ingenuidade, ou muita ignorância, achar que é possível saber “só de olhar” se alguém pode ou não estar infectado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Toda essa situação, que já me deixa bastante chocada, tem me causado ainda mais preocupação porque, em mais ocasiões do que eu gostaria, ouvi amigas minhas contarem que também transaram sem camisinha. “A vontade falou mais alto, não deu para segurar”; “ele insistiu e acabei cedendo”; “eu sabia que estava fazendo merda, mas não consegui parar”. Sei que elas me contam isso esperando ter o meu apoio, ouvir algo como “não se preocupe, tenho certeza de que está tudo bem com você”, “todo mundo faz isso” ou “não se culpe, essas coisas acontecem”. Não consigo. Meu único jeito de ser amiga nessas horas é ser honesta: “faça o exame, e nunca mais faça isso, pois você se expôs a um risco muito grande”. É muito ruim falar assim com alguém que quer ser consolado por você. Mas como tapar o sol com a peneira?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Infelizmente, acho que tudo isso que estou escrevendo vai ter pouco efeito ou nenhum efeito para quem adota o sexo sem camisinha como prática (frequente ou ocasional). Duvido que alguma dessas pessoas não esteja suficientemente informada dos riscos que está correndo, dos meios de transmissão das DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis (cujo nome é autoexplicativo) –, das formas de prevenção. Dar uma bobeira dessas só pode ser sinal de onipotência ou de autodestrutividade. De qualquer forma, não custa repetir mais uma vez: no que diz respeito à AIDS, ou a outras dezenas de doenças – Hepatite, HPV, Sífilis, Clamídia, Gonorreia, só para citar algumas –, não faz diferença que seja “só um pouquinho”, “só dessa vez” ou “rapidinho”. Uma única exposição a um parceiro contaminado já é suficiente para a transmissão. E a maior parte dessas doenças é incurável, ainda que tratável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há muitas ocasiões na vida em que corremos riscos calculados, sabendo que estamos nos expondo, mas julgando que o risco vale a pena porque pode nos trazer uma grande recompensa no final. Transar sem camisinha definitivamente não é um desses casos. Tenha amor próprio. Use camisinha SEMPRE.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2616578391070769667?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2616578391070769667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2616578391070769667&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2616578391070769667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2616578391070769667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/12/sexo-seguro-questao-de-vida-ou-morte.html' title='Sexo seguro, questão de vida ou morte'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4471916194577938560</id><published>2009-12-08T23:27:00.002-02:00</published><updated>2009-12-08T23:33:42.659-02:00</updated><title type='text'>O(s) dia(s) em que a Terra parou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parecia uma terça como outra qualquer. Saí esbaforida de casa, às 6h55, cinco minutos antes do início do rodízio. Estou a dez minutos de carro do trabalho e, com um pouco de sorte, até hoje nunca fui multada nos meus cinco minutos de atraso, apesar de passar bem em frente à CET na Marquês de São Vicente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chuvinha chata, tudo molhado, tempo feio. Na Pompeia, alguns semáforos desligados. Confusão de carros nos cruzamentos. “Onde estão os marronzinhos quando precisamos deles?”, pensei, concluindo que chegaria ao trabalho mais tarde do que nas outras terças-feiras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante do Shopping Bourbon, a fila de carros já não andava. Até então, parecia tudo culpa dos semáforos. Na Marquês de São Vicente o trânsito definitivamente parou. “É hoje que não escapo do rodízio”, pensei. Paciência. Liguei o rádio. Nada de o carro andar. Nenhuma informação de trânsito na Alpha, nem na Nova Brasil. Resolvi sintonizar na Eldorado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Nesse momento há 65 pontos de alagamento em São Paulo. As duas marginais estão fechadas. Não há rotas alternativas. Se puder, não saia de casa. Chove há mais de doze horas e a cidade está em estado de atenção”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desligo a chave no contato. Estou ridiculamente perto do trabalho, mas a fila simplesmente não anda. Alguns carros começam a atravessar o canteiro e pegar a pista em direção oposta. Além de temer a infração (a poucos metros da CET...), penso que não faz sentido voltar para casa agora, que estou tão perto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dez minutos. Vinte. Trinta. Cinquenta. O locutor de rádio pede que os motoristas mandem SMS com informações de trânsito. Nunca participei de um programa ao vivo! Logo ouço o meu recado no ar: “Andei 20 metros nos últimos 50 minutos. E estou a 200 metros do trabalho! Estou na Ermano Marchetti, perto da TV Cultura. Cristina”. O locutor comenta: “realmente, esta parece ser uma das regiões mais problemáticas, Regina”. REGINA? Puxa, na minha primeira participação ao vivo o locutor errou meu nome. Falta de consideração...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os motoristas continuam escapando pelo canteiro da esquerda. Troco SMS com meus colegas de trabalho: onde estão? Não venham para cá! A Lu me avisa que a empresa está às escuras, com apenas três funcionários, e que a região do entorno está alagada. Sugere que eu volte para casa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mando mais um SMS para a Eldorado: “Pô, Caio, você me chamou de Regina! Mandei SMS há 40 minutos, continuo no mesmo ponto da Ermano Marchetti, com o carro desligado. Cristina”. O locutor pede desculpas, repete meu nome três vezes, diz que eu entendi mal e que ele não me chamou de Regina. Meus cinco minutos de fama graças às chuvas de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando vejo que daquele mato não sai coelho, rendo-me à barbárie. Dou seta para a esquerda, atravesso o canteiro, pego a pista contrária e chego em casa em dez minutos, às 9h15, praticamente duas horas e meia depois de ter saído. Hoje não tem expediente...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foi a minha primeira experiência do tipo. Dez anos atrás, durante as férias da faculdade, fui passar uns dias em Lorena, na casa de uma amiga. Na hora de comprar a passagem de volta, apesar de ser em geral a última a deixar a festa, resolvi ser ajuizada. Tinha uma sessão de acupuntura marcada para de manhã cedo, resolvi voltar no fim da tarde da véspera. Mesmo sendo Lorena tão perto de São Paulo, se algum imprevisto acontecesse eu chegaria atrasada e perderia a sessão, nada barata, com a qual eu arcaria do meu próprio bolso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No meio da Dutra, o ônibus para. E não anda mais. E continua sem andar durante mais de uma hora. Um mar de carros para frente e para trás, todos desligados. Era a greve dos caminhoneiros. Não havia o que fazer, para onde ir. Dormimos lá, dentro do ônibus, no meio da estrada. O pior foi eu achar que, pelo fato de não ser um ônibus leito, não havia banheiro disponível. Minha bexiga foi duramente testada naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte, seguimos viagem. Cheguei em São Paulo na hora do almoço. Obviamente, perdi a sessão de acupuntura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4471916194577938560?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4471916194577938560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4471916194577938560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4471916194577938560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4471916194577938560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/12/os-dias-em-que-terra-parou_08.html' title='O(s) dia(s) em que a Terra parou'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6372821151606900538</id><published>2009-12-06T23:57:00.000-02:00</published><updated>2009-12-07T00:00:27.476-02:00</updated><title type='text'>Cuidar do lixo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já faz alguns anos que separo dejetos não orgânicos para reciclagem. Em meu prédio há uma caçamba só para eles, no térreo, recolhida pela Prefeitura uma vez por semana. Não é preciso separar o lixo entre vidro, metal e papel: basta colocar tudo o que é reciclável em uma sacola e despejar no contêiner. A separação é feita na cooperativa. Meu único trabalho, nesse caso, é limpar e secar os dejetos antes de colocá-los na sacola, e depois levá-los até a caçamba dos recicláveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois essa pequena tarefa, por vezes, me é muito penosa. Confesso que frequentemente a faço só pela metade: separo caixas de leite sem lavar, potes de iogurte ainda molhados, um vidro com restos de molho de tomate... Convenço-me de que ainda é melhor separá-los assim do que simplesmente jogar tudo no lixo comum, mas às vezes tenho medo de que a minha falta de disposição para fazer o serviço completo torne os restos de embalagem inutilizáveis para a reciclagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi pensando nesse pequeno dilema doméstico, e no quanto por vezes adio o momento de jogar algo fora justamente para não me haver com esse dilema, que me vi mais uma vez refletindo sobre os relacionamentos e nossa nada simples condição de humanos. Como é difícil cuidar do lixo! Como é difícil encontrar disposição para lidar com algo que já não nos concerne, mesmo quando esse mesmo algo já nos proporcionou momentos de prazer e de saciedade da fome.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cuidar do lixo é um esforço que só se sustenta se conseguimos contextualizar esse nosso pequeno gesto na luta por um bem maior. O lixo que sai da sua casa, e que você tem preguiça ou nojo de manusear, nunca volta imediatamente para a sua mesa ou geladeira, mas quando cuidado adequadamente se torna lá na frente um novo objeto que atenderá as necessidades de outro consumidor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos chatos de plantão, peço que não sejam muito severos ao julgar a minha analogia: não penso nos relacionamentos como uma forma de consumo, nem defendo que as pessoas tratam seus ex-companheiros como lixo. Pelo contrário: penso que a sustentabilidade é um valor que deve ser cultivado tanto com os bens de consumo quanto com as pessoas. Requer algum esforço cuidar de algo que já não é nosso e que pode, inclusive, ter se tornado incômodo em nossas vidas, mas com algumas medidas simples podemos ajudá-lo a reingressar no ciclo da vida, voltando mais adiante a pertencer a outro contexto, com outro alguém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No caso das pessoas, esse cuidado significa reconhecer a importância que tiveram para nós, e aceitar e assumir que o término de um relacionamento raramente se dá por uma ou outra característica do outro que nos incomoda, pois somos mais do que a simples soma de nossas partes e quem nos ama o faz para além de pequenos defeitos ou traços incômodos. Cuidar é ter coragem de dizer ou de aceitar que simplesmente estar junto com o outro deixou de fazer sentido. É poder preservar o nosso olhar afetivo em relação a esse outro, desejar-lhe bem, assumi-lo como parte da nossa história, deixá-lo ir sem alimentar ambiguidades ou tomá-lo como um substituto fácil quando nossas outras histórias não dão certo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não por acaso, ao assistir ao filme Annie Hall na Mostra de Cinema Woody Allen, me emocionei profundamente com as cenas finais, em que o protagonista Alvy (o próprio Woody Allen) reencontra por acaso sua ex-namorada Annie (Diane Keaton), convida-a para um café e eles passam uma tarde agradável lembrando os velhos tempos. A voz em off de Alvy comenta, enquanto eles se despedem à distância na calçada: “No final daquela tarde me lembrei de como Annie era uma pessoa boa e me senti feliz simplesmente por tê-la conhecido e por ela ter feito parte da minha vida”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando estamos em nossa pior forma ou alguém nos trata com o maior desprezo possível, costumamos dizer: “me senti um lixo!”, ou “ele/ela me tratou como lixo...”. Por aí se adivinha que nossa relação com aquilo que não nos serve mais é da ordem do mais profundo descaso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cuidar do lixo não é fácil, mas com algum esforço podemos superar nossas resistências e dar um destino mais digno às coisas que um dia nos proporcionaram prazer. Lá na frente, esse mesmo cuidado tomado por outras pessoas também nos proporcionará novas e boas experiências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6372821151606900538?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6372821151606900538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6372821151606900538&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6372821151606900538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6372821151606900538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/12/cuidar-do-lixo.html' title='Cuidar do lixo'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5960693193780970198</id><published>2009-12-05T02:16:00.004-02:00</published><updated>2009-12-05T02:27:30.377-02:00</updated><title type='text'>Alô, Johhny!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxngSR1YrkI/AAAAAAAAALc/9JLyqnk9inQ/s1600-h/001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411603031891947074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxngSR1YrkI/AAAAAAAAALc/9JLyqnk9inQ/s320/001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nem só de estudos avançados em esportes radicais de compreensão da mente masculina vive o Instituto Mulher Solteira. De tempos em tempos, realizamos em parceria com o Inmetro e o IPT testes de qualidade em aparelhos celulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca testada – e aprovada – de hoje é a Sansung, com o aparelho M2710, The Beat edition. Além de cumprimentar o fabricante, o Instituto Mulher Solteira torna público o seu agradecimento ao atendente da Claro Johnny, eleito o funcionário do ano pelo voto popular desta organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de simpático, Johnny revelou-se um funcionário ético e altamente comprometido com os interesses e a satisfação do cliente. Diante de oito aparelhos de marcas e modelos variados, todos disponíveis pela promoção de troca da operadora – e já descartados todos os modelos da marca Sony Ericsson, que haviam sido equiparados à empadinha envenenada dos piores planos de vingança da Mãe Sereia* –, Johnny foi educadamente intimado pela pesquisadora a escolher um deles como se o estivesse adquirindo para si. Seu nome e sua imagem foram devidamente registrados para reclamação posterior caso houvesse insatisfação por parte da usuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aparelho Sansung já vinha apresentando desempenho altamente satisfatório em todas as categorias funcionais, com boa durabilidade de bateria, utilização amigável, ergonomia, estética, suingue e sensação. No entanto, não havia ainda sido submetido ao mais exigente dos testes – o Teste Morre, Infeliz, Morre, Infeliz ou, simplesmente, Teste Mimi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para maior objetividade e imparcialidade na avaliação do produto, o teste é sempre realizado durante a ausência da pesquisadora – em geral, quando esta se encontra no chuveiro. Dessa forma, o barulho da água caindo pode encobrir os ruídos dos golpes desferidos contra o sujeito avaliado, ampliando a fase conhecida como SF – Suspiros Finais. De modo a avaliar a perfomance do aparelho em condições de alta adversidade, o alarme do Teste Mimi costuma soar durante a segunda metade do banho da pesquisadora, para que ela o interrompa e recolha, ainda molhada, as partes do aparelho espalhadas ao longo da área de testes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o laudo da avaliadora: “Tendo em vista as categorias Resistência a Patadas, Resistência a Unhadas, Resistência a Mordidas, Resistência a Arremessos, Resistência a Decomposição das Partes, Resistência a Técnicas Avançadas de Tortura, Resistência a Saliva, Lambidas e Pelos, Resistência a Vandalismo Canino, Resistência a Esmagamento, Afogamento e Achatamento, uma vez recompostas as suas partes o aparelho Sansung M2710, The Beat edition voltou a funcionar normalmente, sendo, portanto, considerado APROVADO pelo Teste Mimi do Instituto Mulher Solteira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu, Johnny!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ao sentir-se lesada por terceiros, a Mãe Sereia costuma apaziguar seus instintos de vingança por meio da fantasia de envio de empadinhas envenenadas aos cidadãos responsáveis pelo dolo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5960693193780970198?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5960693193780970198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5960693193780970198&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5960693193780970198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5960693193780970198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/12/nem-so-de-estudos-avancados-em-esportes.html' title='Alô, Johhny!'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxngSR1YrkI/AAAAAAAAALc/9JLyqnk9inQ/s72-c/001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-746422165243104732</id><published>2009-11-28T03:35:00.004-02:00</published><updated>2009-12-05T02:52:36.226-02:00</updated><title type='text'>Informe</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Prezado visitante, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Se esta é a sua primeira passagem pelo Mulher Solteira, seja bem-vindo, a casa é sua. E se você é leitor habitual e tem levado um susto cada vez que esbarra no F5 de sua máquina, pedimos sua compreensão e paciência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;A mudança de layout é o correlato gratuito, indolor e reversível de um novo corte de cabelo. Enquanto a vida real aguarda que o ímpeto de autorreinvenção da blogueira se manifeste, este blog se torna, provisoriamente, o palco de pequenos e constantes ensaios de renovação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Por favor, não desanime. Sua visita é muito importante para nós.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Pela atenção, obrigada.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-746422165243104732?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/746422165243104732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=746422165243104732&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/746422165243104732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/746422165243104732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/11/informe.html' title='Informe'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-3982202561539217720</id><published>2009-11-25T23:43:00.002-02:00</published><updated>2009-12-07T00:24:02.769-02:00</updated><title type='text'>Posteridade</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;O copo está meio cheio ou meio vazio? O senso comum se encarrega de nos lembrar que toda situação tem, no mínimo, dois lados, a depender da perspectiva de quem a vê. Quando minha mãe, constrita, contou a uma amiga de longa data que meu pai estava em Nova Iorque durante o ataque ao World Trade Center, e ainda não havia conseguido voltar para o Brasil porque os aeroportos estavam interditados, a reação da tia Regina foi imediata e, digamos, surpreendente: “Eliana, que BÁRBARO!!! O Coaraci está vivendo um momento histórico!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;De fato: passado o susto, a preocupação, a angústia, e descontado o fato de se tratar de uma enorme tragédia com marcas indeléveis, hoje meu pai bem que gosta de contar com detalhes tudo o que viveu e presenciou durante aqueles dias que passou em Nova Iorque, hospedado em um hotel na periferia da cidade, aguardando o momento de poder voltar para casa. Foi uma daquelas experiências que ficam para a posteridade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Isso posto, poderia não ser de todo ruim o fato de eu estar no Shopping Bourbon durante o começo de incêndio ocorrido algumas semanas atrás. Seria, no mínimo, história para se contar aos netos: “Eram idos de 2009... Jamais imaginara que naquela tarde tão pacata, algo tão impressionante estava para acontecer... As labaredas atingiam quase cinco metros, o calor era insuportável... [...] Então, mantendo toda a calma, ajudei a socorrer as vítimas, conduzi os velhinhos para a saída e ganhei uma medalha de bravura”. Ou, talvez de forma um pouco mais modesta, mas nem por isso menos emocionante: “foram momentos de muita tensão, mas felizmente não houve vítimas e tudo acabou bem”. No entanto, nem para isso aquele projeto de incêndio me valeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Eu pagava tranquilamente um cafezinho e um alfajor no Havana Café quando alguém comentou com o atendente sobre o começo de incêndio. À nossa volta, tudo permanecia calmo. Depois de alguns segundos, olhei para trás e percebi um movimento mais intenso de pessoas caminhando para as escadas. Um pouco sem saber o que fazer, acabei de pagar a minha conta e resolvi “seguir o fluxo”. Alguns se encaminhavam para a escada rolante, outros para a escada não rolante. Meu carro estava no estacionamento, no quinto andar. E agora? Digamos que não é exatamente sensato subir as escadas rolantes durante um incêndio, mas por falta de orientação e já que todo mundo o fazia, resolvi testar. Será que saio sem pagar o estacionamento? Digamos que não é exatamente inteligente se preocupar em validar o tíquete durante um incêndio, mas imagina se eles não liberam a cancela do estacionamento, vou passar o maior carão e ainda barrar a passagem dos outros carros. Por falta de orientação, e já que todo mundo o fazia, resolvi pagar. Fila quilométrica para sair do Shopping. Nem sinal de fumaça. Muito menos de fogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Alguns minutos depois, já na rua, vejo um aglomerado de gente, lojistas uniformizadas, carros da imprensa. Nada de bombeiros. Ligo o rádio, tentando descobrir alguma informação. Nada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Mais tarde, já em casa, recebo telefonema da Mãe Sereia: “Filha, você viu que teve um começo de incêndio lá no Bourbon?” Respondo: “Pois é, ver eu não vi, mas bem que eu estava lá!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Com uma calma incomum para o porte da situação, ela continua: “Han-han, pois é, imaginei... Eu sabia que era um horário possível de você estar lá, almoçando. Mas como disseram que foi um evento bem controlado, apenas um começo de incêndio no quinto andar do estacionamento, não me preocupei...”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;E eu: “Ah, que curioso, pois o meu carro estava no quinto andar do estacionamento e não vi ABSOLUTAMENTE NADA! E olha que depois que informaram sobre o incêndio ainda deu tempo de subir a escada rolante, pegar a fila do caixa, pagar o tíquete e enfrentar o rush na saída do estacionamento!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Enfim... Não consegui fazer o que precisava no Shopping e nem mesmo tenho uma boa história para contar. O máximo de “posteridade” que aquele evento me rendeu foi isso aqui: um post! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;De volta depois de longo e tenebroso inverno. Mas não foi culpa do incêndio!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-3982202561539217720?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/3982202561539217720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=3982202561539217720&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3982202561539217720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3982202561539217720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/11/posteridade.html' title='Posteridade'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6836371014222416657</id><published>2009-11-18T22:58:00.000-02:00</published><updated>2009-11-18T22:58:18.118-02:00</updated><title type='text'>Truco, marreco!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Instituto Mulher Solteira de Pesquisa Avançada dos Esportes Radicais de Compreensão da Mente Masculina, Estudos Anexos e Afins informa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estamos há &lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strike&gt;33&lt;/strike&gt; 0&lt;/span&gt; dias sem escrever&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(Pequeno blefe de efeito moral. O que falta de tempo sobra em malandragem, suingue e senso de humor – e modéstia, é claro)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6836371014222416657?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6836371014222416657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6836371014222416657&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6836371014222416657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6836371014222416657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/11/truco-marreco.html' title='Truco, marreco!'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-798801239290290691</id><published>2009-10-17T03:54:00.001-03:00</published><updated>2009-10-17T03:54:15.813-03:00</updated><title type='text'>Analfa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Acredite se quiser, em um tempo não muito distante bastava um cidadão saber escrever o próprio nome para ser considerado alfabetizado. O conceito de “analfabetismo funcional” mostra o quanto nosso entendimento sobre a complexa inserção social do sujeito em um meio letrado e grafocêntrico se alargou. Saber assinar um nome definitivamente não é sinônimo de saber ler e escrever, e mesmo quem domina um sistema alfabético ou é capaz de decodificar palavras e frases em um texto escrito não necessariamente sabe fazer um uso social, contextualizado, real e competente da leitura e da escrita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como profissional da área de letras e de educação, uma das minhas grandes preocupações recai justamente sobre a ampliação das possibilidades de letramento, ou seja, de inserção e participação efetiva dos cidadãos nas práticas sociais letradas. Confesso, no entanto, que como “mulher solteira” outra sombra paira sobre o meu quase inabalável otimismo e ocupa grande espaço na minha lista de perplexidades: o “analfabetismo emocional” da minha geração. Tome-se, por exemplo, um diálogo real, colhido recentemente em contexto de paquera entre dois jovens adultos, poucos minutos depois de terem se conhecido:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele: Hum... Adorei você... Onde você mora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela: ... Mas já???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele: Já o quê, ué... Tô só perguntando onde você mora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela: Hum, tá... Moro na Vila Madalena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele: Posso te levar para casa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela: Mas já???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele: É... Pra gente ficar juntinho, numa boa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela: Olha... Não me leva a mal não... E desculpa pela generalização... Mas como vocês, homens, são apressados!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele: Ué, mas não é pressa, é vontade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela: Ahn, sei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele: E, depois, eu não posso pedir o seu telefone e combinar de te encontrar amanhã, né???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela: ...Não? Por que não???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele: Ah, primeiro que eu não ia nem saber onde te levar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela: ... [imagina se não tivesse “me adorado”...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele: ... Depois porque seria, sei lá, assumir um compromisso para o qual talvez eu ainda não esteja preparado. E então, vamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Líderes de movimentos sociais, representantes da sociedade civil e do governo, autoridades responsáveis pela elaboração de políticas públicas: como ensinaremos a esses jovens que se relacionar não é simplesmente trocar fluidos corporais, que sentir e demonstrar interesse genuíno não é desonra nem doença e que conhecer alguém para além da superfície, mesmo que apenas para fins recreativos, não arranca pedaço?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-798801239290290691?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/798801239290290691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=798801239290290691&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/798801239290290691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/798801239290290691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/10/analfa.html' title='Analfa'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5105717847552155394</id><published>2009-10-02T02:34:00.003-03:00</published><updated>2009-12-05T03:06:16.663-02:00</updated><title type='text'>Meu primeiro amor</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque o amor é complexo, difícil de explicar e impossível de medir, e porque ele se apresenta sob as mais diversas formas, nas mais variadas circunstâncias, é comum que cada um de nós tenha mais de um “primeiro amor”: o primeiro amor da infância ou da adolescência, o primeiro amor não-correspondido, o primeiro amor que deu certo, o primeiro “grande amor”, o primeiro amor adulto... A história que conto aqui é sobre um desses primeiros amores. Se o chamo de “primeiro” é porque, além de ocupar a gavetinha mais antiga nas minhas memórias daquele sentimento que com a vida aprendi a chamar de “amor”, foi com ele que vivi pela primeira vez a delícia, o êxtase e o arrebatamento de ser correspondida. Aquele dia em que céu e terra se juntam e você percebe, nos olhos do menino da oitava série, que também é especial para ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nossa história começa em um acampamento de férias. Da primeira vez, que eu me lembre, só tivemos uma conversa, rápida, sobre lagartixas. Eu o achei incrível: bonito, inteligente e espirituoso. Não que eu soubesse, aos onze anos de idade, o que era ser espirituoso... Mas achei demais que aquele menino de treze anos gastasse o seu precioso tempo comigo, explicando, diante da minha expressão de genuína admiração e asco, que era possível enxergar os órgãos internos da lagartixa se você a virasse de barriga para cima. (Conhecem a teoria da vocação precoce? Esse aí virou médico...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não houve mais nenhum contato naquela temporada. E, como naquele tempo a minha autoestima era bem mais baixa do que eu, o simples fato de uma outra garota também gostar dele me fez achar que eles ficariam juntos e não havia esperança para mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um ano se passou e, mais uma vez, nos encontramos na temporada de janeiro. Dessa vez, algo diferente aconteceu... Primeiro, torci com todas as forças para cairmos na mesma equipe na “gincores”. Bingo! Lá estávamos nós, na equipe azul (“Azul ODD líquido” era o nome da nossa equipe, e o hino era uma paródia de “Quero ver / Você não chorar...”), fazendo cartazes, bolando fantasias e montando carros alegóricos (a proposta era um tanto carnavalesca, e um prato cheio para a minha criatividade-em-busca-de-meios-de-expressão). Depois, quando fiquei gripada, torci para ele ficar também (afinal, se eventualmente rolasse um beijo, eu não queria carregar o fardo de lhe ter transmitido um vírus!). Bingo de novo. Os astros estavam ao meu favor!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho lembranças doces daquela semana, embora muito esmaecidas pelo tempo. O que restou, sobretudo, foi a sensação maravilhosa de que alguém me notara na multidão: andávamos de mãos dadas, ríamos, conversávamos, estávamos sempre juntos, para cima e para baixo. Para oficializar a união, só faltava mesmo o beijo acontecer. E lá estava o bailinho de sábado à noite, para garantir clima e ambiente perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Clima e ambiente perfeitos, com um detalhe: o meu medo de beijar. Ah, sim, eu era BV! E que fique claro aqui que não falávamos de um “medinho bom”, do tipo frio na barriga que antecede algo que desejamos muito. Estava mais para pavor, paúra, fobia, pânico, horror. Sim, sim, eu preciso confessar: amarelei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A música era “Don’t cry”, do Guns n’ Roses. A luz era baixa, a pista estava cheia e os amigos na torcida. Na minha barriga, misturados o prazer de um contato físico tão próximo e o horror da iminência do momento de trocarmos fluidos salivares. Assim que a música acabou, meu pobre primeiro amor, arriscando um assunto qualquer para quebrar o gelo, lançou: “Puxa, que horas será que são?...”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Imbuída do mais genuíno pânico, balbuciei “Não sei! Vamos perguntar?” e dei no pé. Ele foi me achar quase meia hora depois, enfiada no alojamento feminino, grudada no meu ursinho de pelúcia que tinha ganhado o nome de “Pacato” em homenagem a ele (era esse o seu apelido no acampamento). Burlando a barreira das monitoras, ficou em pé ao lado do meu beliche, segurando minha mão e tentando me convencer a sair com ele do alojamento. Em vão... Algum tempo depois, uma das monitoras descobriu o intruso e o expulsou de lá. Eu, mais aliviada e frustrada do que nunca. Será que ainda tínhamos algum futuro?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No dia seguinte, ele mal falou comigo. Eu não podia culpá-lo... Nem eu mesma sabia explicar minha atitude! No ônibus de volta para São Paulo, incumbi uma amiga de pedir o telefone dele. Tenho até hoje o papel guardado, os números quase apagados escritos a lápis...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Começamos uma época gostosa de telefonemas e cartas de amor. A primeira dizia: “beijos da garota que gosta muito de você”. A segunda: “beijos de quem te adora”. A terceira: “Te adoro muito!” Na quarta já nos amávamos e jurávamos amor eterno... O próximo passo, natural e inevitável, era nos encontrarmos de novo. Lá foi ele me visitar. À noite, fomos à festa de aniversário de uma amiga. Eu e “meu namorado”... Tudo lindo, tudo o que a então garota da oitava série podia querer, exceto por um detalhe: o tal beijo que ainda não havia acontecido. Quando a mãe dele veio buscá-lo, no fim da festa, eu o abracei e disse no seu ouvido: “Não tenta nada, pelo amor de Deus”... Como estava difícil sair da latência e me apropriar daquele corpo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uns dois meses depois, fomos viajar de férias, cada um com a sua respectiva família. Para o retorno, tínhamos a promessa de finalmente concretizar o nosso amor, o nosso namoro, o nosso primeiro beijo... Sim, está certo quem disser que eu amarelei de novo. Dessa vez, de um jeito que eu levei muitos anos para entender: transferi o meu horror, medo, pânico, fobia e asco do beijo para o seu mensageiro. Na volta da viagem, por telefone, terminei tudo. Ele, atônito. Eu, aliviada. E, dessa vez, nem um pouco frustrada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Pausa para agradecimento público à minha mãe que, notando que eu era uma adolescente “complicadinha”, logo me encaminhou para uma análise... Mãe, o que teria sido de mim sem essa sua intervenção precoce, hein?)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A inversão dos meus sentimentos se deu de forma tão surpreendente quanto eficaz, a ponto de, no meu aniversário do ano seguinte, ao saber que ele aparecera de surpresa no meu prédio, eu sequer tê-lo convidado a subir (não me orgulho disso, é claro, mas há certo jogo de cintura que a gente realmente só adquire no correr da vida...).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Passamos uns dois anos sem nos falar. E então, com o necessário distanciamento da situação – e ainda BV! –, pude perceber que eu perdera uma coisa preciosa e tive vontade de recuperá-la. Mas, como a fila anda, a essa altura meu primeiro amor já estava acompanhado há tempos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Voltamos a nos falar com certa frequência, ele chegou a me visitar em casa e tivemos algumas conversas um tanto perturbadoras. Um dia, movido por um impulso, ele ligou para me comunicar que terminara com a namorada e que passaria para me pegar em casa no final da tarde. Pavor, pavor! Arrebatamento...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma adolescente "complicadinha" como eu não poderia ter encontrado um primeiro amor mais generoso. Pois com toda a paciência do mundo e sem se ofender ele suportou o meu ataque de riso histérico enquanto, aos poucos, vencia as minhas resistências para finalmente selar a nossa ligação com um beijo, com quase seis anos de atraso. E, com o seu humor peculiar, comentou: “viu? Não é nada complicado... Agora só falta você parar de rir!”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Voltei para casa em estado de graça e não preguei o olho a noite toda (será que foi por isso que não passei na primeira fase da seleção da EAD no dia seguinte? Pelo menos no vestibular do domingo eu consegui a pontuação mínima para passar para a segunda fase...). Fui descobrir no dia seguinte que o beijo tão esperado não se repetiria. Afinal, nosso tempo passara. E, com o passar dos anos, descobrimos sem tristeza nem arrependimento que a nossa história seria escrita assim: Certa vez, um dia, em um tempo distante...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Felizmente, por termos cada um a sua parcela de culpa nos desencontros, soubemos nos perdoar e preservar um carinho desses que nunca se perde, mesmo que fiquemos anos sem nos falar. Aliás, em um desses recessos prolongados, o danado me deixou para trás na Bozocorrida da Vida Adulta, comendo fumaça... Chegou aos 30 anos casado, ajuizado e com dois filhos lindos! Como, aliás, eu sempre imaginei que aconteceria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em um dos nossos recentes cafés, gastamos alguns minutos tentando lembrar, com uma gostosa nostalgia, quando teria sido o momento exato em que nos “vimos” pela primeira vez. Comentei sobre o encontro no acampamento, sobre a conversa da lagartixa... Mas ele insistiu que não, que ele havia me visto antes que eu o notasse. E completou: “Foi na pracinha, no ponto de saída do ônibus para o acampamento. Lembro de ter te achado uma coisa de louco, e pensado: ‘essa menina é de outro mundo! De outro planeta’. Para mim, você estava em outro patamar...”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Guardei essas palavras como uma joia no meu coração, assim como a mensagem que ele me enviou naquela noite, dizendo o quanto estar em minha companhia soava “familiar”, como se o tempo e o espaço fossem incapazes de produzir entre nós uma sensação de distanciamento. E que provavelmente ele poderia dizer isso de pouquíssimas pessoas ao longo da vida...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu primeiro amor foi assim: me olhou, me viu, achou que eu era de outro mundo e, mesmo com todas as curvas da vida, nunca mais foi embora de mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5105717847552155394?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5105717847552155394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5105717847552155394&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5105717847552155394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5105717847552155394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/10/meu-primeiro-amor.html' title='Meu primeiro amor'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-3384329934037124825</id><published>2009-09-24T00:31:00.003-03:00</published><updated>2009-12-05T04:31:31.414-02:00</updated><title type='text'>A cor do meu sorriso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/Srrm4Cc-DFI/AAAAAAAAAKo/xa1UcWJKl9I/s1600-h/setembro+074.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384870154880289874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/Srrm4Cc-DFI/AAAAAAAAAKo/xa1UcWJKl9I/s400/setembro+074.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Percebo que não estou tão bem quando decido sair à rua de pijama. O medo de topar com o fantasma do bairro na minha pior forma física não supera a preguiça de mudar de roupa. Essa, afinal, é a grande vantagem da moda casual: a mesma calça serve para dormir, fazer ioga e comprar lâmpadas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estaciono o carro bem próximo à Heitor Penteado. Eu poderia ter feito isso muitas vezes antes, usando a Ponte Orca e o trem para chegar mais rápido ao trabalho. Agora, são águas passadas. Nosso novo destino é a Lapa de Baixo, a Barra Funda ou a Água Branca, a depender do gosto do freguês. Enquanto isso, o limbo: uma semana de férias forçadas que começa a agoniar quem se acostumou a fazer do trabalho o seu porto seguro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As direções não são tão exatas. Decido começar pela esquerda. O posto de gasolina é uma das referências. Caminho alguns metros para baixo, mas nem sinal da loja de lustres naquele trecho. Decido voltar e perguntar no posto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O fim de tarde é frio, úmido e escuro. A sensação é de ter me perdido em algum lugar do tempo e do espaço, habitando uma vida que já não é minha. No posto, mandam-me seguir em frente. Bem, é o que venho tentando fazer, penso eu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais alguns passos adiante, temo que a indicação esteja errada. Decido confirmar com o jornaleiro. Sim, Lustres Primavera, algumas casas adiante. Meu ânimo começa a melhorar. Por fim, encontro o que buscava. Compro todas as lâmpadas de que preciso, volto confiante para o carro e ainda tenho alguns minutos antes que a loja de molduras se feche.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas não será tão fácil encontrá-la agora. Sei que passei muitas vezes em frente a ela, mas nunca a vi de verdade. Talvez até haja mais de uma, não sei. Essas ruas não são minhas, afinal. Já são seis horas e é inútil prosseguir a busca por hoje. Tento celebrar a pequena tarefa cumprida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Percebo que não estou tão mal quando trocar a lâmpada queimada melhora definitivamente o meu humor. Que seja assim. Hoje, uma lâmpada queimada; amanhã, quem sabe? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas é preciso esclarecer: não se trata de uma lâmpada qualquer. É a lâmpada de um lustre azul. Um lustre azul que permaneceu apagado durante muitos e muitos meses. E como pode o mundo não se tornar melhor quando nele volta a brilhar um sorriso azul? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-3384329934037124825?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/3384329934037124825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=3384329934037124825&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3384329934037124825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3384329934037124825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/09/cor-do-meu-sorriso.html' title='A cor do meu sorriso'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/Srrm4Cc-DFI/AAAAAAAAAKo/xa1UcWJKl9I/s72-c/setembro+074.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5238498514519947801</id><published>2009-09-23T00:19:00.001-03:00</published><updated>2009-10-17T01:50:58.244-03:00</updated><title type='text'>Dilemas, aspirinas e urubus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na Era dos psicotrópicos, qualquer estado de alma que se afaste minimamente do (falso) paradigma de felicidade apregoado pela mídia passa a ser encarado como um mal a ser combatido. O sofrimento humano vira “transtorno”, “desordem”, fruto de desequilíbrio químico, localizado na anatomia humana e dotado de mil especificidades objetivamente descritas no DSM, dando a (falsa) impressão de que, uma vez identificado e nomeado, pode ser vencido. Diagnóstico, prescrição, tratamento e cura: fim do sofrimento. Mas a vida não é assim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Viver é perigoso. Dor e delícia andam juntos. Só quem sabe o que pode perder é capaz de dar valor ao que ganha. Não há vida sem morte, som sem silêncio, luz sem escuridão. Ser humano é isso: eterna corda bamba, travessia entre paradoxos, frágil equilíbrio que se perde e se recupera todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Há dias, porém, em que se alguém me oferecesse uma aspirina para a alma, eu aceitaria sem hesitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5238498514519947801?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5238498514519947801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5238498514519947801&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5238498514519947801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5238498514519947801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/08/dilemas-aspirinas-e-urubus.html' title='Dilemas, aspirinas e urubus'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-7722023660329071992</id><published>2009-09-22T01:23:00.003-03:00</published><updated>2009-10-17T02:03:57.862-03:00</updated><title type='text'>Travessias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão.” (ROSA, João Guimarães. &lt;em&gt;Grande sertão: veredas&lt;/em&gt;. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 21.) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Trago sempre Riobaldo no meu coração. Assim, fica mais fácil aceitar quando as pessoas desafinam.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-7722023660329071992?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/7722023660329071992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=7722023660329071992&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7722023660329071992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7722023660329071992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/09/travessias.html' title='Travessias'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1887569363066565377</id><published>2009-09-16T22:18:00.002-03:00</published><updated>2009-10-17T02:05:57.530-03:00</updated><title type='text'>Viver sem ela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Penso eu que todo exibido tem um pouco de enxerido. Pelo menos, a máxima vale para mim: a Mulher Solteira que aqui vos fala também tem curiosidade de saber quem se encontra aí, do outro lado da tela, lendo suas abobrinhas filosóficas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De tempos em tempos, usando meus parcos conhecimentos digitais, recorro às fartas ferramentas da pós-modernidade para descobrir pegadas no meu altar. E, em uma dessas espiadelas, encontrei entre os visitantes o nome de um blog que lembrava um filme lindo e atordoante que eu acabara de ver: &lt;em&gt;Viver sem mim&lt;/em&gt; (o filme se chamava &lt;em&gt;Minha vida sem mim&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A referência era à música do Ultraje a rigor e praticamente um hino à redescoberta de si. Entrei naquele espaço sem pedir licença. O canto era fresquinho, mas já dava para sentir no ar o cheiro da inteligência, da agudeza de espírito, da sensibilidade daquela mulher. E a dona do pedaço ainda dizia não poder mais viver sem o Mulher Solteira. Que lisonja!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mandei e-mail; recebi resposta! Trepliquei e veio de volta mais papo do bom. Assim, de mensagem em mensagem, chegamos ao msn, aos torpedos e, apesar dos mil quilômetros que nos separam, ao café e até a um jantar. Continuo leitora assídua da moça e, a cada novo post, penso, sem um pingo de modéstia: puxa, isso poderia ter sido escrito por mim... Nós nos sentimos assim, meio “cara de uma, focinho da outra”, mesmo vivendo vidas tão diferentes. Falamos a mesma língua. Somos da mesma tribo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Taí uma mulher corajosa, serena, esperta, generosa, flexível, “mãe de menino, passarinho que fugiu da gaiola”, pandora sem medo da própria caixa, em permanente movimento de perguntação e responsidade. É dela essa pérola da filosofia do cotidiano: “quando se trata de amor, mais vale um erro inteiro do que um acerto pela metade”. Quem quiser mais pode se &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viversemmim.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;servir à vontade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Parabéns, Bela! Simplesmente continue, pois você já é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Beijos da sua amiga e fã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1887569363066565377?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1887569363066565377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1887569363066565377&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1887569363066565377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1887569363066565377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/09/viver-sem-ela.html' title='Viver sem ela'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-804416316246124907</id><published>2009-09-14T23:49:00.013-03:00</published><updated>2009-09-15T08:21:02.696-03:00</updated><title type='text'>Pés de anjo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="clear: left; cssfloat: right; float: left; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 130%; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381518302444606466" src="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/Sq7-YjF5VAI/AAAAAAAAAKg/X98sagKENFQ/s200/vida_mansa.jpg" style="float: right; margin: 0px 0px 10px 10px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Daquele dia pouco ou nada me restou na lembrança, a não ser suas palavras exatas e certa inflexão de voz, acompanhada de uma expressão que me era tão familiar. Um leve erguer de sobrancelhas, um sorriso maroto e silencioso, um olhar cúmplice e provocador.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por uma ou outra razão, Vovó quis falar sobre meus pés. E, mistério profundo, referiu-se a eles como “pés de anjo”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Reagi imediatamente, com espanto e desconforto, rejeitando o que temia pressentir em sua voz como uma condescendência excessiva, vergonhosa, eu já tão apercebida de mim mesma:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- “Pés de anjo”, Vó? Um pezão desse tamanho?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Das palavras exatas me lembro, acompanhadas da tal inflexão de voz e da expressão tão familiar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- E quem foi que te disse que anjo tem pé pequeno?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O resto se perdeu no tempo. O que realmente importava, no entanto, permaneceu comigo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-804416316246124907?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/804416316246124907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=804416316246124907&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/804416316246124907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/804416316246124907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/08/pes-de-anjo.html' title='Pés de anjo'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/Sq7-YjF5VAI/AAAAAAAAAKg/X98sagKENFQ/s72-c/vida_mansa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6135254358721068416</id><published>2009-08-31T23:39:00.004-03:00</published><updated>2009-08-31T23:56:36.655-03:00</updated><title type='text'>Eu choro em casamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Tive a sorte (e a esperteza) de estudar em um colégio que nunca subestimou a minha inteligência. No segundo ano do Ensino Médio, pude viver uma miniatura de experiência acadêmica e desenvolver uma pesquisa orientada que resultaria em uma pequena monografia. Foi assim que, aos 16 anos, conheci a Filosofia e Nietzsche (quem me imaginou com cara de CDF, aparelho fixo, calça de moletom “sansntropeito”, camisetão, zero senso estético e óculos de fundo de garrafa se enganou: eu nunca usei óculos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira ideia de desenvolvimento da pesquisa surgiu durante um episódio de &lt;em&gt;Candid Camera&lt;/em&gt;, um programa norte-americano de “pegadinhas”. Uma câmera captava a reação de pessoas que entravam em um elevador no qual um ator havia se posicionado de costas para a porta. Eu nunca havia reparado nisso, mas é de praxe, ao entrar no elevador, virar-se de frente para a porta. Às vezes, com o elevador cheio, pode-se ficar de costas; mas nunca se faz isso ao ser a primeira pessoa a entrar. E qual era a reação de quem entrava no elevador e se deparava com aquela situação pouco familiar? Bastante variada: uns fingiam que nada estava acontecendo; outros fixavam o olhar no cidadão virado para os fundos do elevador durante toda a viagem; por fim, alguns se posicionavam como ele, também de costas para a porta. Foi o ponto de partida para que eu pensasse: por que agimos como agimos? O que é nosso de fato e o que é herdado? O quanto pensamos sobre nossas crenças e atitudes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim nasceu a “Caminhada para o espírito livre”, um ensaio no qual, junto com Nietzsche, passei a tentar responder a essas perguntas, enquanto respondia a outras bem mais pessoais e importantes: quem sou eu? Eu sou assim porque quero ou porque nunca tentei ser de outra forma? Eu realmente acredito no que penso que acredito? Sou capaz de contrariar os valores da minha família? Até onde posso ir na minha rejeição às convenções sociais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apelidei aquela minha fase de “O diário de Biloca”: nada me convencia de que aquilo que eu estava escrevendo era mais do que o diário de uma adolescente em crise com a sua identidade. Nada a não ser o encorajamento do meu orientador, que a cada semana enchia minhas páginas hesitantes de comentários eufóricos sobre as minhas “cenas de filosofia explícita!” E, justiça seja feita, descobrir “quem eu era” naquele momento era um problema filosófico e tanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à generosidade do meu orientador, o ensaio tomou corpo e forma e foi defendido diante de uma banca igualmente entusiasmada. Para uma adolescente com (desculpem o pleonasmo) problemas de autoestima, foi uma experiência e tanto. Mesmo depois de ter amargado três semestres na faculdade de Filosofia e feito uma necessária saída lateral pela direita, nunca mais deixei de pensar filosoficamente sobre a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao desenvolvimento desse “desconfiômetro” de verdades inventadas e mesmo tendo vivido boas e bonitas histórias de amor, não foi muito difícil perceber que eu não deveria esperar sentada pelo Príncipe Encantado, que um dia viria me buscar em seu intrépido cavalo branco. Assim que comecei a ganhar o suficiente, fiz as malas e vim ver como era a vida para além de debaixo da asa dos meus pais. Casar na igreja, de branco, véu e grinalda? Difícil. Mais provável simplesmente juntar as escovas de dente com alguém, no máximo assinar um recibo no cartório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais alguns anos, mais análise, mais capacidade de observação e umas tantas porradas da vida, descobri também que o casamento, o modelo de relação que aprendi a desejar observando meus pais, não era necessariamente o único ou o melhor caminho para a realização pessoal. Descobri, aliás, que dividir a vida com alguém é tão ou mais difícil do que não dividi-la com ninguém. Que o amor acaba. Que, mesmo antes de o amor acabar, as pessoas frequentemente se machucam, muitas vezes de forma irreversível. Que ninguém é capaz de prever o dia de amanhã; que boas pessoas fazem coisas ruins. Que amar não é o suficiente para uma relação dar certo. Que quase nada é suficiente, aliás, para uma relação dar certo. Que é preciso rever o conceito de “dar certo”. Que a monogamia não é algo tão simples quanto parece. Que a obsessão por estar junto com alguém é, muitas vezes, apenas uma tentativa de evitar olhar para aquilo que nos faz sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um tantinho de quebradas e sacadas e fui me dar conta até mesmo de que &lt;em&gt;Oh! O Amor!&lt;/em&gt; é uma invenção social, fruto de uma conjuntura histórica específica, e que até mesmo em nossa sociedade contemporânea o seu valor é muito diferente a depender do grupo social, das aspirações, das lutas, dos desafios... (Foi chocante descobrir isso em uma entrevista da psicanalista Maria Rita Kehl, quando ela falava sobre a diferença entre as demandas romântico-amorosas tão frequentes em sua clínica particular e aquelas relatadas em seus atendimentos a alguns integrantes do MST.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, queimemos nossos vestidos de noiva, certo? Alto lá. Tudo isso aí é verdade, uma verdade bem verdadeira, mas não é toda a verdade. Eu não estaria sendo honesta se não dissesse que, a despeito de tudo isso... Bem: eu choro em casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro mesmo! De soluçar, de sacudir e de soltar meleca. Taí minha irmã que não me deixa mentir: lá estava ela respirando fundo para não borrar a maquiagem no dia do seu casamento e eu completamente desmilinguida, com o nariz escorrendo e o bocão aberto no altar. Taí a minha Amiga Fanta, outra testemunha ocular: também passou toda a cerimônia do seu casamento linda e radiante enquanto a madrinha despenteada se desfazia em baba e lágrimas. Taí minha prima Feca que não só é testemunha como tem uma prova concreta da minha confissão: uma foto com uma meleca bem comprida saindo do meu nariz durante o cumprimento dois noivos e padrinhos. (Amigas que ainda não casaram, já sabem: se não quiserem uma madrinha babando, uivando e soltando meleca ao seu lado no altar, não me deem essa honra.) Não há nada, nada que possa frear a minha emoção diante de duas pessoas que decidem assumir publicamente o seu amor, ritualizar a sua união e dividir a sua alegria com as pessoas que fazem parte da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, já que estamos aqui abrindo nossos corações, devo dizer também que não consigo passar em frente a uma loja de vestidos de noiva sem escolher o meu preferido. Não consigo deixar de usar os meus rudimentares conhecimentos de genética para imaginar como seriam os meus filhos com cada homem por quem eu me apaixono. Aliás, combinar mentalmente o meu nome com o sobrenome do gajo que me dá trela é tão automático quanto piscar os olhos. (A diferença entre uma louca neurótica e eu é que disfarço bem e não conto nada disso para os mocinhos que me interessam – portanto, se algum mocinho que me interessa estiver lendo esse post, solicito a gentileza de se retirar do recinto e/ou ignorar essas revelações, pela atenção obrigada.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas amigas-mães sabem que eu tenho um fraco por bebês. Não dá para estar perto de um sem ficar com cãibra nos lábios, falar em voz de tatibitate e afundar o nariz nas dobrinhas da criatura. Se forem os filhos das minhas amigas queridas, então, o risco de sequestro é iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é isso: apesar de toda a pós-modernidade, da pose de descolada, do desprendimento, da lucidez, do ceticismo, da malemolência, do suingue, do gingado, da malandragem, eu sou nada mais nada menos que mais um coração romântico em busca da outra metade da laranja, que esteja disposta a ter comigo um monte de laranjinhas. Seu Nietzsche: que ingenuidade a nossa achar que seríamos capazes de separar o que é “nosso” do que é “dos outros”! O outro está em nós, nós somos o outro e ele nos é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vantagem de se acreditar na filosofia da metade da laranja é que facilmente se deduz um argumento lógico sobre o fato de a outra metade da laranja também acreditar em metades da laranja. E, para expandir mais um pouco a metáfora hortifrutífera, felizmente sou capaz de desafiar a matemática moderna e acreditar que cada metade da laranja pode ter muitas metades! E de torcer para que, em algum lugar desse mundo, uma dessas metades cruze o meu caminho, me dê a mão e enfrente comigo a jornada de transformar esse &lt;em&gt;Oh! Amor&lt;/em&gt; romântico herdado, idealizado, construído, fantasiado e supervalorizado em um amor real, possível e verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Em sumo: se a vida lhe der uma laranja, faça dela uma laranjada!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6135254358721068416?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6135254358721068416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6135254358721068416&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6135254358721068416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6135254358721068416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/08/eu-choro-em-casamento.html' title='Eu choro em casamento'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8781591036975976517</id><published>2009-08-26T01:10:00.001-03:00</published><updated>2009-08-26T01:14:59.131-03:00</updated><title type='text'>Monte seu prato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;O curso da História é irreversível, o avanço da tecnologia é irrefreável e não adianta chorar pelo leite de saquinho derramado. Ainda assim, há quem sofra de uma espécie de nostalgia crônica que, de tempos em tempos, se manifesta de forma surpreendente nas mais prosaicas situações do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, essa sou eu. E, não vou ser hipócrita, faço bom uso da maior parte das facilidades do mundo eletrônico, virtual, interativo, tecnológico e midiático da atualidade, embora não seja nenhuma profunda conhecedora de nenhum gadget eletrônico ou linguagem de programação. Mas vira e mexe tenho uma prova cabal de que nasci em outra era e não fui programada para executar algumas tarefas simples e necessárias à sobrevivência em nosso ecossistema digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais recente confirmação dessa inaptidão à era pós-moderna surgiu sobre mim como um raio (da natureza) em uma praça de alimentação do shopping, onde fui trocar o meu falecido-já-vai-tarde Sony Ericsson por um tô-pagando-pra-ver Sansung (com foto do vendedor para reclamação personalizada caso a nova aquisição me dê tanta dor de cabeça quanto a anterior). Em tempos de restrição alimentar, procurei um restaurante que oferecesse opções interessantes de salada (que vergonha, nunca pensei que um dia eu me venderia para o sistema dessa forma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi à simpática garçonete que me trouxesse um cardápio e no segundo seguinte eu tinha nas mãos um objeto-não-voador-e-não-identificado com símbolos nada familiares, diria mesmo incompreensíveis. Solícita, ela me explicou: a salada pequena são essas folhas e mais quatro ingredientes, e a grande as mesmas folhas e oito ingredientes. Pode escolher à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro da cartolina plastificada, imagens sobrepostas do que identifiquei como uma folha de alface, outra de rúcula, outra de agrião e mais uma de radicchio. Em volta delas, formando uma mandala, minúsculos ícones representando os ingredientes à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travei. Daquele mato não saía uma salada. Eu olhava, olhava e olhava pra aqueles minúsculos ícones de ervilha, champignon e cebola e simplesmente não conseguia enxergar o prato que eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que engraçado, né? – comentei, constrangida, com a garçonete e a mocinha do caixa – Acho que algumas pessoas realmente não têm inteligência pictórica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois sorrisos metálicos muito, muito solícitos se viraram na minha direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não seja por isso, a senhora pode virar o cardápio e consultar nossas opções de salada prontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, agora sim! – Exclamei, satisfeita, apenas para virar a cartolina e descobrir um novo criptograma. Dessa vez eram linhas horizontais que se formavam pelos mesmos ícones diminutos de tomates, alcaparras, milhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é possível que eu não saiba ler isso”, pensei com os meus botões. Insisti: não saiu nada. Derrotada, lancei o meu melhor sorriso às mocinhas do restaurante e soltei o famoso “Obrigada, vou dar mais uma olhadinha!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei a praça de alimentação, li um cardápio cheio de fotos de pratos prontos com detalhadas descrições verbais dos ingredientes e rapidamente escolhi uma reconfortante salada mista com uma panqueca de queijo e outra de carne. A única opção que me deram – graças a Deus! – foi o molho da salada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8781591036975976517?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8781591036975976517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8781591036975976517&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8781591036975976517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8781591036975976517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/08/monte-seu-prato.html' title='Monte seu prato'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1829756913473958898</id><published>2009-08-16T22:17:00.000-03:00</published><updated>2009-08-16T22:19:18.727-03:00</updated><title type='text'>De molho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Tá bom, eu confesso. É o McDreamy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ele quem tem consumido minhas atenções, minhas energias, meus neurônios, minha inspiração e me impedido de escrever. Mas não só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O George também, ah, o George... Que coisinha que é o George.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Denny, meu Deus! Que homem! Pobre Denny...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o Alex, quem é que não tem um fraco pelo cafajeste que maltrata os corações das mocinhas para ocultar as suas fragilidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Todos eles, é claro, não me fazem abrir mão do Raj... Meu coração tem lugar para todos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas eu não sou sexista. Antes deles também houve a Bette, a Shane... Ah, a Shane...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus leitores têm cobrado novos posts. Bom, não lembro quantas temporadas de Grey’s Anatomy eu ainda tenho pela frente, mas já esgotei as de The L Word que eu ainda não havia visto. Então, eu calculo que a abstinência não deva durar mais muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê? Ora, bolas, é claro que de vez em quando eu me entupo de seriados americanos por semanas a fio, deixando de lado minhas leituras edificantes, meu intenso processo de escrita e minhas viscerais reflexões existenciais! Ser profunda cansa, não sabiam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto logo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1829756913473958898?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1829756913473958898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1829756913473958898&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1829756913473958898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1829756913473958898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/08/de-molho.html' title='De molho'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-7276287810894284473</id><published>2009-07-26T00:23:00.003-03:00</published><updated>2009-07-26T00:36:08.696-03:00</updated><title type='text'>What u wearin’, babe?</title><content type='html'>&lt;a href="http://i16.photobucket.com/albums/b4/Guarda/frio_2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px" alt="" src="http://i16.photobucket.com/albums/b4/Guarda/frio_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Hum... Adivinha...&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;... meias esportivas brancas, meia-calça de lã marrom, meias de lã amarelas, calça de moleton cinza, camiseta azul, malha de lã verde, moleton azul, casaco de nylon preto, cachecol colorido e chinelos azul marinho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Brrrrrrrrr!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://i16.photobucket.com/albums/b4/Guarda/frio_2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-7276287810894284473?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/7276287810894284473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=7276287810894284473&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7276287810894284473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7276287810894284473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/07/what-u-wearin-babe.html' title='What u wearin’, babe?'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4679891246147765410</id><published>2009-07-11T00:30:00.002-03:00</published><updated>2009-07-11T00:36:52.965-03:00</updated><title type='text'>À deriva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Para Meine Liebe&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;No começo deste ano, fui presenteada por uma amiga com o livro &lt;strong&gt;Na praia&lt;/strong&gt;, de Ian McEwan, e a seguinte dedicatória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para Cris,&lt;br /&gt;Um livro sobre a impossibilidade de se partilhar experiências e a filosofia do ‘Vive aí’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que dar ou emprestar um livro é uma maneira de partilhar com uma pessoa querida a sensação de que alguém, em um momento de inspiração, foi capaz de dar forma a sentimentos, emoções e vivências que experimentamos muitas vezes sem sabermos nomear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, no entanto, o que minha amiga e eu partilhávamos era justamente a nossa percepção sobre o quanto as experiências podem ser “impartilháveis”. Em &lt;strong&gt;Na praia&lt;/strong&gt;, um jovem casal em lua de mel partilha (!) uma refeição momentos antes da consumação carnal do casamento. Ambos se casaram por amor, sem qualquer dúvida sobre o que sentiam, sem que tivessem sido compelidos por qualquer outro motivo que não a sua própria vontade. Ainda assim, sentados de frente um para o outro naquela mesa, no quarto do hotel, cada um vivencia sentimentos absolutamente particulares em relação ao outro e àquele momento. McEwan leva ao extremo a impossibilidade de se dividir inteiramente a intimidade com alguém, mesmo que esse alguém seja justamente quem mais amamos. Essa impossibilidade leva a consequências devastadoras para os protagonistas do romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha amiga pensávamos muito sobre isso na época em que ela leu esse livro e decidiu dá-lo para mim. Eu já havia contado a ela a respeito daquilo que meu pai me ensinou: que o que existe entre um casal tem sempre uma faceta invisível para quem está fora da relação. Concordamos nisso. Mas nos sentíamos especialmente espantadas com o fato de que, mesmo dentro da relação, cada indivíduo de um casal pode viver uma história absolutamente diferente da vivida pelo outro. Era algo que nos causava um impacto profundo, não exatamente por ser surpreendente, e sim por ser algo que reconhecíamos de forma clara em nossas próprias vidas, em nossas próprias relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte da dedicatória – a “filosofia do ‘Vive aí’” – foi a única conduta factível que encontramos diante dessa constatação. Posto que é impossível saber o que realmente se passa no íntimo das pessoas – mesmo que essa pessoa seja alguém que se deita ao nosso lado todas as noites – só nos resta seguir vivendo, aceitando a nossa absoluta falta de controle sobre a vida, a total imprevisibilidade do nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impossibilidade de partilhar experiências pode se revelar para quem vive junto há anos. Basta pensar naquele casal que durante trinta anos foi incapaz de ir até a padaria sem dar as mãos para atravessar a rua. Um dia, sem mais, ele se descobre apaixonado por uma mulher trinta anos mais jovem. Sai de casa, se afasta dos filhos, sequer se dá ao trabalho de conhecer a primeira neta. Parece história de novela mexicana, mas é vida real. E a esposa, completamente perdida, só sabe se perguntar se tudo aquilo que ela achou que tinha vivido foi um sonho sonhado só. Era? Impossível saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a impermeabilidade dos sentimentos íntimos acomete um casal que se conhece há tanto tempo, é evidente que não poupa também os jovens enamorados. Foi assim comigo. Quando achei que a minha relação tinha chegado exatamente no lugar que eu esperava – um amor maduro, companheiro, equilibrado –, ela acabou. Sinal de que, do outro lado da linha, havia alguém bem menos satisfeito do que eu. Como saber? Como prever? Impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casais que vivem juntos há trinta anos, casais que namoram durante quatro anos. E quando apenas começamos a conhecer alguém? Nada se compara à tensão de tentar interpretar os primeiros passos, gestos, movimentos e palavras de alguém que nos interessou. Queremos atribuir sentido aos mais ínfimos comentários, encontrar o significado oculto de um olhar, buscar a intenção secreta de um roçar de ombros, descobrir a entonação exata de uma risada. Nós, mulheres, somos particularmente ansiosas na busca dos sinais. Não me livro disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a desejada relação, em que tanta energia se investiu, se desfaz em meias palavras ou palavra nenhuma, é também típico das mulheres encostar os machos contra a parede – com diferentes níveis de delicadeza – esperando espremer deles as palavras que as libertarão das suas esperanças vãs. Se as palavras não vêm, elas insistem de todas as formas, até que seu orgulho as faça recolher-se novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que talvez as mulheres ainda não tenham aprendido é que o silêncio fala tanto quanto as palavras, ou, inversamente, as palavras são tão polissêmicas quanto o silêncio. As palavras, as meias palavras, as palavras mudas, todas elas falam o mesmo: da impossibilidade de partilhar experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras talvez criem a ilusão de que o amor que não vingou pôde, pelo menos, existir no espaço comum do entendimento. “Se ao menos pudéssemos falar sobre o que aconteceu!”. Acontece que o que aconteceu para um não aconteceu para o outro, e isso não é algo que possa ser explicado em palavras. Pode, simplesmente, ser vivido em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio polissêmico pode conter condicionais: “Se eu tivesse te conhecido em outro momento...”. Ou adversativas: “Você é legal, mas já tenho outra pessoa”. Às vezes, alternativas: “Ou eu fico sem você, ou me perderei de mim mesmo”. Aditivas: “Nem você, nem ninguém”. Concessivas: “Apesar de tudo, valeu a pena”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, no entanto, o silêncio pode ser tão unívoco quanto uma palavra chapada, bidimensional, afiada e precisa como uma faca. No silêncio, ouve-se apenas um sonoro e inequívoco NÃO.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4679891246147765410?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4679891246147765410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4679891246147765410&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4679891246147765410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4679891246147765410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/07/deriva.html' title='À deriva'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4281256570756105180</id><published>2009-07-06T01:27:00.001-03:00</published><updated>2009-07-06T01:31:31.354-03:00</updated><title type='text'>Mulher Casada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Ela já começa avisando que não sabe se servirá como contraponto. E ainda comenta, possivelmente temendo uma resistência minha, que o nome pode ser mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo, de imediato, que não mude o nome! Eu não poderia me sentir mais lisonjeada... E acho que servirá de contraponto sim, mas não como a afirmação de que somos dois extremos opostos, e sim como confirmação de que, nas singularidades, nos encontramos. Família que escreve unida, unida permanecerá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que eu sempre nos comparei a Arnold Schwartzenegger e Dany de Vitto. Tão diferentes, tão parecidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo: conheçam minha irmã, a &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.mulher-casada.blogspot.com/"&gt;Mulher Casada&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4281256570756105180?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4281256570756105180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4281256570756105180&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4281256570756105180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4281256570756105180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/07/mulher-casada.html' title='Mulher Casada'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-7425071973810881895</id><published>2009-07-05T21:18:00.000-03:00</published><updated>2009-07-05T21:19:54.762-03:00</updated><title type='text'>Nota mental aleatória em noite de domingo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Duas forças da natureza nunca deixam de me surpreender:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder restaurador de um dia de sol;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder destruidor de uma TPM.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-7425071973810881895?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/7425071973810881895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=7425071973810881895&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7425071973810881895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7425071973810881895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/07/nota-mental-aleatoria-em-noite-de.html' title='Nota mental aleatória em noite de domingo'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1643542050207124801</id><published>2009-06-24T23:46:00.000-03:00</published><updated>2009-06-24T23:52:02.491-03:00</updated><title type='text'>O cheiro do ralo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Dias difíceis. A crise finalmente chegou à “firma”. Primeiro veio o anúncio (oficioso) da mudança de endereço, com a respectiva dose (oficial) de indignação. Sem se dar conta da agudeza de sua análise, uma amiga profetizou: “em tempos de crise, temos é que dar graças a Deus por estarmos apenas mudando de sede, e não sendo mandados embora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana depois, em um único dia, enxurrada de demissões. Amiga querida na lista dos dispensados. Fusão de equipes. Extinção de cargos. Reestruturação. Reuniões intermináveis entre diretores e gerentes – em salas-aquário que revelam rostos constritos e só aumentam a ansiedade dos peixes de fora. E-mail do diretor geral, supostamente de injeção de ânimo, pelo “tanto já alcançado”, pelo “tanto ainda a alcançar”. Exemplo vivo do “tapar o Sol com a peneira”: quem tem cabeça para isso nesse momento? Aliás, cada um só pensa mesmo em quanto tempo falta para a sua própria cabeça rolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à angústia dos telefonemas, da espera pelas notícias de quem sabia mais, das confabulações sobre o futuro da empresa, das análises sobre o acontecido, me peguei limpando furiosamente o ralo da pia do banheiro. Logo eu, o anti-herói das prendas domésticas, o terror das faxineiras, aquela cujo banheiro, segundo a Mãe Sereia, sempre parece ter sido perscrutado por um “filhote de São Bernardo”. Pois lá estava eu, cutucando o ralo com o que me aparecesse pela frente, esfregando-o com força, esquecida do mundo, como se daquilo dependesse toda a minha vida. Assim fiquei, minutos a fio. Só me dei por satisfeita quando ele brilhou e a água passou lisa pelo buraco, sem qualquer interrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estamos nós, buscando sempre o Bom, o Bem e o Belo nas pequenas coisas, tentando extrair poesia das ausências, tentando atribuir sentidos aos espaços vazios. Mas o ralo continua sempre lá. E há horas em que temos de nos haver com ele, com a sua sujeira, e mais nada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1643542050207124801?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1643542050207124801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1643542050207124801&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1643542050207124801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1643542050207124801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/06/o-cheiro-do-ralo.html' title='O cheiro do ralo'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1764252585046722511</id><published>2009-06-20T00:54:00.003-03:00</published><updated>2009-06-20T01:01:08.039-03:00</updated><title type='text'>Poetoterápico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Happy end&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Cacaso)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O meu amor e eu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;nascemos um para o outro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;agora só falta quem nos apresente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1764252585046722511?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1764252585046722511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1764252585046722511&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1764252585046722511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1764252585046722511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/06/poetoterapico.html' title='Poetoterápico'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8385582469996009713</id><published>2009-06-18T23:15:00.000-03:00</published><updated>2009-06-18T23:17:15.132-03:00</updated><title type='text'>Roll-on</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;O simpático Pipa-do-vovô vende cerveja na Augusta, em frente ao Studio SP. Como não bebo cerveja, talvez não tivesse tido razão suficiente para reparar nele, não fosse por um pitoresco diálogo que ele tomou a iniciativa de travar. Começou com uma escancarada conferida sobre a minha silhueta, de fio a pavio, sem a menor cerimônia. Em seguida, veio a sentença:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que mulherona!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que gosto de saber onde vão dar certos caminhos, dei corda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente Pipa-do-vovô se sentiu na obrigação de se explicar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim... Grande, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me fiz de rogada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espanto deu lugar a uma curiosa timidez. E, com a mão na cintura e a cabeça meio tombada para o lado, veio o pedido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu posso lhe fazer uma pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro! – Respondi, curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos revirados de afetação, disparou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se um homem assim, do meu tamanho, quisesse namorar com você... Você aceitava ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi, com sinceridade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lógico! – e acrescentei um dado técnico para dar mais credibilidade à minha afirmação – O senhor sabia que a média de altura do homem brasileiro é 1,68 m?&lt;br /&gt;Imagine se eu fosse namorar só homem da minha altura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... Desodorante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumada à minha surdez, sinalizei que não havia entendido o comentário. Ele completou o raciocínio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquele, de passar no sovaco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, com a mesma desfaçatez com que me medira no início da conversa, levantou meu braço e posicionou a cabeça na altura da minha axila, como a sublinhar a nossa diferença de altura:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;- Ia ser o seu desodorante!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8385582469996009713?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8385582469996009713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8385582469996009713&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8385582469996009713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8385582469996009713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/06/roll-on.html' title='Roll-on'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2792674975511118025</id><published>2009-06-14T00:16:00.000-03:00</published><updated>2009-06-14T00:17:43.575-03:00</updated><title type='text'>Síntese dialética</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Não são, afinal, passado, presente e futuro águas do mesmo rio caudaloso de Heráclito, aquele que é a um só tempo sempre o mesmo e sempre outro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2792674975511118025?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2792674975511118025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2792674975511118025&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2792674975511118025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2792674975511118025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/06/sintese-dialetica.html' title='Síntese dialética'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-3265403537167603722</id><published>2009-06-12T23:55:00.000-03:00</published><updated>2009-06-13T02:29:12.371-03:00</updated><title type='text'>Elogio ao amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Laura sempre gostou de &lt;em&gt;livin' la vida loca&lt;/em&gt; e nunca achou que o casamento tinha sido feito para ela. Um dia, porém, conheceu Dênis. Cismou com ele, com seu jeito tímido, com seu ar misterioso. Fez tudo ao contrário do que mandam os manuais... O rapaz não deu muita bola no começo, tinha até namorada. Mas um dia acabou caindo em si, chamou-a na chincha e, desde então, nunca mais quis largar dela. Laura, a solteira convicta, acabou se casando aos 25 anos de idade, e atualmente curte com o marido a realização do primeiro grande projeto conjunto: a compra de um apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrícia namorou com Lúcio durante quatro anos e meio. Ele sempre foi ciumento até dizer chega e ela, bem, não era exatamente uma moça tímida. As amigas viam o tempo passando e achavam que uma hora aquele caldo ia entornar. Entornou: Patrícia foi pra Inglaterra, descobriu o mundo e achou que estava na hora de viver outras experiências. Ela e Lúcio nunca deixaram de se ver e de se falar, mas para ela aquela história tinha ficado para trás. Quatro anos e meio depois... Patrícia descobriu que Lúcio era mesmo tudo o que ela queria. Casaram, tiveram uma filha e hoje administram a saudade durante cinco dias por semana, pois o emprego de Lúcio exigiu que ele fosse morar em outra cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dana não imaginava que a vida ao lado de alguém podia ser tão boa e tranquila até conhecer Marcelo. Depois de alguns meses de namoro mudou-se para a casa dele, depois de outros tantos meses morando juntos decidiram se casar, e tudo seguia seu rumo sem previsão de chuvas nem trovoadas. Mas, quando Dana passou por uma situação difícil, Marcelo não soube estar junto. E, mesmo dividindo toda noite a mesma cama, os dois acabaram se distanciando, até chegar em um ponto em que o amor, mesmo tão grande, acabou. Dana não condena ninguém que decida manter um casamento por comodidade, pois sabe que a separação pode ser a coisa mais dura que uma pessoa enfrenta na vida. Tentando juntar os cacos, resolveu investir nos seus próprios planos: foi fazer aula de francês para tentar um emprego no Canadá. Lá reencontrou Igor, seu namorado dos tempos do colégio. A velha chama reacendeu... Dana descobriu, afinal, que o amor mais tranquilo nem sempre é o mais verdadeiro. Lá estão eles, Dana e Igor, tentando descobrir como conciliar a bagunça dele com a mania de organização dela, poucos meses depois de terem juntado os trapinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabíola e Tim eram daqueles casais que todo mundo dava como certo que ficariam juntos para sempre. Mas, como dizia o poeta, “pra sempre sempre acaba”... Ele veio para São Paulo, ela ficou em Brasília, o namoro foi ficando morno e um dia acabaram achando que aquela história não ia mais dar samba. Cada um pra um lado, meses depois, Fabíola já curtindo a vida de solteira de novo, resolveu se consultar com o Caco, seu astrólogo. No fim da sessão, quase indo embora e meio sem saber por que, decidiu perguntar ao guru o que os astros diziam sobre Tim. Caco olhou o mapa do moço e foi enfático: se você não for atrás desse bofe, vou eu! Um mês depois, lá estava Fabíola em São Paulo, juntando as escovas de dentes com Tim, em um casamento que já dura mais de cinco anos e acabou de render um mini ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lena comeu muita grama vivendo amores não correspondidos. Dona de um coração do tamanho do mundo, ensaiou um ou outro namoro, mas sempre acabava na mão, com os olhos inchados e a impressão de que não havia vindo ao mundo para ser feliz no amor. Um dia, sem muita explicação, começou a se sentir muito bem consigo mesma. Raspou o cabelo, viajou pela primeira vez sozinha, decidiu mudar de área. Foi nessa época que, numa festa, conheceu Roberto. E o moço, versado em senso prático e com especialização em companheirismo, nunca deixou que ela se sentisse diminuída: ligou no dia seguinte, e no outro, e no outro, e quis namorar com ela, e morar junto com ela, e casar com ela. A vida, é claro, nem sempre é um mar de rosas, mas já lá se vão sete anos juntos e eles se mantêm firmes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcia sabia que Fábio não era nem de longe o bom partido que as mães desejam para suas filhas. Ainda assim, achava-o apaixonante, e com ele viveu alguns dos momentos mais mágicos da sua vida. Quando ele terminou com ela, a moça sofreu horrores, mas soube tirar proveito disso para, alguns meses depois, retomar o namoro fortalecida. Um dia, um amigo de Fábio, casado com uma amiga de Márcia, declarou-se apaixonado por ela. Márcia nem cogitava se separar de Fábio, era feliz com ele; mas o que fazer com esse novo amor que subitamente ela descobria? Foram meses de sofrimento, para os quatro. Por fim, nessas acomodações que a vida promove mesmo quando isso pareceria impossível, Márcia e Gil acabaram se acertando. Hoje não imaginam viver um sem o outro. Para Márcia, foi seguramente a experiência mais difícil da sua vida, o que mostra que vida e morte, prazer e dor, chegadas e partidas andam sempre juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisa e Artur fizeram juntos algumas matérias no primeiro ano de faculdade, mas ele logo pediu transferência e pouco tempo depois eles perderam o contato. Naquela época, envolvido com uma ex-professora, ele viveu um relacionamento intenso que virou um casamento de três anos. Um dia não deu mais para ficarem juntos. Artur teve ainda outra namorada com quem passou bons anos. Elisa, nesse tempo, também viveu as suas histórias. A mais longa delas durou cinco anos e se espalhou por todos os cantos da sua vida: com Márcio ela trabalhava, brincava, amava, viajava, brigava, consertava. Eles eram tão igualmente diferentes que pareciam mesmo feitos um para o outro, mas tanta proximidade acabou desgastando a relação. Com o coração refeito, um dia Elisa reencontrou o amigo Artur em uma virada cultural. A paixão foi tão violenta que dava pra se perguntar como eles levaram quase dez anos para se descobrir. Namoro, ajuntamento, filha... Tudo isso em pouco mais de vinte e quatro meses! Felizes, muito felizes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renata não tinha tido muitas experiências no amor antes de conhecer Bruno. Pelo menos, no que diz respeito a relacionamentos não platônicos e correspondidos. Quando a história dos dois engatou, as amigas comemoraram. E não é que toda tampa tem mesmo a sua panela? Um ano se passou, e outro, e outro, e outro e mais outro... O primeiro namoro acabou virando casamento. Paciência, se Renata não teve a oportunidade de construir outros parâmetros. Tem gente que passa a vida inteira procurando uma história de amor que valha a pena; outras, encontram de primeira! O negócio é abraçar a oferta da vida e continuar acreditando que tudo, sempre, valeu a pena. Mesmo nos dias em que é difícil ser dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana teve o primeiro namorado sério aos dezoito anos. Tempos modernos, conheceu-o no antigo IRC, junto com um monte de outros amigos virtuais que faziam questão de se tornar reais. O namoro durou dois anos e depois perdeu o prazo de validade. Dali em diante, foram muitos os rolos, ficadas, paqueras e até um ou outro namoro, mas parecia que Juliana tinha perdido a mão. Seria possível que ela não encontraria mais alguém com quem realmente valesse a pena estar junto? As amigas acompanhavam as aflições, e desacreditavam de como uma mulher com tantos predicados pudesse ser tão pouco agraciada pelo amor. Mais de dez anos depois do primeiro namorado, foi navegando novamente em águas virtuais que ela conheceu Roger. Mesmo não tendo visto fogos de artifício, investiu com graça e energia até o rapaz perder o medo e decidir pedi-la em namoro. Quase dois anos depois, os dois curtem o prazer de uma relação madura e cheia de afinidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena não sentiu nada de especial na primeira vez em que viu Felipe. Ele, por sua vez, ficou de queixo caído. Não deu descanso durante meses, colou, chegou junto, encarnou até ela decidir dar uma chance... Começaram a ficar, a namorar, a viajar junto... Um dia a mala voltou de viagem e a roupa não voltou para ser lavada em casa. Os dois já tinham trabalhado juntos e agora moravam juntos. Eles eram meio como água e vinho, mas ainda assim achavam que tinha graça tentar ajeitar aquele tanto de diferenças. E foi nesse exercício diário de tolerância que, juntos, realizaram o feito mais bem acabado de suas vidas. Infelizmente a vida depois dos bebês nem sempre é fácil para os casais, as diferenças falaram mais alto e foi preciso dividir as vidas novamente. Mas quem presenciou o parabéns do segundo aniversário desse filho, de pé em um banquinho entre a mãe e o pai separados, com o sorriso mais lindo e meigo do mundo, sabe que algumas histórias, mesmo quando não dão certo, valeram a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel nasceu em uma família católica e sempre foi mantida debaixo de rédea curta pela mãe. Quando veio fazer faculdade em São Paulo, deixou o namorado no interior. Naquele tempo o controle ainda era rígido e qualquer coisa que se fizesse entre quatro paredes era pecado. Um dia o namorado deu no pé. Isabel sofreu... Até que, navegando na internet com Fátima, conheceu Arnaldo. Fátima gostou de Arnaldo, mas Arnaldo gostou mesmo foi de Isabel... que também gostou de Arnaldo. A amizade não resistiu ao triângulo, mas o amor se mostrou mais forte do que a mãe católica, virou ajuntamento em poucos meses e só depois foi consagrado nos ritos da santa igreja. Com a primeira filha no colo, Isabel foi de mala e cuia com Arnaldo tentar a vida em Nova Iorque. É lá que ela aprende todo dia a ser mãe, a confiar em si e a não deixar o copo d’água virar tempestade. Foi lá, também, que ela se descobriu escritora. E que teve o seu segundo filho, criando um laço perene com aquela terra estrangeira que ela agora chama de lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiana estudou com Alberto desde o primeiro ano da faculdade. Nunca alimentou por ele qualquer sentimento diferente de amizade; dele já não se pode dizer o mesmo. Alberto, na verdade, sempre gostou de Fabiana... Era difícil driblar as indiretas, as sabotagens, as investidas de Alberto, mas Fabiana fingia que não tinha visto e tocava o barco. Cada um teve os seus respectivos relacionamentos, Alberto chegou a morar junto com uma namorada, Fabiana foi morar em San Diego. Um dia, sem mais nem por que, Fabiana olhou para Alberto de um jeito diferente... Ainda levou uns meses para se convencer do que acabou se revelando óbvio: a amizade tinha virado amor. Quer coisa melhor do que se apaixonar por alguém que sempre esteve ao seu lado, mesmo quando ainda não era possível corresponder a esse amor? Casaram-se no começo desse ano e passam muito bem, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina já conheceu o amor. Como a última vez em que ela o encontrou não foi a primeira, também não quer supor que tenha sido a última. Quando esse amor acabou, Cristina precisou olhar muito para si mesma e redescobrir o seu prazer nas pequenezas, reassumindo as suas escolhas, reaprendendo o seu caminho. Mesmo não tendo sido o caminho que ela escolheu, soube torná-lo significativo e encontrar a sua dose de paixão em tudo aquilo que faz. Cristina ainda acredita que o amor está à espreita, esperando o melhor momento para surpreendê-la novamente. Enquanto isso, diverte-se com a paisagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma homenagem a algumas de minhas amigas (a quem agradeço, mesmo sem ter pedido licença, por me deixar contar suas histórias – com nomes devidamente trocados para preservar sua identidade) e a todas as mulheres casadas, solteiras e separadas que continuam acreditando no amor, apesar de tudo...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-3265403537167603722?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/3265403537167603722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=3265403537167603722&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3265403537167603722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3265403537167603722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/06/elogio-ao-amor.html' title='Elogio ao amor'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1057949208545896402</id><published>2009-06-09T00:06:00.000-03:00</published><updated>2009-06-09T00:07:55.082-03:00</updated><title type='text'>Dalila</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Decidida a deixar o passado para trás, resolveu começar pelos cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, foi exibir o corte novo ao seu passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1057949208545896402?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1057949208545896402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1057949208545896402&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1057949208545896402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1057949208545896402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/06/dalila.html' title='Dalila'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8433788300411437332</id><published>2009-05-30T03:20:00.001-03:00</published><updated>2009-05-30T03:43:02.032-03:00</updated><title type='text'>Salomão, uma história de amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;A primeira vez que vi Salomão, ele era uma coisa verde e amorfa na prateleira da loja de brinquedos. Dividida entre um piupiu e uma girafa, resolvi tirar a prova puxando pela pata aquele bicho cuja identidade eu não conseguia decifrar. Não sei se por vergonha ou por falta de jeito, Salomão se enroscou na bicharada e o zoológico inteiro veio abaixo. Hoje sei que ele não fez por mal, mas naquele instante o meu embaraço só me fez olhá-lo com mais desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolvida a fauna à prateleira – obrigada, desculpe, Ah, o pinguim!, obrigada! – parei para examinar a espécime que se encontrava em minhas mãos. Corpanzil de pelúcia com uma fuça gigante, olhos maiores ainda, crina vermelha de trapos de pano, pernas longas e curvadas de aranha. Salomão não se encaixava em nenhuma das categorias animais do meu repertório. Havia nele algo de patético que chegou a me comover por alguns segundos, a ponto de eu esboçar alguns passos em direção ao caixa, mas logo mudei de ideia e resolvi colocá-lo de volta no lugar. Não sei se por desespero ou falta de jeito, Salomão se enroscou de novo na bicharada e nada o fazia entrar por completo na prateleira – ora era uma pata que ficava de fora, ora os olhos esbugalhados me encaravam, ora a bunda sobrava. Comecei a ficar aflita com a falta de colaboração daquele bicho. Respirei fundo e o empurrei com força, apenas para descobrir, com o coração aos saltos, que já era tarde. Eu não podia mais deixar Salomão para trás. Ele merecia ser de alguém que pudesse amá-lo, apesar de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe trouxe Salomão para perto de Lia com cuidado – além de desajeitado, ele tinha quase o dobro do seu tamanho – e ela pareceu não se importar. Era um sinal positivo, a mãe explicou, e a adaptação deveria ser feita aos poucos. Lia aceitou que Salomão repousasse em seu colo durante alguns segundos. Todos comentavam, satisfeitos, que ela parecia ter gostado dele, embora a maior interessada não pudesse explicar se de fato o queria ou apenas o tolerava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que, se aproximando lentamente, Theo tomou Salomão em seus braços e, com olhos redondos e brilhantes de que só as crianças de oito anos são capazes, fez seu apelo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tia, que tal você trocar o jogo que me deu de presente por um bichinho menor para a Lia? E deixa esse aqui para mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa com a barganha, já que supunha que bichinhos de pelúcia fossem carta fora de baralho para pré-adolescentes de oito anos, perguntei se eu não poderia trocar o jogo por outro bicho igual ao Salomão, ficando cada um deles para um dos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Theo, que já conhecia Salomão antes mesmo dele existir, que já tinha até composto um rap em sua homenagem – rap que levou a mãe às lágrimas na reunião de pais da escola, com Lia ainda na barriga –, Theo sabia que não havia dois daquele. E explicou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tia, a Lilica ainda é muito pequena. Deixa esse aqui comigo e troca o meu jogo por um bichinho menor para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e a mãe trocamos olhares significativos e optamos pela pedagogia do meio. Explicamos que Salomão poderia ser dos dois, assim como o jogo, se ele decidisse ficar com ele, ou um outro bicho, se ele assim preferisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theo olhou nos olhos de Salomão e anunciou, solene:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este é o Salomão, gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, passou a noite toda com seu cavalo de pano embaixo do braço. Na hora de ir embora, fiz uma última tentativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então, Theo, qual é a sua decisão em relação ao jogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, com a convicção infantil que deixamos para trás em algum lugar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode levar, tia. Troca por um bichinho menor para a Lilica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para a mãe, olhei para a Lia e, diante do seu consentimento silencioso, afinal cedi, na pretensão ridícula de que uma decisão de tal porte coubesse a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bem, Theo. O Salomão é seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu lhe dava um abraço de despedida, Theo me contou, em segredo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas sabe, tia, não vou levar amanhã o Salomão na viagem que a gente vai fazer. É que lá tem muita gente, e eu tenho vergonha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, me deu um beijo, virou as costas e subiu as escadas carregando seu velho amigo pela mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8433788300411437332?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8433788300411437332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8433788300411437332&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8433788300411437332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8433788300411437332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/05/salomao-uma-historia-de-amor.html' title='Salomão, uma história de amor'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5370363327051097566</id><published>2009-05-24T18:33:00.001-03:00</published><updated>2009-05-24T18:35:35.061-03:00</updated><title type='text'>Sobre sonhos e saudades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Durmo. Durmo muito. Durmo até que não reste uma gota de consciência em mim. E no meu sonho te reencontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo de 2007, meu pai perdeu aquele que durante boa parte da sua vida foi o seu melhor amigo. Oito anos de luta contra o câncer, tratamentos experimentais, tumores extirpados que reapareciam em outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um câncer muito bem vivido por ele. Pois, durante esse tempo, soube tirar o máximo proveito da consciência da sua finitude. Resolveu problemas, reaproximou-se das filhas, tornou-se uma pessoa simples, passou a conviver com os cachorros, deixou de lado uma grossa camada de verniz e polidez que ele havia sido obrigado a carregar durante toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, creio eu que ensinou muito para o meu pai, antes e depois do câncer. Eles eram primos e ouso acreditar que esse laço de sangue devolveu ao meu pai o significado da palavra “família”, em muitos momentos em que parecia difícil entender o que poderia ligar pessoas tão diferentes pelo simples fato de terem nascido com o mesmo sangue. Foi com ele que meu pai mais se identificou, a quem mais admirou, por quem mais se sentiu compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele se foi. E lá estava o meu pai, nos seus minutos finais, amoroso, ouvindo-o falar sobre tudo e nada, suportando o vê-lo ir, acompanhando-o até o fim. Participou dos trabalhos fúnebres, trouxe consigo suas cinzas, guardou-as para devolvê-las à sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante meses meu pai falou sobre ele. Falou, falou, falou. Precisava falar. Precisava recordar, mantê-lo vivo nas memórias, não podia desligar-se dele, não podia deixar que ele fosse esquecido. Nós, ao seu lado, ouvíamos, segurávamos sua mão, afagávamos com o nosso olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa época tive um sonho. Eu, meu pai e minha mãe deitados lado a lado, ele no meio e eu e minha mãe em cada um dos seus lados, de mãos dadas. Estávamos em uma espécie de bosque onde as árvores caíam violentamente ao chão, como que golpeadas por um machado. Estávamos presos ao chão, com as costas grudadas no solo, e eu e minha mãe implorávamos para que o meu pai se levantasse, para que saíssemos de lá e nos protegêssemos das árvores. Mas ele dizia simplesmente “não há tempo, não há jeito, temos que ficar aqui”. E então uma árvore caiu sobre o meu pai, perfurando o seu peito com seus galhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei o sonho aos meus pais. Minha mãe, psicanalista, logo percebeu a simbologia de estarmos todos deitados, como cadáveres. Meu pai, lendo meu sonho por seus olhos, achou que eu temia a sua morte. Eu sabia que todas essas leituras eram corretas, mas no meu íntimo sabia também que havia algo para além das nossas mortes, para além da morte do meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Hoje revisito tristezas e saudades de coisas que não voltam mais. Tristezas e saudades que, quando meu pai perdeu seu melhor amigo, ainda eram muito vivas para mim. Tristezas e saudades que, mesmo menores, não foram embora e talvez nunca se vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então penso no meu sonho no bosque e nas mãos dadas que nos uniam, na resignação do meu pai diante da árvore que cairia sobre o seu peito. E vejo o quanto aquele sonho me falava sobre o que ele viveu e vive, sobre o que eu vivi e vivo, sobre algo que diz respeito a todos nós: há dores que são só nossas e, por mais que nos cerquemos de pessoas que nos amam e nos querem bem, essas dores são só nossas e só nós mesmos podemos carregá-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5370363327051097566?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5370363327051097566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5370363327051097566&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5370363327051097566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5370363327051097566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/05/durmo.html' title='Sobre sonhos e saudades'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-7374055130688043121</id><published>2009-05-23T14:13:00.000-03:00</published><updated>2009-05-23T14:14:47.616-03:00</updated><title type='text'>A cura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;O caso mais contundente de terapia breve de que já tive notícia foi-me relatado por uma amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito tempo de indecisão ela finalmente conseguiu vencer suas resistências iniciais e procurou um analista. Marcou hora, compareceu, achou-o agradável e confiável, expôs-lhe as suas queixas, emocionou-se a falar de sua relação com a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu-o com esperança, acreditando que tudo seria possível. Saiu de lá com a certeza de ter pela frente um processo longo e doloroso, mas significativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana seguinte, aguardou a ligação do analista para confirmar o horário definitivo de suas sessões. A ligação não veio. Então, tomou a iniciativa de procurá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela secretária, descobriu que a sua análise havia chegado ao fim: o analista falecera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-7374055130688043121?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/7374055130688043121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=7374055130688043121&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7374055130688043121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7374055130688043121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/05/cura.html' title='A cura'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4035388610301445911</id><published>2009-05-20T23:48:00.000-03:00</published><updated>2009-05-20T23:50:05.629-03:00</updated><title type='text'>A festa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Na rua, sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entranhas, em casa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4035388610301445911?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4035388610301445911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4035388610301445911&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4035388610301445911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4035388610301445911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/05/festa.html' title='A festa'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4389954597383937905</id><published>2009-05-13T01:30:00.002-03:00</published><updated>2009-05-13T01:34:46.776-03:00</updated><title type='text'>Folhetim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; Mulher Casada&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; Mulher Solteira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; nhami&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mano, seguinte: falei de você pra um amigo e ele quer te conhecer. Gente fina. Gatinho. Boto fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; Mulher Solteira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; Mulher Casada&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Re: nhami&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta tudo. Quem é? O que você falou de mim pra ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; Mulher Casada&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; Mulher Solteira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Re:Re: nhami&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um amigo de um trampo antigo. Perguntei se ele tava solteiro, ele disse que sim e quis saber se eu tinha uma namorada para apresentar pra ele. Falei que tinha uma amiga interessante, loira e de olhos claros. Nhami!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; Mulher Solteira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; Mulher Casada&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Tic!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me parece deveras auspicioso! Are, baba!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher Casada: Mano, olha lá, hein... É o último amigo solteiro que eu tenho para te apresentar!&lt;br /&gt;Mulher Solteira: Uia, que responsa! Tá, vou caprichar...&lt;br /&gt;Mulher Casada: Eita, acho que o porteiro tá dormindo... Oi, boa noite, moço! Moço?&lt;br /&gt;Porteiro: Hum...&lt;br /&gt;Mulher Casada: Boa noite! A gente vai na casa do meu Amigo Solteiro.&lt;br /&gt;Porteiro: Hum... Hum...&lt;br /&gt;Mulher Casada: Então... A gente pode subir?&lt;br /&gt;Porteiro: Hum...&lt;br /&gt;Mulher Casada: Bom... É apartamento 42, né?&lt;br /&gt;Porteiro: Hum... Hum...&lt;br /&gt;Mulher Casada [fala para Mulher Solteira]: *Acho que eu sei o apartamento, vamos lá.* Obrigada, moço!&lt;br /&gt;Porteiro: Hum... Hum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Mulher Casada! Quanto tempo, que bom te ver!&lt;br /&gt;Mulher Casada: Amigo Solteiro! Sua casa tá uma graça, mano!&lt;br /&gt;Mulher Solteira: Hum...&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Gostou? Fui eu que fiz tudo!&lt;br /&gt;Mulher Casada: Sério? Que legal!&lt;br /&gt;Mulher Solteira: Hum... A-ham...&lt;br /&gt;Mulher Casada: Ah, sim! Amigo Solteiro, essa aqui é a minha amiga Mulher Solteira.&lt;br /&gt;Mulher Solteira: Oiiiii, Amigo Solteiro, tudo bem? Prazeeeer!&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Oi, prazer! Vamos sentar, gente!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;[Patati. Patatá.]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mulher Casada: Ô mano, você ficou com a fotógrafa do meu casamento, por acaso?&lt;br /&gt;Mulher Solteira [“hello, eu tô aqui?”]:...&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Eu não! Eu tava de olho é na sua amiga alemãzinha...&lt;br /&gt;Mulher Solteira [ “viu? Ele gosta de mulher mignon!”]:...&lt;br /&gt;Mulher Casada: Jura? Ué, a fotógrafa citou o seu nome... Aliás, o seu e o de outro amigo meu, hehehehehe...&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Eu nem lembro da cara da fotógrafa! Não fiquei com ninguém no seu casamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Papo vai. Papo vem.]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Ring, ring! Ring, ring!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Opa, interfone! Chegou mais um.&lt;br /&gt;Mulher Casada: Quem é?&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Ah, você não conhece.&lt;br /&gt;Mulher Casada [descrença]: ... Não vai me dizer que é uma peguete!&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Hum... É uma namoradinha...&lt;br /&gt;Mulher Solteira [???]:...&lt;br /&gt;Mulher Casada [pânico]: Ô, mano! Não sabia que cê tava namorando!&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Ah, pois é, nem eu!&lt;br /&gt;Mulher Casada [sorriso amarelo]: Bom... Acho que vamos nessa!&lt;br /&gt;Mulher Solteira [código azul]: Uhum!!!&lt;br /&gt;Amigo Solteiro: Mas já??? Calma, pessoal, fica mais um pouco! Se vocês forem embora só porque ela chegou, ela vai achar estranho!&lt;br /&gt;Mulher Solteira: Não se preocupa, a gente explica tudinho pra ela, viu? Até mais, muito prazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[vinheta de “fim da linha” do Picapau – melodia descendente a intervalos de meio tom]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nhéu-nhéu-nhéu-nhéu-nhéu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Não percam, a qualquer momento em nossa programação, mais um emocionante episódio de nosso folhetim “Páginas da Vida de uma Mulher Solteira – Encalhada, Desiludida, Mas Cheia de Humor para Dar!”&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4389954597383937905?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4389954597383937905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4389954597383937905&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4389954597383937905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4389954597383937905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/05/folhetim.html' title='Folhetim'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-7240880019376978273</id><published>2009-05-02T04:04:00.000-03:00</published><updated>2009-05-02T04:05:26.647-03:00</updated><title type='text'>Panorâmica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Encontros, desencontros, reencontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um coração vivendo de pequenas epifanias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-7240880019376978273?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/7240880019376978273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=7240880019376978273&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7240880019376978273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7240880019376978273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/05/panoramica.html' title='Panorâmica'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2273241672516465587</id><published>2009-04-27T23:30:00.000-03:00</published><updated>2009-04-27T23:31:47.422-03:00</updated><title type='text'>Hilda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Preciso fazer as sobrancelhas. Mas elas podem esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez que fiz as sobrancelhas foi um pouco antes do meu aniversário. Pedi a Hilda para caprichar, queria chegar aos trinta bonitona. Ela garantiu que eu não precisava me preocupar: estava na flor da idade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fazia o serviço – de longe a melhor do salão – me contava sobre a cachorrinha nova. Uma gracinha! Mas desconfiavam que estava grávida. Se o ultrassom confirmasse, teriam que sacrificar os filhotinhos. A cachorrinha mal completara seis meses, estava no primeiro cio e não teria chance se levasse a gravidez até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não me lembro se foi nesse dia ou em outro, Hilda me contou algumas passagens da sua vida. Depois de muitos anos de casamento, dois filhos, o marido a deixou para ficar com outra. Pressenti na sua fala uma solidão aguda, dessas que poderiam tê-la deixado amarga, mas que ela soube transformar em serenidade. Oxalá eu tenha a mesma sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um desses dias também falou dos filhos. O menino se formou cabeleireiro e estava trabalhando no mesmo salão – que orgulho! A menina também trabalhava, estava se formando, muito bem encaminhada. Dever cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última quinta liguei no salão e pedi uma hora com Hilda para o sábado. Foi só então que descobri a sua morte. Teve uma dor de cabeça, foi ao médico, internou-se, entrou em coma e morreu (aneurisma). Tudo em apenas dois dias. Isso já há quase dois meses, dias depois do nosso último encontro, quando nada parecia indicar que ela estivesse de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso na dor da família, mas para me consolar penso também que Hilda teve a melhor das mortes: aquela que não se pressente e que não causa dor nem sofrimento para quem parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vontade de me apresentar ao filho, dizer dos meus sentimentos por Hilda e de como ela sentia orgulho dele. Mas temo ser inconveniente. Cada um sabe da sua dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro agora que dei de presente para uma amiga, nesse fim de semana, uma coleção de livros infantis sobre um ácaro e uma pulga. Ele, Glauber; ela, Hilda. Não havia muita razão para escolher tal presente. Acho que foi minha homenagem silenciosa a essa mulher tão delicada, tão serena, quase invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilda se foi. Minhas sobrancelhas crescem, a despeito de sua partida. E a vida continua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2273241672516465587?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2273241672516465587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2273241672516465587&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2273241672516465587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2273241672516465587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/04/hilda.html' title='Hilda'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5839914873966681455</id><published>2009-04-23T01:09:00.001-03:00</published><updated>2009-04-23T01:12:41.561-03:00</updated><title type='text'>Peter Pan faz aniversário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Theo, aos oito anos:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Droga, droga, droga! A gente perdeu o cinema!&lt;br /&gt;- Sério, Preto? Por quê?&lt;br /&gt;- Tudo culpa desse... Moleque grande!&lt;br /&gt;- Theo.............&lt;br /&gt;- Que foi, mamãe? Não posso chamar o papai de moleque grande?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Tia, quer ouvir a minha banda preferida de todos os tempos e a minha música preferida de todos os tempos?&lt;br /&gt;- Quero, Theo!&lt;br /&gt;- Peraí que eu vou entrar no youtube...&lt;br /&gt;- Tá bom.&lt;br /&gt;- Aliás, peraí que eu vou te mostrar como é a dança dele no palco!&lt;br /&gt;- UAU!&lt;br /&gt;- Aliás, peraí que eu vou pegar a minha guitarra pra te mostrar como é o solo do Slash!&lt;br /&gt;- GENIAL!&lt;br /&gt;- É assim, ó: tuninuniruniruni-tuniruniruniruni, tuniruniruniruni-tuniruniruniruni... Oooooh, suitchaioma-ai!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Mamãe, sabe o que eu ia fazer? Eu ia te zoar, mas depois eu decidi que não!&lt;br /&gt;- Ah, é?&lt;br /&gt;- É! Sabe o que eu ia fazer?&lt;br /&gt;- O que, Theo?&lt;br /&gt;- Eu ia colocar no papel de parede do seu Ipod aquela foto sua toda “ensangrentada” do parto da Lilica! Mas depois eu decidi que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Tia, a sua calcinha é branca?&lt;br /&gt;- Possivelmente...&lt;br /&gt;- Ué, você não olha antes de vestir???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Mamãe, posso mamar no seu peito?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Ah, mamãe, por favor! Deixa eu mamar que nem a Lilica! É que eu não lembro que gosto tem o seu leite...&lt;br /&gt;- Nada disso, Theo... Você já mamou quando tinha idade pra isso.&lt;br /&gt;- Hum... Mamãe?&lt;br /&gt;- Oi, Theo.&lt;br /&gt;- Já que eu não posso mamar no seu peito, mama você no meu?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Difícil decidir se a gente quer crescer de uma vez ou continuar criança para sempre...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5839914873966681455?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5839914873966681455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5839914873966681455&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5839914873966681455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5839914873966681455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/04/peter-pan-faz-aniversario.html' title='Peter Pan faz aniversário'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1152414695715799382</id><published>2009-04-16T01:52:00.000-03:00</published><updated>2009-04-16T01:54:21.186-03:00</updated><title type='text'>Laços de família</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Olha só quem está aqui! Meu primo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... Como é mesmo o nome dele?... Oh, well...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Bom, sem dúvida que é neto de uma das irmãs da minha Vó Helô. Mas de qual delas? Da tia Heloide, da tia Heloína ou da tia Heloiny?... Será Ferrari ou será Faustini?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, com certeza é neto da tia Heloiny! É ela que tem aquele monte de neto homem. Aliás, ela tem um monte de filho homem também. E agora, será que ele é filho do Flávio, do Fausto, do Fábio ou do Fernando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, salvo engano, quem tem um monte de filhos homens são o Flavio e o Fábio, apesar de que um deles tem uma menina também. Aliás, já perdi um pouco (um pouco?) o fio da árvore genealógica a partir do Fausto e do Fernando. É, realmente, para ser desse tamanho, só pode ser filho do Fábio ou do Flávio. Mas de qual deles?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Vejamos... Ele tem mais a cara da Adriana do que da Teco... É, deve ser filho do Fábio... Aliás, ele é a cara do Fábio! Só pode ser do Fábio, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum, como são mesmo os nomes dos filhos do Fábio? Tem a Marina e os dois meninos... Fabinho não é... Esse é do ramo da tia Heloide (nem vou queimar neurônios tentando lembrar se o Fabinho é do Ney, do Volney ou da Márcia... Ah, ele é irmão do Márcio, o meu primo que fez o José naquele antológico Natal em que me vestiram de Virgem Maria e eu abri o bocão... Márcio só pode ser filho da Márcia; Márcia é filha da tia Heloide... Não, definitivamente esse não é o Fabinho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael? Bruno? Victor? Felipe? Guilherme? Caramba, sempre confundo os nomes dos filhos do Fábio e do Flávio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu pelo menos já aprendi quem é a tia Heloína e quem é a tia Heloiny! Já a Feca, não sei não, hehehehehe... Opa! Lá vem ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, primo! Que legal te encontrar aqui! Tudo joia?&lt;br /&gt;- Oi, prima! Tudo bem! Pois é, faz tempo que não nos vemos, hein? Desde o último Natal coletivo...&lt;br /&gt;- Pois é, pois é... Deixa eu te apresentar para a minha amiga aqui... Bom, esse é o meu primo...&lt;br /&gt;- Oi, tudo bem? Prazer! Bom, prima, deixa eu ir que meus amigos estão me esperando! Boa balada!&lt;br /&gt;- Valeu, primo, pra você também!&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ma siamo tutti famiglia!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1152414695715799382?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1152414695715799382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1152414695715799382&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1152414695715799382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1152414695715799382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/04/lacos-de-familia.html' title='Laços de família'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2698191026477406145</id><published>2009-04-14T02:51:00.008-03:00</published><updated>2009-04-14T04:22:35.641-03:00</updated><title type='text'>Odisseia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;“Seu pai é um turista em minha vida”, diz a Mãe Sereia, com aquele humor resignado que o tempo lhe fez conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acrescentaria que meu pai é um guia turístico em nossas vidas. É um homem de pequenas, mas consistentes obsessões temporárias – inofensivas, diga-se de passagem –: olimpíadas, eleições presidenciais, minissérie sobre Maysa, novela das oito. Não contente em devotar noites e noites à tela da tevê, a cada breve parada no “mundo de cá” ele faz questão de nos guiar por entre as sendas da sua viagem particular. Pode ser de manhã cedo, após passar algum tempo meditando sobre os caminhos das índias: “Acho que o Bahuan fez muito mal em não convidar o menino para a inauguração do restaurante”; ou após a caminhada na esteira em companhia do seu Ipod – “a Maysa cantava com absoluta afinação, é incrível”; ou, ainda, durante um almoço, às vezes de forma até autoritária: “acho impressionante como vocês se mostram alienadas em relação à tragédia da Faixa de Gaza”. Não adianta dizer a ele que, enquanto se encontra alhures, a vida também acontece aqui, entre nós. Quem estiver por perto é intimado a embarcar nessas viagens – qualquer gesto em contrário provoca um profundo sentimento de ofensa no guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sua mãe é capaz de acreditar ferreamente na mais idiossincrática das teorias que ela mesma criou”, diz meu pai, com aquela certeza inflamada que o tempo nunca lhe tira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, fico sabendo da última “parada do sucesso” do meu pai pela Mãe Sereia, sua fiel companheira de viagem há 39 anos. Enquanto meu pai sacia a sua fome de ficção e alteridade na frente da TV, minha mãe faz a sua tapeçaria. É lazer para os fins de semana no sítio – não pode trazer para São Paulo, porque senão perde a vontade de trabalhar, só quer tecer. Faz questão de exibir o desenho que começa a se definir no retângulo de pano – “não está maravilhoso?”. Subverte todas as cores da estampa original – “imagine se eu vou usar esse rosa pálido horroroso no meu tapete...”. No meio de um ponto, opa! Uma neta canina se aboleta no seu colo, sem cerimônia. Enquanto isso ela acena para a outra com uma bolinha de lã, rindo enquanto um focinho xereta se intromete em sua sacola de costura. Não adianta contar à Mãe Sereia uma história com começo, meio e fim, esperando que ela siga o seu fio narrativo: é uma editora nata e produz uma nova versão dos fatos em simultaneidade ao relato. Além disso, tem teorias para absolutamente tudo – de plantas a unha encravada (nisso concordo com meu pai).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai e minha mãe. Ulisses e Penélope. Tenho um pouco de cada um deles. Enquanto Ulisses viaja o mundo pela tela da TV, buscando o caminho de volta a si mesmo, Penélope, serena, tece os fios dos nossos afetos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SeQnAX_0ucI/AAAAAAAAAH8/UPtDDUMauUY/s1600-h/teste+2.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SeQo9pKfMqI/AAAAAAAAAIM/QDDgGNfnF78/s1600-h/teste+2.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2698191026477406145?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2698191026477406145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2698191026477406145&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2698191026477406145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2698191026477406145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/04/odisseia.html' title='Odisseia'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8604270587310143495</id><published>2009-04-08T00:27:00.000-03:00</published><updated>2009-04-08T00:29:04.238-03:00</updated><title type='text'>Corpo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;- Não me lembro de você, anunciou altiva, espremendo das palavras o seu salvoconduto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu lembro de você. E os olhos confirmaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde demais. Já era duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fora, a bala na boca pateticamente escancarada, a recusar pipocas. Céus, precisava ter aberto o bocão? Sentiu que desfaleceria se a linguagem verbal não viesse silenciar o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ser corpo é o princípio primeiro que a todo custo se tenta ocultar. As mãos se guiaram sozinhas noite adentro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8604270587310143495?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8604270587310143495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8604270587310143495&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8604270587310143495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8604270587310143495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/04/corpo.html' title='Corpo'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5112451471843088711</id><published>2009-03-30T23:46:00.000-03:00</published><updated>2009-03-30T23:47:44.569-03:00</updated><title type='text'>Lost in translation</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;- Você por aqui?&lt;br /&gt;- Você sumiu. Ocupada?&lt;br /&gt;- Não. Esperei você me ligar.&lt;br /&gt;- Estou aqui.&lt;br /&gt;- Agora já sou uma mulher de trinta.&lt;br /&gt;- É verdade. Quando foi mesmo?&lt;br /&gt;- Mês passado, dia dezoito. Agora a crise passou.&lt;br /&gt;- Minha sobrinha nasceu essa noite. Comprei uma camiseta escrito “eu amo meu titio”.&lt;br /&gt;- Sua irmã está bem?&lt;br /&gt;- Passei no vestibular para fisioterapia, mas não tenho dinheiro para pagar a faculdade. Perdi a inscrição.&lt;br /&gt;- Sinto muito. Minhas aulas de psicanálise recomeçaram.&lt;br /&gt;- Minha mãe se ofereceu para pagar, mas não aceitei. Ela é comissionária.&lt;br /&gt;- São tempos difíceis. Estou fazendo aula de salsa.&lt;br /&gt;- Tá brincando? Adoro salsa! Quantas aulas você já fez?&lt;br /&gt;- Umas quatro ou cinco. Não entendo esses casais que não aceitam dançar com outros parceiros. Que ilusão achar que o amor vai durar a vida inteira!&lt;br /&gt;- Em 99 passei no curso de engenharia de alimentos da Mauá, mas a mensalidade era mil reais. Essa pelo menos é 300 e pouco.&lt;br /&gt;- Estou trabalhando muito, estou apaixonada pelo trabalho. Tenho me sentido mais feliz trabalhando do que quando não trabalho. Isso me preocupa um pouco.&lt;br /&gt;- Eu queria fazer nutrição. Depois pensei melhor e resolvi prestar fisioterapia.&lt;br /&gt;- Parece que o trabalho tem trazido um sentido para a vida que eu não tenho encontrado em outras coisas.&lt;br /&gt;- Ainda não arranjei emprego.&lt;br /&gt;- Tenho sentido muita solidão.&lt;br /&gt;- Está tarde. Tenho que ir. Vê se não some, hein.&lt;br /&gt;- Preciso de uma mão para segurar na minha no domingo à noite.&lt;br /&gt;- Boa semana.&lt;br /&gt;- Tchau.&lt;br /&gt;- Tchau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5112451471843088711?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5112451471843088711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5112451471843088711&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5112451471843088711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5112451471843088711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/03/lost-in-translation.html' title='Lost in translation'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2192325061901839387</id><published>2009-03-29T22:02:00.005-03:00</published><updated>2009-03-29T22:19:21.234-03:00</updated><title type='text'>A traição das imagens</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SdAcAQWyjEI/AAAAAAAAAH0/3vKKfX0IzXA/s1600-h/pipe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318781950640688194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SdAcAQWyjEI/AAAAAAAAAH0/3vKKfX0IzXA/s320/pipe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;("A traição das imagens" - René Magritte)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Resolvi sacudir o esqueleto em uma aula de salsa. Um pouco traumatizada desde que sofri um assalto a mão armada no ano passado, comento com minha amiga o quanto a escola de dança me parece desorganizada e vulnerável. “Se eu fosse um ladrão, entraria em uma dessas salas e faria uma rapa nas bolsas”, comento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As neuroses urbanas nossas de cada dia ficam de lado enquanto treinamos o nosso cross simples e com giro, rimos dos mocinhos desajeitados e perfumados que sofrem para aprender os novos passos, driblamos a empáfia dos vovôs dançarinos que insistem em apontar algum defeito no nosso suingue, aprendemos a ser conduzidas e não tentar adivinhar os passos do cavalheiro antes do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim da aula, encontro vazio o gancho onde deixara pendurada a minha bolsa. Congelo por dentro, chocada: que boca, meu Deus! Esse poder de predição aplicado à megassena faria um estrago. Mas no momento só penso mesmo no transtorno de refazer todos os documentos que, menos de um ano atrás, me fizeram percorrer todo o circuito banco-poupa-tempo-cartório-eleitoral-loja-da-claro, além daqueles que eu ainda não tinha naquela época, como o cartão de ponto e o cartão da catraca de entrada para o trabalho. E a chave do carro? No primeiro assalto me levaram uma, e agora, sem a outra, teria que ir até a concessionária para fazer uma nova cópia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tento me consolar pensando que pelo menos dessa vez fui poupada do trauma de ver apontada em minha direção uma arma de fogo, conto a notícia para Lóris. Checamos duas vezes o banheiro e a sala de aula antes de voar até a recepção. Lá, minha solidária amiga pergunta, com um fio de esperança na voz, se alguém por acaso deixou uma bolsa sem dono para identificação. Diante da negativa da recepcionista, damos a má notícia. Ela procura imediatamente o dono da escola. Pedem que eu descreva a bolsa; faço-o em minúcias: é preta, de tecido, com delicada estampa de fios brancos bem fininhos, alça de couro cor de ouro velho, com fivelas... Nem comento que acabei de ganhá-la de aniversário de Manélson e que, além de linda, tem enorme valor afetivo para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para dizer à recepcionista e ao dono da escola que, para além do meu pequeno drama pessoal, gostaria de aproveitar a oportunidade para sugerir que melhorem a segurança. Comento a ridícula coincidência do meu comentário sobre o assunto pouco antes da aula. Eles afirmam que jamais tiveram problemas como esse, que não sabem explicar como pode ter acontecido, que não notaram nenhum desconhecido dentro da escola naquela noite. Afirmo, um tanto resignada, que certamente o responsável pelo furto é alguém conhecido. A recepcionista volta comigo até a sala, mostro a ela que a bolsa não está no gancho em que a pendurei e em nenhum outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para a entrada da escola. Comento com Lóris que é melhor verificar se o meu carro está estacionado onde o deixei; vai que o ladrão já tivesse me seguido desde a chegada e, de posse da minha bolsa, tenha levado o carro junto. A recepcionista e o dono da escola comentam sobre o incidente com o vigia e também com os professores de salsa. Todos repetem os mesmos comentários: isso nunca aconteceu antes, não viram nenhum desconhecido na escola naquele dia, estão sempre de olho em quem entra e quem sai de cada sala... Mais uma vez insisto na minha tese: não se pode confiar em ninguém, certamente um dos alunos aproveitou-se da desorganização da escola para partir levando a bolsa impunemente. Lóris balança a cabeça para cima e para baixo, em concordância. Eles pedem que eu descreva a bolsa; faço-o mais uma vez: preta, de tecido, detalhes em branco, alças de couro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu vá até o meu carro, o professor sugere uma última olhada na escola. Talvez o ladrão tenha pego apenas o que lhe interessava e descartou a bolsa e parte do seu conteúdo em algum lugar próximo. Ele me acompanha novamente até a sala e, no caminho, comenta sobre o furto de seu carro no fim do ano passado, com um prejuízo de aproximadamente 7 mil reais. Penso que o ladrão não levou nada de valor com minha bolsa, mas me deixou uma enorme dor de cabeça para refazer todos os documentos que eu carregava nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos na sala discretamente para não atrapalhar a aula em andamento. Mais uma vez aponto para os ganchos na parede e afirmo, com convicção: “veja, minha bolsa estava exatamente aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dirimir qualquer dúvida, repouso as mãos em todas as bolsas penduradas, uma a uma, confirmando: “não é essa, não é essa, não é essa, não é es...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante cerca de cinco segundos, meus olhos e meu cérebro tentam chegar a um acordo. Diz meu cérebro: “veja, nenhuma dessas é a minha bolsa”. Meus olhos comentam: “Puxa, mas esta bem que se parece com aquela de couro marrom que minha mãe me deu de Natal...”. O cérebro devolve: “sim, mas não foi com essa bolsa que eu vim para a aula de salsa”. Os olhos: “amigo, se eu vim com essa bolsa ou não eu não sei, mas que essa é bolsa é minha, isso é...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos quinze segundos seguintes, em pânico, procuro as palavras certas para anunciar a descoberta ao meu professor. Seria mais digno fazer-me de desentendida, voltar para a casa a pé e esperar que me ligassem, no dia seguinte, contando que a bolsa reaparecera. Mas como eu não poderia tirá-la do gancho e jogá-la no meio do caminho em algum lugar que confirmasse o meu álibi, fatalmente a verdade viria à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há o que fazer a não ser assumir o vexame e, de orelhas baixas, pedir sinceras desculpas. Na sequência, voltar para casa e me enfiar embaixo dos lençóis por pelo menos sete dias.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Será que uma caixa de bombons da Kopenhagen é suficiente para convencê-los de que sou uma pessoa relativamente normal e inofensiva à sociedade?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Bom, não se pode ter tudo. Se autorizarem novamente a minha entrada na academia, já estou no lucro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2192325061901839387?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2192325061901839387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2192325061901839387&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2192325061901839387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2192325061901839387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/03/traicao-das-imagens.html' title='A traição das imagens'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SdAcAQWyjEI/AAAAAAAAAH0/3vKKfX0IzXA/s72-c/pipe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4440592165142601297</id><published>2009-03-25T22:26:00.005-03:00</published><updated>2009-03-25T22:56:57.299-03:00</updated><title type='text'>Vocação precoce</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/ScrgSjY67wI/AAAAAAAAAHk/vrrZwL5F74g/s1600-h/voca%C3%A7%C3%A3o+precoce.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317308919406325506" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/ScrgSjY67wI/AAAAAAAAAHk/vrrZwL5F74g/s320/voca%C3%A7%C3%A3o+precoce.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;- Mamãe?&lt;br /&gt;- Fala, filhinha...&lt;br /&gt;- O que que é tesão?&lt;br /&gt;- ... Hein?&lt;br /&gt;- Tesão, mamãe.&lt;br /&gt;- Ahn, sim... Tesão...&lt;br /&gt;- O que que quer dizer?&lt;br /&gt;- ... Tesão? Eh, bem, ahn... Gasp... Tesão é... Bom... É quando a gente... Quando a gente sente vontade de ficar, assim... bem... Bem pertinho de alguém... Entendeu, meu amor?&lt;br /&gt;- Mamãe...&lt;br /&gt;- Oi, meu bem.&lt;br /&gt;- Tesão não é nada disso. Eu já olhei no dicionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos depois, virou editora de livros didáticos e aspirante a psicanalista.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4440592165142601297?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4440592165142601297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4440592165142601297&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4440592165142601297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4440592165142601297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/03/vocacao-precoce.html' title='Vocação precoce'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/ScrgSjY67wI/AAAAAAAAAHk/vrrZwL5F74g/s72-c/voca%C3%A7%C3%A3o+precoce.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4382922367244272069</id><published>2009-03-11T01:24:00.003-03:00</published><updated>2009-03-11T01:36:00.208-03:00</updated><title type='text'>Terra de cego</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Na primeira semana, repassaram adiante o zombeteiro apelido de &lt;em&gt;advogado jr&lt;/em&gt;. “Com esse jeito engomadinho, não deve ter um pingo de senso de humor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda semana, riram das suas três rugas de preocupação diante do computador. “Ele deve estar zelando pela paz mundial!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira semana, compararam seu olhar vidrado ao de um pug do Google Imagens. “E não é que parece mesmo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta, começaram a reparar nos seus bíceps durante a troca do galão de água. E que bunda... Essa rendeu um extintor de incêndio + uma perereca do Google Imagens, devidamente colados e disseminados pelo e-mail institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta semana, perceberam que ele tinha um belo sorriso. Aliás, com o sorriso as três rugas de preocupação sumiam e ele ficava bem gatinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta semana, descobriram que ele era cinéfilo. E super gracinha. E dava parabéns aos aniversariantes do mês, mesmo para aqueles com quem nunca tinha trocado uma palavra. Ai, ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sétima, constataram que além do doutorado, ele também tinha feito teatro. (Dá pra pensar na vida sem Orkut?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na oitava, todas já suspiravam ante a sua passagem e os e-mails e bilhetes colegiais circulavam sem intervalo. “Você viu que fofo ele vindo na minha mesa falar sobre o Oscar? Puxe assunto sobre cinema com ele pra você ver como é uma gracinha.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nona semana, os boatos começaram a circular. Será que o andar perderia seu primeiro espécime masculino capaz de amansar até mesmo a grande Medusa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na décima, ele anunciou que sairia. Arranjara colocação melhor. Mas a convivência tinha sido intensa e inesquecível! A equipe de DA veio abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na décima primeira semana, gentilmente convidou suas viúvas para um almoço de despedida. Todas queriam sentar ao seu lado. Ninguém ficou sem um beijo, um abraço e a promessa de manter contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na décima segunda, já não se via uma boca com batom, um rosto com blush, um olhar com rímel, um colo com decote. Pra quê? Ele se fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4382922367244272069?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4382922367244272069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4382922367244272069&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4382922367244272069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4382922367244272069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/03/terra-de-cego.html' title='Terra de cego'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8601609535150149331</id><published>2009-02-25T00:12:00.006-03:00</published><updated>2009-02-25T00:33:32.226-03:00</updated><title type='text'>O belo Garrel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://prince2rien.free.fr/images/2007/louis_garrel/louis_garrel_ter.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 344px" alt="" src="http://prince2rien.free.fr/images/2007/louis_garrel/louis_garrel_ter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Mon dieu&lt;/em&gt;, que homem é esse???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto &lt;a href="http://passeidostrinta.blogspot.com/2009/01/mi-casa-ou-su-casa.html"&gt;Rê vive sua história de amor com Gael&lt;/a&gt;, não posso me furtar a prestar um tributo – um tanto quanto tardio, admito – ao belíssimo Louis Garrel. Fui arrebatada por sua beleza andrógena e sua presença estonteantemente masculina em &lt;em&gt;A bela Junie&lt;/em&gt;. Não fosse pelo título em português, ficaria evidente que &lt;em&gt;La belle personne&lt;/em&gt; se aplica tanto à lindíssima Léa Seydoux quanto a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cinéfila e exigente amiga Marina tenta me convencer de que o filme é fraquinho – insiste que eu devo assistir aos outros de Honoré para confirmar essa verdade incontestável. Enquanto busco justificativas racionais para a minha aparentemente irracional “facilidade” com relação a livros e filmes (leia-se: “sou facinha”), me rendo à óbvia constatação de que a beleza, pura e simples, pode ser apaixonante. Certamente não foi esse o único motivo pelo qual Honoré me ganhou – cheguei a confessar, e não foi apelação, que ainda me identifico com alguma coisa do desespero adolescente –, mas ao acender das luzes do cinema a sensação física do arrebatamento por Léa e Garrel ainda permanecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, contrariando minha própria tese de que se trata de uma beleza involuntária, natural e imanente, descubro que já havia trombado com Garrel em outras telas, sem que ele houvesse sequer alterado meus batimentos cardíacos. Também foi assim com Jude Law. Para dizer a verdade, só prestei a devida atenção nele em &lt;em&gt;Closer&lt;/em&gt; à segunda vista, depois de tê-lo descoberto, estonteantemente belo, em &lt;em&gt;O amor não tira férias&lt;/em&gt; (momento TSC: vi o filme duas vezes no cinema em uma mesma semana, só para prolongar a “sensação física do arrebatamento por Jude”). Devo supor, então, que algo do ar perdido e obstinado de Nermous e do olhar frágil e doce de Graham capturou minhas retinas. E mais não suponho, porque a beleza é para ser admirada e reverenciada, e não dissecada ou entendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garrel, minha nova paixão, meu novo muso: a você, minhas sinceras e despudoradas homenagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das homenagens aos musos, eu e Rê temos agora mais alguma coisa em comum: passei dos trinta... Bem, falemos de Garrel?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8601609535150149331?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8601609535150149331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8601609535150149331&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8601609535150149331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8601609535150149331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/02/o-belo-garrel.html' title='O belo Garrel'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5175193962432588683</id><published>2009-02-11T23:55:00.001-02:00</published><updated>2009-02-11T23:59:15.252-02:00</updated><title type='text'>Pontes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Há coisa de um ou dois anos, uma amiga passou a me emprestar livros. Graças a ela conheci Somerset Maugham, desvendei a história de amor de Sartre e Beauvoir, descobri como ser legal com Nick Hornby, me esbaldei com mais um best-seller de Marian Keyes, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sétima série a emprestadora de livros foi a minha melhor amiga, mas hoje nos vemos de forma bastante esporádica – a cada dois ou três meses, se muito. Já chegamos a ficar mais de quatro anos sem nos falar. Mas, desde que retomamos o contato, a cada vez que marcamos um novo encontro, ela invariavelmente anuncia: estou com um livro para te emprestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto uma coceira boa quando ela me diz isso. Além do prazer certo da leitura, há algo de lisonjeiro em saber que alguém pensou em você ao ler um livro. Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto me entrego à viagem da leitura propriamente dita, um pensamento me acompanha ao longo das páginas e capítulos: qual terá sido o momento exato em que ela pensou “tenho certeza de que a Cris vai adorar ler isso!”? No fundo, como os meus pré-requisitos de leitura são mínimos e o meu gosto é muito eclético, pode ser que ela não tenha pensado em absolutamente nada, a não ser na grande probabilidade de uma apreciadora de livros se interessar por um livro que ela considerou bom. Mas prefiro namorar a outra hipótese. A de que há algo de muito particular, de muito especial em cada livro que faz com que ela pense em mim, e só em mim, e que isso torne o momento de empréstimo do livro algo também único e especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais inspiradora do que a minha fantasia sobre a decisão dela de partilhar a leitura comigo, no entanto, são as minhas elucubrações a respeito das páginas que ela deixa marcadas em cada livro. Quando li o primeiro, Servidão humana, de Somerset Maugham, demorei algumas páginas para perceber que as pontinhas não estavam dobradas ao acaso. Ao comentar sobre isso com minha amiga, tive de confessar também que desavisadamente eu desmarcara quase todas... Mas me comprometi a recuperá-las, uma a uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim, buscando restos de vincos em pontas de páginas de um livro, que descobri esse novo prazer. O prazer de, ao deparar com uma página marcada, garimpar o trecho – parágrafo, frase, palavra exata – que a houvesse inspirado. É um prazer um tanto vouyerístico. Chega a ser quase pornográfico penetrar assim na intimidade de alguém – embora, se ela não desmarcou as pontinhas antes de me emprestar o livro, tecnicamente eu não esteja fazendo nada de errado. Posso até pensar que seja um jogo que ela me propõe: deixa pistas para que eu descubra o que a toca, move, inspira, choca, seduz, liberta. E, eventualmente, sinta o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às páginas dobradas de Nick Hornby, gasto alguns minutos relendo várias vezes um mesmo parágrafo. É um desses momentos soco-no-estômago, que revelam com crueza uma faceta nada glamourosa da vida, mas nem por isso menos merecedora de uma homenagem literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Subitamente, sinto-me sem esperanças, como sempre nos sentimos quando escolhemos uma entre duas alternativas. Tenho vontade de voltar àquele outro momento, dez segundos atrás, em que eu não sabia o que fazer. Pois o negócio é o seguinte: para uma pessoa metida numa encrenca como a minha, o casamento vira uma faca cravada na barriga, e a pessoa sabe que a encrenca será grande seja qual for a decisão. Ninguém pergunta a uma pessoa com uma faca cravada na barriga o que a deixaria feliz; sua felicidade não está mais em questão. É sua sobrevivência que interessa: a pessoa arranca a faca e sangra até morrer, ou deixa-a cravada na esperança de dar sorte e a faca estar na verdade estancando o sangramento?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho o livro por alguns minutos, meditando com reverência sobre essas palavras. Algo me diz que acabo de fazer uma descoberta importante. E de fato fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que pouco importa, na verdade, se localizei ou não o trecho certo. Importa a ponte que uma pontinha dobrada na página de um livro construiu entre ela e mim. Importa a ponte que eu construí para dentro de mim mesma. Sem pontes como essas, no fim das contas, só o que se faz é sobreviver estancando o sangramento com uma faca cravada na barriga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5175193962432588683?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5175193962432588683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5175193962432588683&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5175193962432588683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5175193962432588683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/02/pontes.html' title='Pontes'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8529087294366608044</id><published>2009-02-03T00:48:00.000-02:00</published><updated>2009-02-03T00:52:20.713-02:00</updated><title type='text'>Vertigem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;De um lado, mulheres descabeladas insistem em dizer que não entendem, não entendem a mente masculina. De outro, homens resignados apenas se calam; jamais tiveram a pretensão de compreender os intricados mecanismos que regem a mente feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabedores do seu compromisso para com a Ciência e da necessidade de perseguir a verdade dos fatos de forma imparcial e rigorosa, no afã de melhor compreender mais esta faceta da insolúvel querela entre os de Marte e as de Vênus, o Instituto Mulher Solteira de Pesquisas Avançadas em Sobrevivência na Selva dos Solteiros e o Centro de Estudos Anexos dos Esportes Radicais de Compreensão da Mente Masculina decidiram empreender um novo experimento científico: monitorar a cabeça de uma mulher solteira, linda, jovem, inteligente, independente, bem resolvida, serena, segura e natural durante o desenrolar de uma paquera na balada, assim como as quarenta e oito horas subsequentes. Os dados obtidos por nossos cientistas, submetidos a técnicas avançadas de análise qualitativa, levam a resultados surpreendentes. Ou nem tanto. Confira-os a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00h23&lt;br /&gt;Hum, até que tem uns gatinhos por aqui...&lt;br /&gt;00h40&lt;br /&gt;Pãããããtz, acho que aqueles dois baixinhos tão vindo puxar papo comigo...&lt;br /&gt;00h41&lt;br /&gt;Pelamor, será possível que esses tampinhas insistem sempre na mesma abordagem? Assim que der, vou vazar daqui!&lt;br /&gt;00h42&lt;br /&gt;Tá, consertou... Mas pelamor!&lt;br /&gt;00h45&lt;br /&gt;Vá lá, não custa nada ser simpática... Vou dar uma colher de chá. Eles têm cinco minutos.&lt;br /&gt;00h54&lt;br /&gt;Sou mesmo muito benevolente... Só eu para dar mole para esse baixinho!&lt;br /&gt;01h12&lt;br /&gt;Até que o cara tem bom papo... Mas não vou beijar, não.&lt;br /&gt;01h53&lt;br /&gt;É... Até que ele é gatinho... Apesar de ser mais novo, mais baixo e mais saradão do que eu gostaria.&lt;br /&gt;01h54&lt;br /&gt;... Será que eu beijo?&lt;br /&gt;01h57&lt;br /&gt;Pããããtz, podia ter passado sem esse comentário... Mas vá lá, vamos abstrair.&lt;br /&gt;01h55&lt;br /&gt;Ah, agora ele falou direitinho...&lt;br /&gt;01h57&lt;br /&gt;Tá bom, vai... Vamos ver qualé a desse beijo...&lt;br /&gt;02h02&lt;br /&gt;Hum... Beijo bom...&lt;br /&gt;02h03&lt;br /&gt;Nossa, ele é bem gatinho, hein... E gostoso!&lt;br /&gt;02h45&lt;br /&gt;Hum, será que ele vai pedir o meu telefone?&lt;br /&gt;02h54&lt;br /&gt;Com certeza ele vai pedir meu telefone! Será que eu dou?&lt;br /&gt;03h23&lt;br /&gt;Meu! Ele não vai pedir o meu telefone???&lt;br /&gt;03h41&lt;br /&gt;Será que eu vou querer sair com ele de novo?&lt;br /&gt;03h59&lt;br /&gt;Lógico que eu vou querer sair com ele de novo! Ele é uma gracinha!!!&lt;br /&gt;5h58&lt;br /&gt;Ai, ai... Vou dormir pensando nele hoje...&lt;br /&gt;12h27&lt;br /&gt;É, até que o gatinho era bacana... Ia ser legal encontrar com ele de novo.&lt;br /&gt;14h23&lt;br /&gt;Será que ele vai me ligar?&lt;br /&gt;14h24&lt;br /&gt;Será que ele vai me ligar?&lt;br /&gt;14h25&lt;br /&gt;Será que ele vai me ligar?&lt;br /&gt;16h34&lt;br /&gt;Será que ele vai me ligar?&lt;br /&gt;18h42&lt;br /&gt;Não vou contar pra ninguém essa história. Não quero criar nenhuma expectativa...&lt;br /&gt;19h02&lt;br /&gt;Não vejo a hora de contar pras meninas amanhã!&lt;br /&gt;19h27&lt;br /&gt;Meu! Será que ele não vai me ligar???&lt;br /&gt;23h25&lt;br /&gt;Lógico que ele não vai ligar hoje. Vai ligar amanhã.&lt;br /&gt;00h45&lt;br /&gt;Meu! Não acredito que ele não vai me ligar!!!&lt;br /&gt;11h33&lt;br /&gt;Caramba... Se ele não me ligar hoje, vou ligar pra ele.&lt;br /&gt;14h29&lt;br /&gt;E esse telefone que não toca...&lt;br /&gt;15h32&lt;br /&gt;Será que o telefone desligou sozinho?&lt;br /&gt;16h14&lt;br /&gt;Meu... E se ele for o homem da minha vida?&lt;br /&gt;17h23&lt;br /&gt;Ele era tão lindo... Nunca mais vou conhecer um homem tão especial como ele...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8529087294366608044?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8529087294366608044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8529087294366608044&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8529087294366608044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8529087294366608044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/02/vertigem.html' title='Vertigem'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-264527098343294486</id><published>2009-01-29T00:05:00.002-02:00</published><updated>2009-01-29T00:14:30.150-02:00</updated><title type='text'>Superfantástico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Toda mulher relativamente normal – e por relativamente normal entenda-se a mulher que apresenta os índices mínimos, inevitáveis, aceitáveis e até desejáveis de neurose, histeria, paranoia, neurastenia, hipocondria, verborragia e unha encravada recomendados pelo Ministério da Saúde – passa a vida inteira lutando para conquistar uma aparência fantástica. Lá pelas tantas, descobre o poder do blush, a força da mousse e os milagres da cintura alta e passa a reservar aqueles quinze minutos a mais de manhã para colocar os seus devidos nos conformes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Toda mulher relativamente normal sabe que a ciranda-da-bailarina e o poema-em-linha-reta também se aplicam à busca da aparência feminina fantástica. Em outras palavras, não importa o quão fantástica ela consiga parecer, inevitavelmente em algum momento do dia será flagrada ajeitando o elástico da calcinha, tirando uma alface do dente, se livrando de uma remela insistente, disfarçando o bafinho com um Trident, limpando um resto de pasta de dente da testa. Enfim, é a aplicação da Lei de Murphy à Demanda da Santa Aparência Feminina Fantástica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda mulher relativamente normal que se preze tem pelo menos uma amiga que, contrariando a sina das mulheres relativamente normais, consegue passar 24 horas por dia sem que um único fio cabelo saia do lugar. Está sempre vestindo o último grito da moda – e todas as suas roupas têm um corte impecável e um caimento de dar inveja a qualquer Gisele –, tem o cabelo sedoso, macio e cheiroso, maquiagem discreta, mas eficaz, porte elegante, graça, inexistência de manifestações acústicas ou odoras suspeitas, está sempre com cinturinha de pilão, pernas torneadas e o músculo do tchauzinho onde ele deve ficar. Além disso, em geral essa mesma amiga reúne explosivamente a irresistível capacidade de sedução feminina com aquela aura de mistério que a mulher relativamente normal passa a vida inteira tentando imitar, conseguindo, no máximo, em um efeito colateral bastante previsível, passar por antipática ou sonsa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda mulher relativamente normal um dia cai na besteira de chorar as pitangas da ausência de homens à amiga superfantástica. Envolvida no seu relato dramático sobre o longo período de seca, os questionamentos existenciais que acompanham as crises de abstinência e as análises sociológicas envolvendo homens inassertivos que simplesmente não conseguem fazer frente à exuberância da mulher contemporânea, ela não se dá conta do que está por vir. E quando percebe, já é tarde: os olhos da amiga superfantástica começam a expedição desde o seu dedo mindinho até o último fio de cabelo (naturalmente fora do lugar), passando pelo pânceps, parando nas suas unhas não feitas, examinando com leve ar de desaprovação a sua blusa larguinha e espremendo os olhos ao avaliar o seu batom borrado. Logo vem o decreto – firme, mas sem perder a doçura:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você precisa começar a se arrumar melhor...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse momento, a mulher relativamente normal, no epicentro do seu complexo de abajur, tenta em vão reunir desculpas pouco convincentes para derrubar a tese da amiga superfantástica:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas eu devo te dizer que você me pegou em um dia ruim! É que todas as minhas roupas estavam sujas e tive que apelar pra essa blusa velhinha... Ah, não deu tempo de fazer a unha. E esse final de ano, menina? Impossível manter a silhueta, né? Ah, o meu batom está borrado? Nossa, se eu te contar o dia que eu tive você não vai acreditar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passada a fase de negação e minadas as últimas resistências, a mulher relativamente normal acaba se rendendo à superioridade da amiga superfantástica. E, sabendo das suas boas intenções e do seu bom – e impecavelmente asseado – coração, deixa-se afundar no sofá enquanto a outra examina o seu guarda-roupa e sentencia:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Esta calça boca-de-sino está totalmente fora de moda... Essa bota até que é legal, mas tente comprar uma com o bico mais fino... Você precisa de umas camisas sociais! Esse casaco é lindo, por que você nunca usa? Você precisa realçar esses olhos, não pode desperdiçá-los assim! São a sua maior arma!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher relativamente normal assente, humilde, e promete que vai se esforçar. A partir de amanhã acordará quarenta minutos mais cedo, passará base, corretor de olheiras, rímel, blush, protetor solar, protetor labial, mousse. Escolherá uma calça justa que realce suas formas e valorize o seu traseiro, comporá com uma camisa social de corte moderno, um sapato de bico fino, uma bijoux descolada e algum toque charmoso no visual. Sorrirá para os homens, rirá de suas piadas sem graça, jogará os cabelos para trás e lançará olhares misteriosos a todos à sua volta, dona de um segredo íntimo e inconfessável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Investida de novo ânimo, a mulher relativamente normal se despede da amiga, cheia de boas intenções e renovadas esperanças. Apenas na hora de dormir, na escuridão do quarto, vestindo o seu pijama de flanela e a sua placa de morder, a mulher relativamente normal suspirará, resignada, diante da obviedade que ela não confessa nem sob a tortura de uma depilação na virilha: não importa o quanto ela se esforce, ela nunca, jamais, em tempo algum alcançará a aparência superfantástica da sua amiga superfantástica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-264527098343294486?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/264527098343294486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=264527098343294486&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/264527098343294486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/264527098343294486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/01/superfantastico.html' title='Superfantástico'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1856961125748365501</id><published>2009-01-25T16:52:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T16:53:44.204-02:00</updated><title type='text'>Entre nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Noite dessas, rolando na cama sem conseguir dormir (foram algumas assim, essa semana), me peguei pensando em você. E uma dúvida me passou pela cabeça: será que é comum você despertar nas pessoas essa sensação que desperta em mim? Uma hora me sinto próxima, muito próxima de você. No momento seguinte, você me parece um estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí me peguei pensando o que é que você faz de vez em quando que me dá essa sensação de tanta proximidade. Talvez seja a sua sinceridade extrema – com contornos diferentes do meu Transtorno de Sinceridade Compulsiva – que, se às vezes chega ser desconfortável, em outros momentos deixa transparecer um afeto e até uma doçura que me surpreendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os nossos tempos são absolutamente diferentes. Se eu passo dois meses sem falar com você, quando te encontro você diz: “estava quase te mandando um e-mail”... Se marcamos de nos encontrar e não dá certo, a sua próxima visita só vai acontecer muito tempo depois, por acaso, quando eu já não estiver mais esperando. Então, talvez seja esse seu timing, tão estranho para mim, que me faça sentir a anos-luz de você em outros momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez te acusei de não ser transparente e você se chateou. Acho que você tinha razão. Não é que você se esconda; simplesmente é da sua natureza ser opaco. Ou, ainda, o meu olhar, “nítido como um girassol”, não é capaz de perceber e distinguir seus matizes. E, embora eu me ressinta do meu excesso de obviedade, não posso deixar de admitir como é boa a sensação de ter sempre ainda algo a descobrir a seu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confesso, às vezes também me chateio. Você sabe disso. (E pede desculpas, me desconcertando mais uma vez.) Mas faço o possível para não te julgar. Quem disse que você tem que ser igual a mim? Quem disse que ser diferente de mim é sinal de indiferença? Você sabe, continuo praticando a tolerância às diferenças. Ainda acho que ela gasta mais calorias do que uma aula de hip hop e faz bem ao coração (será que ajuda a diminuir os efeitos do prolapso na válvula mitral?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia mandar essa mensagem diretamente a você. Mas, sendo este um desses momentos em que me sinto distante, preferi colocá-la em uma garrafa e soltá-la no mar, esperando que ela encontre o seu destino. Afinal, não foi assim que aconteceu da primeira vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí. Sinto sua falta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1856961125748365501?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1856961125748365501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1856961125748365501&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1856961125748365501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1856961125748365501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/01/entre-ns.html' title='Entre nós'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5249693660534003032</id><published>2009-01-25T16:50:00.003-02:00</published><updated>2009-01-25T16:58:28.581-02:00</updated><title type='text'>Inverno austral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Me disseram que fazer 30 anos não ia doer nada. Vamos fazer uma rápida retrospectiva do último mês de minha vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na manhã da minha viagem de férias ao Rio de Janeiro, minha calça nova rasgou na passagem pelos quadris (o detalhe é que ela foi comprada exatamente porque minhas calças velhas estavam apertadas)&lt;br /&gt;- No metrô carioca, uma mulher educada me ofereceu um assento no metrô (ahhhh, não estou grávida, obrigada!). &lt;em&gt;Maldita moda das batinhas!&lt;/em&gt; – uma amiga tenta me consolar&lt;br /&gt;- No dia do casamento da minha prima, descobri que três rugas haviam nascido embaixo do meu olho esquerdo (e ouvi da minha prima que uma dermatologista-carniceira lhe sugeriu uma aplicação de botox pré-casamento)&lt;br /&gt;- Numa conversa com uma amiga de 25 anos, ela me perguntou se a moça de quem eu falava (que tem 32 anos e namora um rapaz de 21) está “conservadinha”&lt;br /&gt;- Na praia, constatei com horror que minhas coxas começaram a raspar uma na outra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me resta afogar as mágoas no karaokê da Mama, cantando &lt;em&gt;I’ll survive &lt;/em&gt;ao lado do Roberto Carlos japonês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5249693660534003032?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5249693660534003032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5249693660534003032&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5249693660534003032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5249693660534003032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/01/inverno-austral.html' title='Inverno austral'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6867473926562439818</id><published>2009-01-25T16:48:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T16:49:52.573-02:00</updated><title type='text'>Fast forward</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Aniversário, casamento, outro casamento, velório, outro aniversário, outro casamento, outro aniversário, outro aniversário [virose]... (isso sem falar nos aniversários que eu não pude prestigiar, ou porque estava em um casamento, ou com virose...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minino, que esse 2009 chegou com fome de viver!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6867473926562439818?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6867473926562439818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6867473926562439818&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6867473926562439818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6867473926562439818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2009/01/fast-forward.html' title='Fast forward'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-339005639808451439</id><published>2008-12-30T20:11:00.000-02:00</published><updated>2008-12-30T20:12:49.140-02:00</updated><title type='text'>Acerto de contas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Em 2008, uma coisa maravilhosa aconteceu: descobri o que eu quero ser quando crescer. O melhor de tudo é que eu já cresci e já sou o que eu quero ser. Não é fantástico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2008 também foi o ano da maior conquista amorosa da minha vida. Ela tem 1,79m, olhos azuis, cabelos claros e é dada a infinitos (e irritantes) questionamentos existenciais, mas também tem senso de humor e sabe se divertir como ninguém. Não descarto a possibilidade de ter outros relacionamentos paralelos, mas com certeza essa aí eu não largo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem qual é a diferença entre ousadia e atrevimento? Segundo me disseram uma vez, quando você arrisca alguma coisa, isso significa ser ousado. Se não tem nada a perder, não passa de um atrevido. Agora, será que é possível não ter nada a perder? E, por outro lado, não há sempre algo a se ganhar? Pelo sim, pelo não, entre ousada ou atrevida prefiro me considerar, nas palavras de uma amiga querida, uma intrépida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi comprar um vestido vermelho para que o ano novo não tivesse dúvidas sobre o que eu espero dele. Ao chegar ao provador, triste constatação: o vestido era curto demais. Oh, God... São os meus 30 anos me esperando logo ali, depois da esquina...&lt;br /&gt;Espero que o ano novo saiba ler nas entrelinhas do meu novo vestido branco e azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 2007 eu tinha mais ilusões. No final de 2008, descubro que a lucidez da vida também dá barato. Feliz 2009!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-339005639808451439?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/339005639808451439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=339005639808451439&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/339005639808451439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/339005639808451439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/12/acerto-de-contas.html' title='Acerto de contas'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6745388399828279909</id><published>2008-12-24T02:12:00.002-02:00</published><updated>2008-12-24T02:25:03.515-02:00</updated><title type='text'>Tradições natalinas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SVG5b6_i0QI/AAAAAAAAAHE/NMaP21cI7rU/s1600-h/images%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283207727225688322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 81px; CURSOR: hand; HEIGHT: 139px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SVG5b6_i0QI/AAAAAAAAAHE/NMaP21cI7rU/s320/images%5B5%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu acredito no Natal. Para mim, ele nunca deixou de ter a magia e a felicidade simples da minha infância. Não é preciso muita coisa: família reunida, comida farta, música, presentes escolhidos com amor. Pensando bem, é um bocado de coisas!&lt;br /&gt;Um dos rituais que mais aqueciam o meu coração naquele tempo era montar a árvore. Tirar um por um os enfeites da caixa; distribuí-los simetricamente ao longo dos ramos, deixando os especiais para o topo; enrolar as luzinhas brancas e coloridas e acendê-las sempre que uma visita chegava em casa; salpicar pedacinhos de algodão, nosso simulacro de neve possível no Natal dos trópicos. Também havia os enfeites de porta, o presépio, as velas coloridas dentro da tigela com água. A casa inteira se transformava!&lt;br /&gt;Nos tempos da minha bisa, Natal tinha até Papai Noel. Salvo engano, ele era um lutador de boxe aposentado. Convencia bem, até. Eu não me lembro de acreditar em Papai Noel, mas me lembro de achar bacana ter aquele senhor barbudo no meio da sala, distribuindo presentes para os bisnetos que aumentavam a cada ano.&lt;br /&gt;Minha tia, o coração artístico da família, sempre inventava alguma performance. Aliás, reza a lenda que em um dos meus primeiros natais, escalada para representar Maria no nascimento de Jesus, chorei copiosamente... (acho eu que me senti meio esquisita por já ter um filho e ser esposa do meu primo de terceiro grau, que representava José – eu ainda tinha tanto para viver!). Também fizemos jogral, paródia, números humorísticos...&lt;br /&gt;Música nunca faltou. E sempre ficou por conta da minha tia também a escolha do repertório – cuidadosamente registrado em um programa a ser distribuído para a família. Mas depois das canções do programa, sempre pedíamos para ela tocar todas as cações natalinas de que nos lembrávamos; e depois delas, era de praxe pedir pelo menos um Beatles, só para não perder a tradição. E assim continua sendo, anos após ano.&lt;br /&gt;Foi só recentemente que eu descobri que nem todas as famílias cantam no Natal. Contava para uma amiga sobre um telefonema inesperado que recebi bem na hora em que cantávamos “Pinheiros! Que alegria...” e ela, rindo, achou que se tratava de uma força de expressão. Não sossegou até me pôr ao telefone cantando a música para o seu marido, e tiveram os dois um interminável ataque de riso. Ora, azar de quem não canta; a cantoria é um dos pontos altíssimos do meu Natal.&lt;br /&gt;Quando eu era criança, o Natal começava muito antes do dia 24, mais ou menos quando chegavam as férias escolares. Era o tempo de contar a mesada, dividir por cinco (lá em casa éramos seis) e começar a planejar as compras natalinas. Quando ainda havia Mappin, era lá que eu resolvia a maior parte do problema. Depois, ainda nos meus tempos de João Cachoeira, eram três ou quatro excursões até que eu me sentisse satisfeita com os presentes adquiridos. Hoje em dia o remédio é me enfiar no shopping lotado na véspera do Natal... Mas, ainda assim, acredito no Natal.&lt;br /&gt;Outra tradição familiar, perpetuada pela minha avó e depois por mim e pelas primas, são as bolachinhas de milão, receita tradicional de biscoitinhos amanteigados que também são a cara do nosso Natal. Todo ano a avó faz um quilo de bolachinhas e jura que foi a última vez...&lt;br /&gt;Lá pelos tempos do segundo colegial, querendo juntar dinheiro com uma amiga, resolvemos transformar as bolachinhas em um empreendimento comercial. Tudo bem que os ingredientes, equipamentos e instalações eram fornecidos pelos meus pais – que, junto com os pais dela, eram nossos principais compradores. Chegamos a tentar vender os biscoitinhos na rua, mas eles não tinham muito apelo. Em compensação, resolveram o problema em dois ou três amigos secretos do trabalho dos nossos pais (jeito simpático de presentear a todos sem gastar muito dinheiro). E houve uma encomenda história para um bazar – varamos a madrugada assando as bolachinhas, que quase se perderam por causa de um ovo de pata que desapercebidamente incluímos na massa – que nos rendeu a nossa maior receita! Mesmo não tendo vendido todos os biscoitos que deixamos em consignação, a família que organizou o bazar gostou tanto deles que comprou todos os saquinhos que haviam sobrado.&lt;br /&gt;Nos natais seguintes, continuamos fazendo biscoitos, dessa vez para presentear amigos e familiares (mais os da minha amiga, porque minha avó continuou fornecendo as suas bolachas para a nossa família – e não tem jeito, as bolachas da minha avó têm um sabor inimitável). Tive a idéia de comprar um pote de vidro e dar os biscoitinhos de presente para a minha então sogra; foi um sucesso absoluto. Depois dela, mais três sogras receberam o pote com os famosos biscoitinhos de milão, que viajaram o país: foram para Piracicaba, São Gonçalo, Brasília, Governador Valadares e Coronel Fabriciano.&lt;br /&gt;Em tempos de Mulher Solteira, as bolachinhas também já foram deixadas em portarias de musos inspiradores; afinal, há estratégia mais antiga do que tentar conquistar um homem pelo estômago?&lt;br /&gt;Seja qual for o destino das bolachinhas, anualmente eu e minha amiga lá estamos, em volta da mesa, misturando os ingredientes, falando do passado, escolhendo as forminhas, dividindo angústias, raspando a casca de limão, cantando em portunhol, polvilhando a farinha, desfiando as últimas aventuras da solteira, acendendo o forno, fazendo o balancete da vida da casada, preparando a próxima fornada, revirando um amor esquecido, fazendo suco com os limões descascados, comentando sobre as viagens que faremos, colocando os biscoitos nos saquinhos, fazendo planos para o próximo ano, amarrando fitinhas, reafirmando laços.&lt;br /&gt;Ah, eu acredito no Natal! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6745388399828279909?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6745388399828279909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6745388399828279909&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6745388399828279909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6745388399828279909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/12/tradies-natalinas.html' title='Tradições natalinas'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SVG5b6_i0QI/AAAAAAAAAHE/NMaP21cI7rU/s72-c/images%5B5%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5966933655630765601</id><published>2008-12-22T00:40:00.000-02:00</published><updated>2008-12-22T00:46:33.403-02:00</updated><title type='text'>Trieb</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;“Despidos somos todos iguais”, ele disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui obrigada a discordar. Se assim fosse, não haveria teoria freudiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que teoria freudiana é essa?”, quis saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está há mais de um mês na minha pasta de rascunho. Começava dizendo que ele desafiava o meu poder de síntese pedindo que eu explicasse esses complexos conceitos psicanalíticos; explicava, em seguida, que para Freud a percepção de meninos e meninas sobre a distinção anatômica entre os sexos é o ponto de partida para o Complexo de Édipo e de Castração, para o interdito ao desejo, para a separação da mãe, para a constituição do sujeito, para a primeira escolha de objeto, para a identificação, para a segunda escolha de objeto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que em dois ou três parágrafos consegui resumir o que queria dizer. Mas aí já se tinham passado alguns dias desde que a pergunta havia sido feita – no próprio dia eu estava mais ocupada em responder a muitas outras perguntas mais prementes e necessárias – e pareceu perder o sentido enviar a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a perda do &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt;, guardei-a lá, na pasta de rascunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém me perguntasse hoje, eu diria, sem sombra de dúvida: no fim das contas, é a distinção anatômica entre os sexos o que move o mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5966933655630765601?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5966933655630765601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5966933655630765601&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5966933655630765601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5966933655630765601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/12/trieb.html' title='Trieb'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5351252155128856066</id><published>2008-12-18T00:19:00.001-02:00</published><updated>2008-12-18T00:20:56.483-02:00</updated><title type='text'>Lei de mercado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;– Quem? Ah, aquele meu amigo alto, loiro, simpático, interessante e SOLTEIRO? Então, não te apresentei ainda porque achei que ele não fazia o seu tipo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RÉLÔU, DESDE QUANDO MULHER SOLTEIRA TEM TIPO, DIO MIO???&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5351252155128856066?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5351252155128856066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5351252155128856066&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5351252155128856066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5351252155128856066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/12/lei-de-mercado.html' title='Lei de mercado'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-7545902712063069028</id><published>2008-12-17T23:58:00.005-02:00</published><updated>2008-12-18T00:12:51.862-02:00</updated><title type='text'>Sempre alerta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SUmwe_oJayI/AAAAAAAAAG8/2qmrt0Q_f6w/s1600-h/images%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280946084591004450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 99px; CURSOR: hand; HEIGHT: 66px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SUmwe_oJayI/AAAAAAAAAG8/2qmrt0Q_f6w/s320/images%5B6%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Já dizia o profeta: nunca coloque todos os ovos em um só&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;homem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-7545902712063069028?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/7545902712063069028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=7545902712063069028&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7545902712063069028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7545902712063069028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/12/sempre-alerta.html' title='Sempre alerta'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SUmwe_oJayI/AAAAAAAAAG8/2qmrt0Q_f6w/s72-c/images%5B6%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-3873169885658343632</id><published>2008-12-08T21:47:00.000-02:00</published><updated>2008-12-08T21:49:19.317-02:00</updated><title type='text'>Simples</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Fim de ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desses dias em que a gente simplesmente se sente feliz por estar vivo, sem nenhuma razão em particular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-3873169885658343632?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/3873169885658343632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=3873169885658343632&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3873169885658343632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3873169885658343632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/12/simples.html' title='Simples'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8331850991841140196</id><published>2008-12-08T01:00:00.008-02:00</published><updated>2008-12-08T01:25:19.080-02:00</updated><title type='text'>Geografia humana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/STyP7BntkxI/AAAAAAAAAGs/i7zFu29yVc4/s1600-h/ILHA.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;ilha &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;é... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/STyP7BntkxI/AAAAAAAAAGs/i7zFu29yVc4/s1600-h/ILHA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277251107581432594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/STyP7BntkxI/AAAAAAAAAGs/i7zFu29yVc4/s320/ILHA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;... uma mulher &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;solteira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;cercada de homens casados&lt;br /&gt;por todos os lados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8331850991841140196?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8331850991841140196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8331850991841140196&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8331850991841140196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8331850991841140196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/12/geografia-humana.html' title='Geografia humana'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/STyP7BntkxI/AAAAAAAAAGs/i7zFu29yVc4/s72-c/ILHA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4632161208317219233</id><published>2008-12-03T00:02:00.002-02:00</published><updated>2008-12-08T01:29:01.925-02:00</updated><title type='text'>Dog date</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;- Oi!&lt;br /&gt;- Olá!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Ele é bonzinho?&lt;br /&gt;- É, sim, pode ficar tranqüila.&lt;br /&gt;- Que bom...&lt;br /&gt;- É shi-tzu ou lhasa?&lt;br /&gt;- Shi-tzu.&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;- O seu é um whipet?&lt;br /&gt;- Isso.&lt;br /&gt;- Aham...&lt;br /&gt;- Como é o nome delas?&lt;br /&gt;- Esta aqui é a Mimi e a outra é a Lola.&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;- E o seu?&lt;br /&gt;- Flash.&lt;br /&gt;- Flash...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Bom, até logo!&lt;br /&gt;- Boa tarde, até a próxima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sempre me pergunto quando os diálogos com homens-interessantes-passeando-com-seus-cachorros vão passar para a próxima fase.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4632161208317219233?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4632161208317219233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4632161208317219233&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4632161208317219233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4632161208317219233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/12/dog-date.html' title='Dog date'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2204821927977739314</id><published>2008-11-27T23:50:00.001-02:00</published><updated>2008-11-27T23:52:35.127-02:00</updated><title type='text'>A distância das coisas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;A distância é uma coisa engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância afasta? Nem sempre. Tão longe, tão perto. Se assim não fosse, não haveria paixão platônica, namoro à distância, amor que resiste a anos de separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância faz arrefecer os sentimentos? Às vezes. Longe dos olhos, longe do coração. Há aqueles amores que só se constroem no miúdo, no juntar dos corpos, nas vidas que caminham na mesma direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância é mesmo engraçada. Uma palavra atravessada pode tornar meio metro em um oceano. Uma palavra bem-dita atravessa o mundo para acariciar o ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto demais, o amor pode acabar. Longe demais, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância entre nove anos? O esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância entre sete quadras? Uma escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância entre dois andares? A prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância é assim: ora estica, ora encolhe. O que ela vai fazer comigo e com você, só o tempo vai dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2204821927977739314?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2204821927977739314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2204821927977739314&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2204821927977739314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2204821927977739314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/11/distncia-das-coisas.html' title='A distância das coisas'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4896408106264148303</id><published>2008-11-26T23:22:00.001-02:00</published><updated>2008-11-26T23:23:38.047-02:00</updated><title type='text'>Altas literaturas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Que o Sig me perdoe, mas verão é tempo de ler Marian Keyes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Los Angeles, aqui vou eu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4896408106264148303?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4896408106264148303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4896408106264148303&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4896408106264148303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4896408106264148303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/11/altas-literaturas.html' title='Altas literaturas'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-453591200519130401</id><published>2008-11-26T00:40:00.002-02:00</published><updated>2008-11-26T00:48:33.231-02:00</updated><title type='text'>Novas lições introdutórias sobre a jardinagem literária</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Caro leitor, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Posso imaginar, a esta altura, a sua (mais do que justificada) saturação de posts versando sobre a regular e sistemática – embora absolutamente involuntária – jagunçagem de plantas protagonizada por esta que aqui escreve, assim como as inesgotáveis metáforas decorrentes desta contumaz incompetência vegetal: a crônica da violetinha suicida, a lenda da cebola que germinou na gaveta do refrigerador e sobreviveu ao plantio invertido, o hai kai do cacto falecido, a fábula da cravina endurecida pela vida, a parábola da cravina renascente. No entanto, em nome da sinceridade herbal, é mister que eu cá faça uma retratação pública e retifique informações inverídicas divulgadas neste sítio virtual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por ocasião de recente e ilustre visita da Mãe Sereia ao recinto de minha residência, orgulhosamente exibi a ela meu vistoso vaso sobre a mesa de centro da sala:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mãe, viu a minha planta que ressuscitou?&lt;br /&gt;- Qual, esta Azedinha?&lt;br /&gt;- Ahhhnmmfff – resmunguei, em um muxoxo (então não era mesmo uma cravina? Bem que eu desconfiei que as folhas eram redondas demais... Maldita Poliana!) – é esse o nome dela, é?&lt;br /&gt;- Sim... Mas e então, você replantou a cravina neste outro vaso?&lt;br /&gt;- Não, mãe, esta outra cravina já existia. Lembra-se de que eram duas, uma rosa e a outra branca? A branca morreu, tirei os restos mortais do vaso e... nasceu essa Azedinha aí.&lt;br /&gt;- Sei (cara de quem já viu de tudo nessa vida). Natural, minha filha... a vida é uma eterna luta pela sobrevivência. Provavelmente a Azedinha veio de gaiato no vaso e acabou parasitando a cravina. Isso acontece o tempo todo na natureza.&lt;br /&gt;- Sim, claro, naturalmente...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje voltando para casa, já havendo me despido do véu de ignorância que cobria meus olhos, constatei o óbvio: a Azedinha é a planta mais ordinária que existe, daquelas que dão – com o perdão do trocadilho – em qualquer moita. Ainda assim, caro leitor, seguirei envidando esforços em prol da sobrevivência de mais este legítimo representante da natureza e das figuras de jardinagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos aspirantes a escritor (dentre os quais humildemente me incluo), a vida – e as plantas – ensinam mais uma: nem sempre a verdadeira lição é aquela que se julgou haver aprendido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-453591200519130401?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/453591200519130401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=453591200519130401&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/453591200519130401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/453591200519130401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/11/novas-lies-introdutrias-sobre.html' title='Novas lições introdutórias sobre a jardinagem literária'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2686261294864932348</id><published>2008-11-20T19:29:00.000-02:00</published><updated>2008-11-20T19:31:21.851-02:00</updated><title type='text'>Tsé-tsé</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;E com o poder investido em mim por mim mesma, por Irene e por Greiscou, declaro o dia 20 de novembro o Dia Mundial do Sono. E que conste nos autos e que se revoguem todas as disposições contrárias e que tragam o meu travesseiro. E tenho dito. Amém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2686261294864932348?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2686261294864932348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2686261294864932348&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2686261294864932348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2686261294864932348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/11/ts-ts.html' title='Tsé-tsé'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8402451736983283516</id><published>2008-11-16T01:52:00.000-02:00</published><updated>2008-11-16T02:00:22.230-02:00</updated><title type='text'>Vicky Cristina Barcelona</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Então eles se casaram e viveram felizes para sempre.&lt;br /&gt;Ou quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos aparentemente felizes, dois filhos criados, uma casa comprada, um negócio prosperando e muitos planos conjuntos concretizados depois, um dia ela nota algo de diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está bem, amor?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- O que foi?&lt;br /&gt;- Acho que não te escolhi. A vida escolheu por mim, não fui eu que te escolhi.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Não sei se te amo. Não sei se quero continuar com você.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda levaram dois anos – longos e sofridos – para se separar efetivamente.&lt;br /&gt;Hoje ele caminha em busca de algo que não sabe bem o que é. Espera poder dizer um dia que algo em sua vida foi fruto de uma escolha sua. Ela, na outra direção, caminha em busca de aprender a desejar novamente, depois de quase uma vida inteira de certeza sobre o acerto da sua escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode ser acertada uma escolha para dois que só foi feita por um?&lt;br /&gt;Como é possível viver durante vinte anos com aparente felicidade uma vida que não foi escolhida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada instante, a vida vai se revelando menos exata do que nos ensinaram. Ou talvez ninguém tenha ensinado, talvez tenha sido tudo fruto da nossa própria imaginação. Talvez seja apenas um arranjo psíquico necessário para suportar a angústia de saber que não há uma única pessoa no mundo que seja sempre igual a si mesma (nem nós mesmos), que amar alguém pode ser o caminho mais curto para causar sofrimento a ele ou ela, que nem sempre as pessoas precisam de um bom motivo para deixar de se amar.&lt;br /&gt;Amar. Amor. É o tipo de conceito sobre o qual não se pode ter nada além de um juízo empírico, absolutamente singular, parcial e intransferível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém tenha a pretensão autoritária de julgar o amor de outrem menor, menos belo, menos válido. Que ninguém se arrependa de ter vivido um amor sem higiene, independente de quais tenham sido as suas circunstâncias e o seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não é exata. O amor não é exato. É algo tão complexo que acaba ficando simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woody Allen que o diga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8402451736983283516?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8402451736983283516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8402451736983283516&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8402451736983283516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8402451736983283516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/11/vicky-cristina-barcelona.html' title='Vicky Cristina Barcelona'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8263487648243924496</id><published>2008-11-08T20:57:00.000-02:00</published><updated>2008-11-08T21:07:29.365-02:00</updated><title type='text'>Livre-arbítrio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;“Será que existe mesmo esse Deus que quer o que você quer que o outro queira?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Frase inspiradíssima do espetáculo “Noé Noé! Deu a louca no convés!”, de Ivaldo Bertazzo, em cartaz no Tuca, em São Paulo.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8263487648243924496?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8263487648243924496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8263487648243924496&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8263487648243924496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8263487648243924496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/11/livre-arbtrio.html' title='Livre-arbítrio'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6519816550417822721</id><published>2008-10-31T01:11:00.000-02:00</published><updated>2008-10-31T01:13:22.933-02:00</updated><title type='text'>Metáforas vegetais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Durante algum tempo ela floresceu. É verdade que os botões surgiam de forma intermitente e, ao lado da cravina rosa, suas pétalas brancas sempre pareciam mais tímidas. Mas o inverno chegou e foi embora, a primavera chegou e ela continuou de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, sem aviso prévio, começou a morrer. A mulher mudou o vaso de lugar. “Talvez o sol direto não faça bem”, pensou. Não adiantou. Definhava. “Será que falta sol e as raízes estão mofando?”. Tentou regar mais, regar menos, podou as folhas mortas, mudou o vaso de lugar mais duas ou três vezes. Por fim, admitiu sua derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao arrancar do vaso os últimos pedaços de raiz sem vida, algo a impediu de se desfazer dele. Deixou-o assim, vazio, sobre a mesinha da sala de estar. E, sem que ninguém soubesse, sorrateiramente passou a regar o vaso vazio todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi preciso muito tempo para os primeiros brotinhos verdes surgirem na superfície da terra. Havia ainda vida no vaso! Pequenas pontinhas que, a princípio, pareceram à mulher diminutos trevinhos da sorte. Seriam parasitas de cravinas? Predadores naturais de flores de apartamento? Mas o tempo se encarregou de provar que se tratava de legítimos ramos de cravinas – aqueles que nascem e crescem desordenados, marcados pela dureza da vida, formando bonitos arabescos no ar. De dia procuram o sol como pequenos muçulmanos em saudação a Meca; à noite, assumem formas arredondadas de cogumelos-anões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cravina voltou à vida. Nunca morreu, afinal. Precisava apenas do seu próprio tempo, de amor e de alguém que continuasse acreditando nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim! Continuo falando de plantas. E recomendo a jardinagem como atividade regular e sistemática a todo aspirante a escritor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6519816550417822721?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6519816550417822721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6519816550417822721&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6519816550417822721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6519816550417822721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/10/metforas-vegetais.html' title='Metáforas vegetais'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-38012309898699132</id><published>2008-10-23T20:20:00.004-02:00</published><updated>2008-10-23T20:28:02.523-02:00</updated><title type='text'>Física sentimental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Quanto espaço um homem é capaz de ocupar no pensamento de uma mulher?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SQD5vnXNGTI/AAAAAAAAAGk/YNQs4ouuC_s/s1600-h/frida+kahlo.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260478961184217394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SQD5vnXNGTI/AAAAAAAAAGk/YNQs4ouuC_s/s320/frida+kahlo.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-38012309898699132?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/38012309898699132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=38012309898699132&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/38012309898699132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/38012309898699132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/10/fsica-sentimental.html' title='Física sentimental'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SQD5vnXNGTI/AAAAAAAAAGk/YNQs4ouuC_s/s72-c/frida+kahlo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6265018197394233827</id><published>2008-10-19T16:40:00.000-02:00</published><updated>2008-10-19T16:41:36.154-02:00</updated><title type='text'>O estranho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Essa vida já é outra. Já é outra.&lt;br /&gt;Por mais que eu me lembre. Que eu me lembre.&lt;br /&gt;Seus contornos familiares tentam me confundir. Mas basta eu esfregar os olhos e mirar de novo para concluir: não é mais você. Não sou mais eu. Não somos nós.&lt;br /&gt;E é preciso lembrar, por mais que possa doer por alguns segundos: tudo está bem.&lt;br /&gt;Tudo continuará bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6265018197394233827?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6265018197394233827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6265018197394233827&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6265018197394233827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6265018197394233827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/10/o-estranho.html' title='O estranho'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-3294637351011521419</id><published>2008-10-19T01:47:00.001-02:00</published><updated>2008-10-19T01:49:13.215-02:00</updated><title type='text'>Votos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Coração quente, cabeça leve, pés no chão e braços em ação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Felicidade, sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;E muitos passarinhos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-3294637351011521419?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/3294637351011521419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=3294637351011521419&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3294637351011521419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3294637351011521419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/10/votos.html' title='Votos'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-3029133422676805342</id><published>2008-10-07T07:24:00.002-03:00</published><updated>2008-10-07T07:25:13.272-03:00</updated><title type='text'>Simples</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Ele disse a ela que não sabia.&lt;br /&gt;E que, se não sabia, provavelmente não a amava o suficiente.&lt;br /&gt;Portanto, não era justo prendê-la.&lt;br /&gt;E por isso estava indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou há tanto tempo longe do amor que já não sei mais se as coisas são complicadas demais ou simples demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe de alguma coisa?&lt;br /&gt;Amar o suficiente para quê?&lt;br /&gt;O que é amar o suficiente?&lt;br /&gt;O que é amar?&lt;br /&gt;O que é ser justo?&lt;br /&gt;O que é prisão e o que é liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, me parece que tudo se resume a isso: querer ficar ou ir embora. Nada mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-3029133422676805342?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/3029133422676805342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=3029133422676805342&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3029133422676805342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3029133422676805342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/10/simples.html' title='Simples'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8569806616155495377</id><published>2008-10-03T01:14:00.003-03:00</published><updated>2008-10-03T01:20:22.404-03:00</updated><title type='text'>Estilhaços</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Cansada de ser julgada pela essência, decidiu: mostraria ao mundo que à frente daquele cérebro havia um rostinho bonito. E peitos e bunda e lábios sensuais e odores e olhos melindrosos e recônditos e &lt;em&gt;your-waist-is-just-right, you know?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso depois. Antes o convite.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O pretexto foi a língua. Dela. Dele. Só em línguas pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue à face: era um corpo. A carne e o interdito e a carne. Por 72 horas a sofreguidão de ser carne. Contornos que os olhos dele criaram.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Na segunda-feira, já invisível novamente. Carne por 72 horas e um olhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8569806616155495377?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8569806616155495377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8569806616155495377&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8569806616155495377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8569806616155495377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/10/estilhaos.html' title='Estilhaços'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1959772561097824772</id><published>2008-09-27T00:24:00.000-03:00</published><updated>2008-09-27T00:27:32.916-03:00</updated><title type='text'>Cegueira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Foi já na primeira mirada que notou algo de diferente. Coisas que os olhos percebem antes do resto de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre a se perguntar por que a falta de assimetria lhe causava repulsa. A imagem da menina com braços diminutos, dedos onde deveriam estar os cotovelos, por anos nas suas retinas, impermeável às suas vergonhas cristãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo lhe era alheio enquanto fitava aqueles olhos, irmãos, mas tão diferentes. Um era altivo, certeiro. O outro, baixo, retraído. Tentava concentrar-se nas palavras, mas o que ouvia eram os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, acostumou-se. Não a ponto do não-notar. Passou o fascínio-repulsa das cobras, ficou a vigilância farol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntaram-lhe como era. Não soube informar. Tudo o que sabia dela era aquilo: o divórcio dos olhos. Um olho sempre nela; o outro, no nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A arrefecência dos dias. Aceitou-os. Os dois: o certo e o errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teria sido menor o seu espanto, no dia em que finalmente percebeu. O horror. Estivera a tomar como bom o olho errado. O olho certo era o outro. O seu, morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas outras vezes na vida não o seria também.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1959772561097824772?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1959772561097824772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1959772561097824772&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1959772561097824772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1959772561097824772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/09/cegueira.html' title='Cegueira'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-3060840413563321943</id><published>2008-09-21T14:50:00.001-03:00</published><updated>2008-09-21T14:52:43.591-03:00</updated><title type='text'>Theo em quatro tempos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Theo, sete anos, irmão de Lia, quatro meses)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Cris, você já viu como funciona uma bombinha de tirar leite?&lt;br /&gt;- Não, Theo, como é?&lt;br /&gt;- É assim: você põe essa parte em cima do peito, assim, enfia esse cano aqui na bomba, liga ela assim no aparelho, aí a bomba faz chup-chup-chup e depois o leite sai aqui nesta parte e você coloca na mamadeira.&lt;br /&gt;- Nossa, Theo, você está bem entendido no assunto, não?&lt;br /&gt;- Pois é. A minha mãe agora só fala nisso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;(A avó pergunta a Theo se ele não está com frio)&lt;br /&gt;- Ai, vó, você se preocupa demais!&lt;br /&gt;- Theo, todas as vós são assim... Sabe como se chama isso?&lt;br /&gt;- Neurótica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;III&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;(A mãe de Theo sobe para acudir Lia que acorda do sono da tarde pela quarta vez)&lt;br /&gt;- Theo, seja legal com a sua mãe. Ela está muito cansada!&lt;br /&gt;- Por que, tia? Ela está de TPM?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Folheio uma revista onde há uma reportagem sobre parto)&lt;br /&gt;- Cris, o que é isso, uma revista de bebê?&lt;br /&gt;- Não, Theo, só esta reportagem aqui é sobre bebê.&lt;br /&gt;- Olha, tem uma mulher pelada!&lt;br /&gt;- Pois é, tem sim.&lt;br /&gt;- Eca. ODEIO ver mulher pelada...&lt;br /&gt;- É mesmo?&lt;br /&gt;- É sim. Morro de nojo disso (aponta para o seio da mulher) e disso (aponta para os países baixos). E disso aqui (aponta para a foto do bebê dentro do útero materno) eu tenho nojo de tudo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-3060840413563321943?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/3060840413563321943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=3060840413563321943&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3060840413563321943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3060840413563321943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/09/theo-em-quatro-tempos.html' title='Theo em quatro tempos'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4767386246170078217</id><published>2008-09-14T21:36:00.003-03:00</published><updated>2008-09-14T21:40:52.881-03:00</updated><title type='text'>A carninha do Gabriel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Trim! Trim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(As histórias da Mãe Sereia que envolvem conversas telefônicas sempre começam com “trim-trim”. Em nome da licença poética, a Mãe Sereia ignora os toques polifônicos e apela para onomatopéias, digamos, mais clássicas. Em homenagem a ela, assim também inicio esta narrativa.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trim! Trim!&lt;br /&gt;- Alô, comadre!&lt;br /&gt;- Comadre, alerta vermelho... Estou péssima, com infecção intestinal. Será que você pode vir aqui depois do trabalho e dar uma mão com o Gabo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Se um amigo quiser me fazer feliz, basta pedir a minha ajuda para qualquer coisa, dando a entender que sou indubitavelmente o ser humano mais indicado da face da Terra para cumprir aquela missão, quiçá o único. Pode ser arrumar um chaveiro às 23h, fazer compra de supermercado, regar plantas, cuidar do filho ou dar remédio para o cachorro doente e, sobretudo, dar apoio moral ou sentimental em um momento de crise.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Diante da nobilíssima missão de acudir a comadre e entreter o afilhado, agora com lindos um ano e três meses, enforco a yôga e disparo para a casa dela. Brinco dez simbólicos minutos com o Gabo antes de ele ter um ataque de manha – quer “escovar” os dentes sozinho (leia-se chupar a pasta de dente da escova) e não admite interferência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Mãe que é mãe conhece seu filho. Vendo o choro sem lágrima, a comadre diagnostica: “hora de ir pra cama”. Prepara a mamadeira enquanto eu me viro nos 30 e, em seguida, põe em prática a metodologia ultra-avançada que desenvolveu para pôr para dormir o seu pequeno: coloca-o no berço, deixa a chupeta do seu lado, encaixa a mamadeira na sua mão, dá boa-noite, apaga a luz e fecha a porta. Essa minha comadre é o meu orgulho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;De volta à sala, antes de desabar no sofá, a comadre quer me alimentar. Não existe mãe-leonina que suporte receber alguém em casa sem oferecer tudo do bom e do melhor. Estão aí a minha própria mãe-sereia, minha amiga Isadora, a comadre e até minha ex-sogra que não me deixam mentir (coincidência das coincidências, as quatro fazem aniversário no mesmíssimo dia).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Vamos até a cozinha, ela abre a geladeira e, logo depois de ter dito que “nessa casa só tem pão”, retira de lá uma farta gama de tupperwares com os mais variados quitutes: arroz, feijão, seleta de legumes, verdurinhas. “Só não tem carne, Cris...”. Mas logo se lembra da “carninha do Gabriel” no congelador.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Epa. Está certo, todo mundo tem uma verdadeira predileção por comida de nenê (conheço adulto a rodo que compra papinha da Nestlé para consumo próprio), mas comer a carninha do Gabriel é sacanagem, né? “Imagina, Cris... a Neta faz um monte e congela um pouquinho em cada tupperware. Pode comer que depois ela faz mais...”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Olho para o minúsculo tupperware, onde três diminutos pedaços de carne congelada me perguntam, inquisidores, se eu terei coragem de comê-los. Mando os escrúpulos às favas e coloco tudo no microondas. Enquanto isso, a comadre, um pouco mais refeita, vai olhar a sua correspondência no computador.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Dois minutos depois, abro o tupperware e vejo os três pedacinhos da suculenta carninha do Gabo quentinhos, macios e esperando ser espetados pelo meu garfo. No prato com arroz, feijão e legumes, despejo graciosamente a carninha e, para fazê-la render mais, raspo bem todo o molho de dentro do tupperware em cima do feijão-com-arroz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Sento na mesa satisfeita com a perspectiva da minha refeição. Monto a “garfada perfeita” e dirijo o garfo à boca antevendo o prazer de saboreá-la. Mas algo não corresponde à minha expectativa. Ainda sem identificar exatamente o que foi que deu errado, preparo a minha segunda garfada. Enquanto mastigo, procuro descobrir o que é que está me causando um certo incômodo, um certo tremor no corpo e arrepio nos braços. Do recôndito de minha memória, vem a lembrança de um sabor que há vinte anos eu não sentia: fígado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;A essa altura, a história já merece um parêntese. Meus santos pais penaram durante toda a minha infância para me fazer comer aquilo que se sabe necessário para que um ser humano cresça saudável: frutas, verduras, legumes, grãos, peixe etc. etc. Dentre as diversas batalhas que travaram contra o meu enjoado paladar infantil, houve uma que não conseguiram vencer. Minha aversão ao bife de fígado suplantava qualquer pequena birra infantil: era o meu corpo quem o rejeitava, com terríveis ânsias de vômito. Não houve jeito: meus pais tiveram que aceitar que fígado eu não comia e pronto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Ainda durante a minha infância, houve uma nebulosa época certamente lembrada por boa parte dos meus familiares, em que uma cena se repetia toda vez que me ofereciam um prato com carne. Antes de qualquer coisa, eu me dirigia ao adulto responsável e perguntava: “isso é carne de vaca ou de boi?”. Se o pobre adulto desavisado desconhecesse a minha idiossincrasia e caísse na besteira de me dizer que era carne de boi, não havia Cristo que me fizesse engolir o tal bife. “Só como carne de vaca”, eu explicava, assertiva, sem dar margem a negociação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Levei anos para entender que misterioso mecanismo psíquico havia produzido em mim tal restrição: associei “fígado de boi” a qualquer carne vermelha que me oferecessem. Se fosse de vaca, era uma carne normal. Se fosse de boi, era fígado. Portanto, carne de boi não dava jogo. (Muito tempo depois, alguém me explicou que só os bois vão para o abate, já que as vacas são produtoras de leite.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Agora nos transportamos novamente à cozinha da comadre, onde eu, vinte anos depois do meu último episódio de ânsia de vômito diante de um bife de fígado, descubro-me mais uma vez frente a frente com o famigerado petisco. De uma hora para a outra, as três isquinhas se tornaram três bifões enormes, intransponíveis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Sacanagem maior do que comer a carninha do Gabriel seria não comê-la, depois de já ter esquentado e colocado no prato, misturada com o resto da comida. Que pecado desperdiçar a comida de uma criança!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Enquanto enfrento o segundo pedaço (dividido em muitas e muitas garfadas), reflito sobre a condição do adulto. Aquele que, depois da dureza da vida, aprende a se haver com monstros que algum dia pareceram invencíveis aos seus olhos infantis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;O meu próprio paladar é uma prova disso. Certos alimentos que quando criança eu só era capaz de ingerir a muito custo, por mera obrigação, hoje não são apenas tolerados como apreciados pelas minhas papilas gustativas. Minha mãe desacredita de me ver comendo sushi; nunca imaginou que a menina enjoada um dia apreciaria peixe cru.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Sigo confiante para o terceiro pedaço, celebrando ditos populares como “o que não mata engorda”. Eu venci o fígado! Mas subitamente um calafrio percorre o meu corpo e descubro que cantei vitória antes do tempo. Um terrível engulho se manifesta cada vez que aproximo o garfo com o bife de fígado a menos de três centímetros da boca. Resignada, mais uma vez acedo à minha fraqueza humana e despejo o resto da carninha do Gabriel no lixo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Vou atrás da Comadre e comento: “só você mesma para me fazer comer fígado depois de vinte anos...”. Ela parece demonstrar genuína surpresa: “Era fígado??? Ai, Cris... não acredito!”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Episódios como esse remontam a uma longa linhagem de históricos equívocos alimentares e suas vítimas. O mais famoso da minha família aconteceu quando saboreamos, na casa da minha tia, hambúrgueres de carne com algum ingrediente secreto e deveras crocante. Só o meu primo mais novo, na mais genuína manifestação da sinceridade infantil (“O rei está nu!”), recusou-se a comer o hambúrguer por suspeitar do tal elemento crocante. Minha tia então esbugalhou os olhos e gritou: “parem de comer!”. Correu para a cozinha e confirmou a sua suspeita: a empregada usara os restos de carne comprados na feira para alimentar o cachorro (cartilagens incluídas) para confeccionar os hambúrgueres.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Passado o susto, todos sobreviveram. Eu também me recompus e não sofri maiores traumas pela ingestão desavisada da carninha do Gabriel. Chegando em casa, bati um copão de leite com nescau para tentar neutralizar o gosto que ainda insistia em me visitar de tempos em tempos. No dia seguinte, a carninha do Gabriel já tinha virado história. Ou melhor, post.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Mas eu ainda tenho cá minhas dúvidas a respeito do “equívoco”. Escolada com bolinhos de espinafre, maravilhas de cenoura e souflés de chuchu, desconfio que fui vítima de mais um golpe de uma mãe-leonina zelosa. E o pior: dessa vez, nem era a minha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Te cuida, Gabo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4767386246170078217?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4767386246170078217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4767386246170078217&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4767386246170078217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4767386246170078217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/09/carninha-do-gabriel.html' title='A carninha do Gabriel'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5888330988615629436</id><published>2008-09-12T00:22:00.000-03:00</published><updated>2008-09-12T00:23:30.182-03:00</updated><title type='text'>Nota sobre o esquecimento</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Peço tanto a Deus&lt;br /&gt;Para esquecer&lt;br /&gt;Mas só de pedir&lt;br /&gt;Já lembro&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Amado, Vanessa da Mata)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso esquecer de se lembrar para se lembrar de esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5888330988615629436?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5888330988615629436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5888330988615629436&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5888330988615629436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5888330988615629436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/09/nota-sobre-o-esquecimento.html' title='Nota sobre o esquecimento'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2914029041603529628</id><published>2008-09-08T01:34:00.001-03:00</published><updated>2008-09-08T01:42:26.088-03:00</updated><title type='text'>Cravinas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SMStIKGJ3jI/AAAAAAAAADs/Xy9iLDRqGME/s1600-h/cravinas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243506221826825778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SMStIKGJ3jI/AAAAAAAAADs/Xy9iLDRqGME/s200/cravinas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Faz algum tempo ganhei um vaso de flores. Não eram para mim, mas quem as ganhou achou que eu tinha feito por merecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana se passou, a cena se repetiu. Eu e a sombra de árvores alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis-me com dois vasos de cravinas, eu, a mulher que matou as flores, o anti-cristo da jardinagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que elas resistem. Ao tempo seco, à incompetência da jardineira, à falta de poesia. Não apenas resistem como se desenham no ar em graciosos arabescos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: as cravinas são particularmente sensíveis à ausência de água. (As minhas pelo menos são). Basta um dia de lapso da dona para que os caules das flores enverguem, qual as flores de história em quadrinhos. Às vezes, em um único dia particularmente seco, já lá estão as flores todas apontando para baixo, em desalento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rego-as com amor. Sobreviver à minha posse não é para qualquer vegetal. Elas são tenazes, convenhamos. E basta sentir o geladinho da água para que novamente os caules recuperem o vigor. Nunca, no entanto, retornam exatamente à posição original. Seja pela força da gravidade, seja pela dureza da vida, o reerguer-se sempre traz uma marca, uma curvatura, uma cicatriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser miopia, mas aos meus olhos elas ficam mais bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, fracassada jardineira de flores, jamais deixo de colher uma metáfora que explode de madura diante dos meus olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2914029041603529628?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2914029041603529628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2914029041603529628&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2914029041603529628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2914029041603529628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/09/cravinas.html' title='Cravinas'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SMStIKGJ3jI/AAAAAAAAADs/Xy9iLDRqGME/s72-c/cravinas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6710943911629763157</id><published>2008-08-23T03:15:00.002-03:00</published><updated>2008-08-23T03:18:29.450-03:00</updated><title type='text'>Post it</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Só passei para dizer que não estou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6710943911629763157?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6710943911629763157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6710943911629763157&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6710943911629763157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6710943911629763157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/08/post-it.html' title='Post it'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2481347916019335271</id><published>2008-08-08T00:56:00.002-03:00</published><updated>2008-08-08T01:04:15.613-03:00</updated><title type='text'>Minha Favorita é Pantanal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Sou uma noveleira de carteirinha e dificilmente um autor de novela consegue me tirar do sério. Até o Manoel Carlos consegue granjear a minha tolerância e, vez ou outra, alguma simpatia da minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é preciso que conste dos autos: estou revoltadíssima com a reviravolta da novela das oito. Desde que A Favorita começou, eu a defendia com unhas e dentes. Achei genial e original a proposta de abandonar o maniqueísmo das “irmãs gêmeas” e explorar a ambigüidade de duas personagens femininas, jogar com simpatias e antipatias, impressões e evidências, induções e inferências. Quando parecia ser possível começar a formar uma impressão sobre uma delas, algo inesperado acontecia e virava o jogo novamente. O resultado era que ambas, de alguma forma, contavam com a nossa simpatia e nos faziam quase torcer para os dois lados ao mesmo tempo, a despeito do antagonismo das personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o sujeito, pressionado pela baixa audiência, me enfia um revólver na mão da Patrícia Pilar, faz a criatura atirar em um inocente a sangue-frio, mostra e remostra &lt;em&gt;flashbacks&lt;/em&gt; do primeiro crime que ela cometeu (e cuja autoria – até então não revelada – era a chave de toda a trama da novela) e simplesmente assassina a novela no meio do caminho. De uma hora para a outra, a pobrezinha miserável e humilde, que só queria provar a sua inocência e passava os seus dias fazendo faxina e bobó de camarão no cafofo do Silveirinha, chega no seu apê novo cheia de sacolas de compra, chama a filha que ela sonhava conquistar de “boboca” e diz que é melhor “vestir os trapinhos” antes de se encontrar com uma de suas vítimas, para não chamar atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de solução desesperada (e nesse ponto concordo com o noveleiro da Record, apesar de nunca ter assistido a nenhum capítulo das suas novelas-mutantes) me irrita a tal ponto que começo a perder a paciência com idiotices que normalmente eu engoliria sem grande esforço, como a cena de um grupo de presas tentando cavar &lt;em&gt;com as próprias mãos&lt;/em&gt; um buraco no chão de uma cela sem que ninguém percebesse. Pior: levando disfarçadamente a terra &lt;em&gt;nos bolsos das calças jeans&lt;/em&gt; (!) para dispensá-la no pátio. Se não tivessem sido deduradas às carcereiras, elas certamente cumpririam pena antes de conseguir se sentar dentro do buraco que cavavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico me lembrando de uma palestra a que assisti uma vez com a Lygia Fagundes Telles lá na PUC. Naquela época eu ainda não havia lido quase nada da Lygia, mas fiquei com uma impressão fortíssima daquela mulher. Uma das coisas que guardei com mais nitidez foi um comentário seu sobre a adaptação que a Globo fez do seu conto Antes do Baile Verde. Toda a história gira em torno de uma moça que, em uma noite de carnaval, se vê dividida entre o pai enfermo, cuja morte parece iminente, e o desejo quase infantil de participar de um baile de foliões. O diálogo da protagonista com a empregada da casa revela as suas oscilações “demasiado humanas”, que vão da negação da morte ao egoísmo em seu estado mais bruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lygia nos explicou, generosamente, o peso que representa a porta fechada do quarto do pai naquela história, pai cujo estado só nos é permitido supor e inferir a partir das conversas entre as outras duas personagens. A porta fechada permite que nos identifiquemos, por mais irracional que pareça, com os imaturos anseios daquela jovem. Ao mesmo tempo, é uma presença maciça, a imposição da morte, algo que jamais conseguimos esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me faz a dona-rede-Globo? Abre a porta da Lygia. Mostra o velho caquético, babando, respirando mal, cheio de apetrechos médicos. Uma didática lição sobre como assassinar uma obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que A Favorita fosse uma obra de arte. Mas era uma novela honesta. Agora, virou bandalheira. Não há nada que me tire mais do sério em uma novela do que a falta de sutileza. Como é que os dois vilões passam três meses falando por meias-palavras, usando subterfúgios e fazendo vagas referências ao passado e, de uma hora para a outra, estão comemorando um assassinato com champanhe e dizendo frases verossímeis como "a idéia daquele golpe que nós demos dezoito anos atrás foi genial"? Santo Deus, fechem essa porta!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não digo que deixarei de ver A Favorita porque, em Terra de TV aberta, quem tem uma novela das oito é rei. Mas que dá desgosto, dá. Quem me salva a pátria agora é Pantanal. Taí uma novela digna. Às vezes de uma simplicidade que beira o mexicano, como nas tomadas do Rio de Janeiro que inevitavelmente antecedem uma cena de estúdio, em que as pessoas fatalmente estarão fazendo nada a não ser falar sobre a vida, como se ninguém mais tivesse nada para fazer a não ser esperar que os outros decidam alguma coisa a respeito de suas próprias vidas. (E não dá para não comentar a estratégia de marketing do SBT: anunciar que Pantanal começa assim que acaba a novela da Globo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a ação se passa praticamente em três locações: a fazenda de Zé Leôncio, a fazenda do Seu Tenório e a casa da segunda mulher desse último no Rio de Janeiro. Se juntarmos todos os personagens de Pantanal, eles não completam um núcleo de novela das oito da Globo. Há personagens-fantasma que aparecem a cada trinta capítulos, como a avó do Joventino e seu mordomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim, a novela é mais digna. É bela. A direção é firme, correta. Mesmo os atores que já tiveram atuações bem medianas em novelas globais posteriores me surpreendem em Pantanal (destaque para o bico e o impagável “seeei lá!” de Marcos Palmeira, fazendo pela primeira vez o personagem do peão xucro que depois ele cairia na besteira de repetir ad nauseum em outras milhares de novelas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Pantanal também há morte, mas as pessoas não matam porque são “terrivelmente más”: matam porque assim é a vida. Porque devem matar ou morrer. Matam por terras, por amor, por fraqueza, por sina. Matam pela simples banalidade da vida. Matam, simplesmente. Só não matam para levantar a audiência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2481347916019335271?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2481347916019335271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2481347916019335271&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2481347916019335271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2481347916019335271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/08/minha-favorita-pantanal.html' title='Minha Favorita é Pantanal'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2322885884501439747</id><published>2008-08-07T00:20:00.002-03:00</published><updated>2008-08-07T00:24:58.102-03:00</updated><title type='text'>Coisas que você não aprendeu na escola</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Que o Bocage foi o poeta mais expressivo do Arcadismo em Portugal a Da. Margarida certamente te ensinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que existe o “Bocage lírico” e o “Bocage satírico” é bem provável que ela também tenha te dito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Agora, sendo a escola por excelência uma instituição conservadora (e isso não é culpa da pobre Da. Margarida), du-vi-de-o-dó que ela tenha te contado o quão boca-suja era aquele gajo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros didáticos sempre dão um jeitinho de apresentar uma poesia satírica do Bocage que não faça corar a Da. Margarida. Mas acredite: perto dele, boquinha-da-garrafa é música de igreja. Taí o próprio, que não me deixa mentir, em suas lúdicas elucubrações sobre a prisão de ventre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Soneto da dama cagando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Manual Maria Barbosa du Bocage&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Cagando estava a dama mais formosa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;E nunca se viu cu de tanta alvura;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Porém o ver cagar a formosura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Mete nojo à vontade mais gulosa! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Ela a massa expulsou fedentinosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Com algum custo, porque estava dura;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Uma carta d'amores de alimpadura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Serviu àquela parte malcheirosa: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Ora mandem à moça mais bonita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Um escrito d'amor que lisonjeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Afetos move, corações incita: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Para o ir ver servir de reposteiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;À porta, onde o fedor, e a trampa habita,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Do sombrio palácio do alcatreiro!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2322885884501439747?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2322885884501439747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2322885884501439747&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2322885884501439747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2322885884501439747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/08/coisas-que-voc-no-aprendeu-na-escola.html' title='Coisas que você não aprendeu na escola'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-3810330217864459992</id><published>2008-07-24T00:18:00.003-03:00</published><updated>2008-07-24T00:27:40.838-03:00</updated><title type='text'>Não existe queijo ruim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;No msn, ela contava ao amigo mineiro sobre a balada daquela noite. Sofrível. Acompanhara uma amiga animada a certo estabelecimento nos Jardins, de propriedade de representantes da mais fina elite paulistana, e o resultado não poderia ter sido outro: hordas de homens plastificados, robotizados, de peitorais assustadoramente definidos quase rompendo a camiseta justa, invariavelmente estampada com um brasão, corrente grossa no pescoço, cabelos duvidosamente penteados com gel. Até o cheiro daquelas criaturas era estranho. Simplesmente não pareciam desse planeta. A qualquer momento puxariam a máscara que recobria seus rostos e revelariam a sua verdadeira identidade alienígena. Sentira medo de olhar para os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo mineiro, ouvinte sempre atento e interessado, quis saber se havia rolado interação com o sexo oposto. Ela rebateu no ato: lera uma linha do que ela dissera? Achava que ela era mulher de dar mole para bonecos &lt;em&gt;chuck&lt;/em&gt;? Ele assentiu, lera tudo. Mas ainda assim resolvera perguntar. Afinal, como se diz por aí, “no inferno abrace o capeta”. E completou: para mineiro, não existe queijo ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu-se. Que revelação! Logo o amigo mineiro, sempre tão tímido, vira-e-mexe confessando seu sem-jeito na abordagem das mulheres, tão discreto. Não à toa se diz por aí que “mineiro come quieto”. Pois sim. Ora, ora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em vez ela se lembrava da máxima mineira: não existe queijo ruim. E ficava se perguntando quantas e tantas o amigo mineiro não devia estar aprontando, com tão poucas exigências em matéria feminina. Às vezes até se perguntava se não residiria no provérbio um tanto de sabedoria. Mas, ao lembrar dos &lt;em&gt;chucks&lt;/em&gt;, rapidamente concluía que havia, sim, queijo de todo o tipo, mas nem todos eram para o seu paladar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois o amigo mineiro se aprochegou para uma visita à capital. Escolheram um bar simpático com banda de jazz ao vivo e aproveitaram para pôr em dia o assunto que o msn já não dava mais conta de atualizar. Papo vai, papo vem, voltaram ao tema dos queijos. Ele começou a teorizar sobre aqueles que, quando criança, ele julgava merecedores de ir à lata de lixo e, depois de adulto, passou a comer com gosto. Ela achou graça de ele tergiversar e comentou, maliciosa, que não era bem sobre queijo que eles falavam quando o dito veio à baila pela primeira vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desentendeu-se. Sobre o que falavam então? Ela riu-se mais um pouco. Homem escorregadio... Tentou comer pelas beiradas: lembrava-se de uma conversa que haviam tido sobre “abraçar o capeta”? Ele lembrou, confirmou, mas garantiu que o queijo era uma coisa, o capeta era outra. Provavelmente falavam sobre comida quando ele pontificou sobre os laticínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria competir com a memória infalível da moça... Que não só se lembrava como tinha provas: guardara a conversa do msn. Assim que desse, demonstraria. E ainda arrematou: não se lembrava que tempos depois, em outra conversa ainda, ela perguntara a ele sobre a qualidade dos queijos em sua última visita a Minas? E ele respondera, malandramente, que “os queijos estavam perfeitos”? Queria agora convencê-la de que era realmente sobre queijos que eles falavam? O amigo afirmou, com patente seriedade, que da parte dele sem dúvida se tratava de queijos, laticínios, víveres, gênero alimentício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não quis dar o braço a torcer, mas encafifou-se. Seria possível que tivesse se enganado? Bem que às vezes achava o amigo mais apegado ao pé da letra do que ela... Na primeira oportunidade, correu para o histórico do msn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, no meio da conversa sobre &lt;em&gt;chucks&lt;/em&gt;, correntes douradas, cabelos engomados, cheiros estranhos, interações com o sexo oposto e alienígenas, corria uma breve conversa paralela [entre colchetes] sobre o paladar infantil dela, que não se amigava ao álcool, e a sua preferência por um sabor de pizza que ninguém mais apreciava: catupiri com milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E logo depois da alusão do amigo ao amplexo no coisa-ruim, a máxima mineira [também entre colchetes]: não existe queijo ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela teve que aceitar que Foucalt, Bakhtin, Freud &amp;amp; Cia. tinham razão. Impossível prever a infinidade de fatores que interferem no processo comunicativo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo mineiro? Um &lt;em&gt;gentleman&lt;/em&gt;, é claro. Até que os queijos provem o contrário. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-3810330217864459992?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/3810330217864459992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=3810330217864459992&amp;isPopup=true' title='51 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3810330217864459992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/3810330217864459992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/07/no-existe-queijo-ruim.html' title='Não existe queijo ruim'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>51</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-6538768102464704061</id><published>2008-07-22T23:39:00.001-03:00</published><updated>2008-07-22T23:42:53.579-03:00</updated><title type='text'>Caça com gato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Amiga, a dica da semana para driblar a estiagem é fazer da sua panela de pressão um &lt;em&gt;poderoso umidificador de ar caseiro&lt;/em&gt;! Escolha legumes sortidos, de cores variadas, e faça uma sopa bem colorida! Encha a panela de pressão com água até a boca e deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de uma hora, até o vapor umedecer todas as janelas da casa. Ao desligar o fogo e levantar o pino da panela, não deixe de aproveitar para inalar profundamente o vapor até o último minuto! Essa vale por uma receitinha da vovó, não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-6538768102464704061?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/6538768102464704061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=6538768102464704061&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6538768102464704061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/6538768102464704061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/07/caa-com-gato.html' title='Caça com gato'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4032416801242711305</id><published>2008-07-20T00:38:00.001-03:00</published><updated>2008-07-20T00:40:50.500-03:00</updated><title type='text'>Amor perdido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Revirei gavetas e saudades. Levantei poeira de um amor perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não do último. Do primeiro. Se não o primeiro de todo, pelo menos o de fato e de direito. E não perdido pelo fim do amor – embora, de alguma forma, em algum momento, o amor em si também tenha se perdido –, mas perdido no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endereço, telefone, e-mail, nada mais nos conecta. Nove anos foram suficientes para que todos os nossos pequenos pontos de contato deixassem de existir. Moramos em cidades diferentes. Em dois mundos diferentes. Não temos amigos em comum. Comum é o seu nome, tão comum que nem a velha lista telefônica é pista suficiente para reencontrá-lo. Nem mesmo o milagroso orkut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caberiam medidas extremas, mas em nome de quê? Tudo aconteceu há tanto tempo... O amor foi vivido inteiro, com começo, meio e fim. As vidas seguiram rumos diferentes. Enquanto ainda doía ficar sem ele, tentei mantê-lo perto de mim. Ele não quis. Foi em frente, amou de novo, guardou distância respeitosa. Eu também. Aquela que o amou é hoje um espectro, como se muitas outras vidas já houvessem se passado desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os e-mails empoeirados, de um tempo em que conhecer alguém pela internet ainda soava estranho aos ouvidos dos amigos, são a prova de que tudo aconteceu, e nessa vida. Fazem lembrar que o que se viveu foi muito mais do que um amor adolescente. Dois anos de um amor verdadeiro, que prevaleceu sobre uma diferença de sete anos de idade e seiscentos quilômetros de distância. Muitos dias de saudade, muitas noites de paixão. O frenesi de saber-se amada. O deslumbramento depois da primeira noite juntos. O primeiro eu-te-amo. O dormir abraçado, colado, fundido, no dia da morte do pai dele. O calor daquele quarto, daquele corpo. Tantas lágrimas derramadas pela simples inexperiência de amar e, ainda assim, a felicidade extrema. Ah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os outros estão perto, mesmo que não próximos; à distância de um amigo, sete quadras ou um telefonema. Ele não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho as gavetas e as saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é a vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4032416801242711305?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4032416801242711305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4032416801242711305&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4032416801242711305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4032416801242711305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/07/amor-perdido.html' title='Amor perdido'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-743964755446551436</id><published>2008-07-07T23:08:00.001-03:00</published><updated>2008-07-07T23:09:56.825-03:00</updated><title type='text'>Aforismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Não existe chefe normal. Se você acha o seu chefe equilibrado e previsível, isso significa apenas que já se acostumou à loucura dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-743964755446551436?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/743964755446551436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=743964755446551436&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/743964755446551436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/743964755446551436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/07/aforismo.html' title='Aforismo'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-7876444581965937455</id><published>2008-07-01T23:37:00.001-03:00</published><updated>2008-07-01T23:40:51.472-03:00</updated><title type='text'>A psicoescatologia da vida cotidiana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Depois de trabalhar durante quatro anos no subsolo, em salas sem janela ou com janelas que davam para o mais puro ar do estacionamento, olhando para paredes com mofo ou para trilhas de formiga, mudei de emprego e literalmente subi na vida: fui para o terceiro andar, sento de frente para a janela, meu lixo é limpo três vezes por dia, trabalho com um computador novíssimo, em uma cadeira para lá de confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor de tudo é o banheiro. Banheiros individuais são um luxo! Especialmente para pessoas que, como eu, sofrem de prisão de ventre. Quer coisa mais constrangedora do que se haver com as suas dificuldades de evacuação ouvindo conversas alheias? (E, o pior de tudo, sendo ouvida?) Isso quando a chefe não resolvia despachar lá mesmo, no banheiro. Sorte que a surdez sempre foi desculpa convincente (e real) para não prolongar muito os assuntos separados por paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o banheiro coletivo do trabalho anterior não primava pela limpeza e não era raro encontrar um “presentinho” da usuária anterior, ou mesmo experimentar na pele os problemas de relacionamento com a descarga e depender da boa vontade de uma vizinha de boxe para conseguir um balde com água e apagar as provas do crime. Felizmente, são águas passadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nova sala, além dos banheiros claramente sinalizados e próximos das estações de trabalho, há um outro, de canto, escondido, que só fui descobrir depois de alguns dias. Levei algum tempo para entender por que algumas pessoas caminhavam resolutas naquela direção e só retornavam após alguns minutos. A desvantagem é que o espelho e a pia ficam em área externa – fora do campo de visão dos colegas de sala, é verdade, mas de frente para uma das janelas que dão para a rua principal –, inibindo aquela checagem obrigatória do perfil, dentes, cabelo, olhos e sobrancelhas. Por outro lado, uma vez que você passe por aquela porta, pode se ausentar durante um tempo significativo sem que os seus colegas de trabalho desconfiem dos momentos difíceis pelos quais você pode estar passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias atrás, o banheiro feminino principal estava ocupado e me dirigi ao “privê”. Antes de desabar sobre o vaso, no entanto, notei que ele estava sem água. Ufa! Ainda bem que percebi a tempo! Imaginem que mico usar o banheiro quebrado logo nas primeiras semanas do novo emprego. Discretamente me recompus, abri a porta e me encaminhei à segurança do banheiro nosso de cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ou dois dias depois, a cena se repetiu. Mais familiarizada com os altos padrões de qualidade da empresa – que se refletem, inclusive, na manutenção dos banheiros –, desconfiei da minha percepção inicial sobre o vaso quebrado. Afinal, a troco do quê deixariam um banheiro descontinuado sem nenhuma sinalização, permitindo que os funcionários passassem pelo constrangimento de utilizá-lo sem condições mínimas de higiene? Ou melhor, por que esperariam mais de dois dias para mandar consertá-lo? Por via das dúvidas, antes de qualquer coisa resolvi acionar a descarga. Bingo! A água jorrou na horizontal, de um lado para o outro da cavidade sanitária, com vazão suficiente para eliminar qualquer vestígio dos aliviamentos. Satisfeita, atendi ao chamado da natureza e voltei tranqüilamente aos meus afazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira tentativa de usar o banheiro, resolvi arriscar: sem testar a descarga, entreguei minha contribuição ao vaso e torci para que o princípio da uniformidade da natureza humiano não me deixasse na mão. Foi nesse ato de coragem que entendi o fascínio que o tal banheiro exerce sobre as pessoas: já imaginou ter a oportunidade diária de examinar a sua produção “in natura”?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-7876444581965937455?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/7876444581965937455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=7876444581965937455&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7876444581965937455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/7876444581965937455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/07/psicoescatologia-da-vida-cotidiana.html' title='A psicoescatologia da vida cotidiana'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-5636462108613128484</id><published>2008-06-18T23:43:00.000-03:00</published><updated>2008-06-18T23:44:31.795-03:00</updated><title type='text'>Olhos meus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Se há algo a celebrar nos pequenos e grandes desvios é o poder que eles têm de colocar em relevo as miudezas que, outra feita, seriam invisíveis aos nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O metrô sempre tão cheio de poesia concreta. Lá os vi. De longe e de costas um único corpo. Vencidas distâncias, a figura ainda não encontrava equivalência nas categorias do meu conhecer. Seria uma mulher, amparada pelo companheiro, se locomovendo com o auxílio de um andador? Foi só no emparelhar que realmente os apreendi: os dois cegos, braços tão entrelaçados que eram um, as bengalas tateando o caminho em movimentos sincrônicos de pára-brisa, vup-vup, vup-vup, varrendo o chão, marcando o compasso. Ele, mais alto, protetoramente envolvendo as costas dela, mas sem hierarquia. O que lhes faltava de olhos sobrava de harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era eu a única a me admirar da cena. Havia quase uma suspensão coletiva dos pequenos aconteceres no olhar o casal. Se por um segundo suspeitávamos – a escada! O degrau! A coluna! – eles jamais se abalavam e nada perturbava a sua caminhada. As bengalas astutamente alertavam o porvir e seguiam, resolutas. Sem sobressaltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o se dar conta de que tudo o que se poderia um-dia-pensar-dizer sobre o amor estava ali, condensado na singela, onze horas da manhã, meio da multidão.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-5636462108613128484?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/5636462108613128484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=5636462108613128484&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5636462108613128484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/5636462108613128484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/06/olhos-meus.html' title='Olhos meus'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4789341772039163770</id><published>2008-06-12T23:43:00.002-03:00</published><updated>2008-06-12T23:47:34.589-03:00</updated><title type='text'>Troféu-joinha: Dia dos namorados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Eu sou bem mais um &lt;a href="http://www.nao2nao1.com.br/"&gt;Gitti&lt;/a&gt; do que um &lt;a href="http://www.manualdocafajeste.com/"&gt;Cafa&lt;/a&gt;, mas esse ano o post de &lt;strong&gt;Dia dos Namorados&lt;/strong&gt; do nosso amigo superou todos os concorrentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Já que o tempo ruge e a falta de inspiração abunda, deixo-os em boa companhia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.manualdocafajeste.com/2008/06/12/sozinha-no-dia-dos-namorados-o-cafa-tem-a-solucao/#comment-10308"&gt;Leiam&lt;/a&gt; e se deliciem com as dicas do Cafa para as solteiras nesse 12 de junho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4789341772039163770?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4789341772039163770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4789341772039163770&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4789341772039163770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4789341772039163770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/06/trofu-joinha-dia-dos-namorados.html' title='Troféu-joinha: Dia dos namorados'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8669207373119316731</id><published>2008-06-09T00:22:00.002-03:00</published><updated>2008-06-09T00:25:46.040-03:00</updated><title type='text'>Sex and the city</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Dane-se que a vida não tem aquele &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt;. Amei cada segundo. Ri, chorei, sofri, me apaixonei pela Carrie de novo, perdoei o Big mais uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;E quem me chamou de Cris Bradshaw estava certo: também acho que o amor é a única grife que nunca sai de moda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8669207373119316731?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8669207373119316731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8669207373119316731&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8669207373119316731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8669207373119316731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/06/sex-and-city.html' title='Sex and the city'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8557923075953738660</id><published>2008-05-30T02:38:00.000-03:00</published><updated>2008-05-30T02:42:38.473-03:00</updated><title type='text'>Assassina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Socorro! Meu cacto morreu. Existe maior evidência de incapacidade herbal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironia das ironias: uma amiga querida foi viajar por um mês e deixou justamente quem encarregada de regar as plantas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ela soubesse quantas mortes vegetais carrego nas costas, pensaria duas vezes antes de me confiar o seu jardim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8557923075953738660?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8557923075953738660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8557923075953738660&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8557923075953738660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8557923075953738660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/assassina.html' title='Assassina'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8888432337396778711</id><published>2008-05-25T04:36:00.001-03:00</published><updated>2008-05-25T04:38:27.590-03:00</updated><title type='text'>Vida bandida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Você pensa que nunca vai acontecer com você (e torce para isso também), o que é bom, já que sofrer por antecipação faz mal para o fígado e não prepara ninguém para a experiência real. Mas, eventualmente, pode acabar acontecendo. Em um feriado qualquer, você está sentado tranqüilamente com um casal de amigos na mesa de um simpático restaurante do seu bairro, aguardando o seu jantar enquanto joga conversa fora, e vê um homem se aproximando da sua cadeira e dizendo algo parecido com “bolsa”, “celular”. Sem entender o que ele diz, você se vira e pergunta “como?” e então ele levanta a blusa e mostra o revólver empunhado para não deixar nenhuma dúvida: “a bolsa, o celular, rápido”. Ainda tentando juntar as sensações com os pensamentos, você abre a bolsa em busca do celular, mas ele interrompe: “dá a bolsa inteira, rápido!”. Você entrega a bolsa e passa a ver tudo em câmera lenta, imaginando se o resto do restaurante vai se dar conta do que está acontecendo. Mas em dois segundos percebe que há mais dois homens igualmente armados que já renderam as mesas de dentro e também o caixa do restaurante. Eles não falam alto, evitam levantar o revólver, mas é difícil prever se o final da história já está perto ou longe e qual vai ser o desfecho. Uma cliente desavisada atravessa a rua em direção ao restaurante rendido. Uma mulher sentada na mesa ao seu lado tenta alertá-la: “vai embora, vai embora”. A mulher não dá ouvidos e rapidamente é abordada por um dos bandidos: “passa a bolsa”. Ela reage com indignação, “não vou dar!”, e quase é possível ouvir todos dentro do restaurante prendendo a respiração ao mesmo tempo. Dois revólveres apontados em direção à mulher fazem com que ela mude de idéia. Pronto, mais algumas bolsas e celulares (inclusive o do seu amigo, mas felizmente a carteira dele e a bolsa da sua amiga ficam intactas), eles mandam todos para a área interna do restaurante e dão o fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sem reação por alguns instantes. As crianças choram. Os garçons continuam circulando e levando os pratos às mesas, sem saber muito bem qual é o protocolo para situações com essa. A proprietária do restaurante convida os clientes a se sentarem e terminarem a sua refeição, afirmando que isso “jamais aconteceu antes”. Mas o apetite se foi. E ainda há muito a fazer: cancelar cheques, cartão do banco, bloquear celular. Quanto mais rápido, melhor. E, sem celular, só é possível fazer isso do telefone de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e a chave do carro? Estava na bolsa. Bom, você tem outra em casa. Mas e a chave de casa? Também na bolsa... Ah, que sorte você ter deixado uma cópia na portaria do prédio para a faxineira. Os seus amigos te dão uma carona para casa e sobem para te fazer companhia enquanto você inicia a operação-bloqueio. Depois vão te levar de novo até o seu carro para que você possa trazê-lo para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a epopéia dos assaltados. Vinte minutos andando em círculos pelo menu da Claro, que pede que você aguarde para falar com a operadora para em seguida repetir todas as opções do menu &lt;em&gt;ad nauseum&lt;/em&gt;. Melhor tentar o Itaú. Primeiro você consegue navegar pelo menu eletrônico até a opção “bloquear cartão”. A gravação informa: “para bloquear o seu cartão SEM emissão de um novo cartão, digite 3. Para bloquear o cartão COM emissão de um novo cartão, digite 4”. Bem, você precisa de um novo cartão, o mais rapidamente possível. Após apertar o 4, a gravação alerta: “atenção! A emissão de um novo cartão está sujeita a cobrança de tarifa! Confirma a operação?” Já que nenhum ser humano se oferece para trocar uma idéia com você, o jeito é confirmar e pelo menos ter a tranqüilidade de que o seu cartão não será usado pelos bandidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você não consegue bloquear os cheques pelo menu eletrônico, desliga o telefone e liga novamente, digitando inúmeras teclas até ouvir a voz de um operador. Isso leva mais alguns minutos. Ao ser atendida pelo Rafael, começa a dizer “boa noite, por gentileza, eu fui assaltada...” mas rapidamente é interrompida com “Um minuto, por favor” e retorna ao menu eletrônico. Respira fundo, põe o fone no gancho e reinicia a operação. Dessa vez quem te atende é o Moisés. Você explica tudo o que aconteceu: “fui assaltada, levaram a minha bolsa, tudo dentro, inclusive cartão de débito e cheques, acho que já consegui bloquear o cartão, mas não os cheques...”. Você espera algum tipo de empatia, de humanidade, mas o atendente dispara, tal qual um menu eletrônico: “nome completo? Endereço? Diga APENAS o dia de seu nascimento. Nome completo de sua mãe? Nome completo de seu pai? Seu CPF? Seu nome completo novamente?” e depois de responder a todas essas perguntas, você ainda ouve atônita, pela terceira vez: “com quem eu falo?”. Exausta, você implora que ele bloqueie os seus cheques. Ele pergunta se são apenas algumas folhas ou o talão inteiro. Você explica que foi o talão inteiro, mas algumas folhas já haviam sido usadas por você. Ele diz: “então o motivo do bloqueio é oposição ao pagamento?”. “Não, meu senhor. O motivo do bloqueio é ASSALTO A MÃO ARMADA”. Suspirando profundamente, o atendente insiste: “minha senhora, existem duas formas de bloqueio: o bloqueio por oposição ao pagamento é para as folhas que já foram assinadas. O outro bloqueio é para as folhas ainda não utilizadas. Qual bloqueio a senhora deseja solicitar?”. “Meu senhor: eu fui assaltada. Algumas folhas já haviam sido utilizadas, outras estavam em branco. Cabe ao senhor me dizer qual é a categoria de bloqueio que se encaixa nessa situação.”. “Nesse caso, senhora, faremos o bloqueio por oposição ao pagamento, mas a senhora deve comparecer na agência bancária em até dois dias úteis para confirmá-lo, caso contrário o talão será automaticamente desbloqueado. Quanto ao seu cartão, consta que ele já foi bloqueado!” “Sim, eu disse ao senhor no início da ligação que já havia bloqueado o cartão pelo menu eletrônico...”. “Bem, a senhora está ciente de que a opção ‘bloqueio com emissão de novo cartão’ está sujeita a cobrança de tarifa?”. “Mesmo em caso de ASSALTO?”. “Bem, se a senhora quiser posso cancelar o pedido de emissão de um novo cartão e na segunda-feira a senhora vai até a agência e conversa com sua gerente...” “Não, não, eu pago a tarifa.”. Mais um assalto, dessa vez institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a vez da Claro novamente. Você consegue navegar pelo menu eletrônico até a opção “bloqueio de celular por perda ou furto”. Uma gravação informa: “ao abrir o seu chamado, você receberá um número de protocolo. Para que o seu bloqueio seja confirmado, deve enviar o número do protocolo via torpedo para a Anatel em até 24 horas”. Tá bom, mas como mandar torpedo se o seu celular foi ROUBADO??? Você explica a situação para o simpático atendente, que aparentemente percebe o absurdo da solicitação. Passa o telefone para o seu amigo, que também precisa bloquear o celular dele. Por fim, o seu amigo informa que para habilitar o seu número em um novo aparelho, será preciso apresentar um boletim de ocorrência – mas é possível fazê-lo pela internet, segundo o atendente da Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de dormir, você entra na delegacia virtual e, obedecendo às instruções do menu, abre dois boletins de ocorrência: um apenas para os documentos, outro para o celular. No dia seguinte, vem a resposta por e-mail: os dois boletins foram negados. Motivo da negação do segundo: a ocorrência já havia sido relatada pelo primeiro. Motivo da negação do primeiro: a delegacia só permite o registro de ocorrência de furto. Em caso de roubo, você deve se dirigir à delegacia mais próxima portando cópia do e-mail com a recusa dos boletins eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não tem impressora em casa, você ignora a ordem do e-mail, pede cinqüenta reais emprestados para a vizinha só para não ficar inteiramente desprevenida (sem cartão e sem cheque, nada de dinheiro, e o pouco que você tinha também estava na carteira) e se dirige à delegacia da Lapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na recepção, explica ao oficial de plantão: “por favor, preciso fazer um boletim de ocorrência”. “O que aconteceu?”. Bem, você não imagina que vá contar toda a ocorrência de pé na mesa da recepção, então apenas indica: “assalto”. Como se você fosse surda ou burra, o oficial repete: “O que aconteceu?”. Pacientemente, você começa a narrar: “eu estava em um restaurante ontem à noite e fui abordada por um homem armado...” O oficial interrompe: “na Aimberê?” Diante da afirmativa, ele explica, cortês: “veja, este boletim de ocorrência já foi aberto na 23ª DP... A senhora pode abrir outro aqui, mas o IDEAL é que seja incluída no boletim que já foi feito lá”. Bem, que azar, mas de fato se o melhor a fazer é isso, você se dirige à outra delegacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega junto com dois dos três policiais de plantão, carregados de sacolas de lanchonete e copos de plástico. “Pois não?” “Parece que já abriram aqui um boletim de ocorrência sobre um assalto que ocorreu ontem em um restaurante na Aimberê...”. “Pode se sentar”. O policial se dirige até a televisão, muda de canal para sintonizar no jogo que está começando e some no interior da delegacia, seguido do outro que carregava as sacolas. Alguns minutos depois, o terceiro, que mexia no computador, também se dirige aos fundos da delegacia. Sozinha na enorme sala de espera da delegacia, você fica na companhia do Hino Nacional, pensando na sua “terra adorada”, no seu “povo heróico” na “clava forte da justiça”... O relógio marca a passagem do tempo: um minuto, dois, cinco, dez. O último policial, o mais bem-vestido, volta ao seu computador e continua o seu trabalho de digitação. O segundo se senta na cadeira em frente a ele. O terceiro, entre um arroto e outro do seu guaraná gelado, senta na sua cadeira e gasta mais alguns minutos assistindo ao jogo e fazendo comentários amigáveis para os seus colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imersa em pensamentos, você ouve o policial te chamar, mas ainda duvida de que finalmente tenha chegado o momento de ser atendida. Para não deixar dúvidas, ele bate palmas. Você se dirige até a mesa dele e informa quais foram os documentos roubados, enquanto ele digita lentamente os dados no computador e acompanha mais alguns lances do jogo de futebol. Em meio àquele deserto emocional, o outro policial finalmente se dirige a você e pergunta: “quantas pessoas estavam no restaurante?” “Ah, estava cheio... umas quarenta”. “Vixe... então vai longe essa história. Hoje passamos o dia atendendo esses casos. Se não fosse por isso, tava light...” O outro emenda: “bom, mas alguns devem ir até a delegacia da Lapa...” Esclareço: “eu fui até lá, mas eles me orientaram a vir aqui porque o boletim já tinha sido aberto”. Os três trocam olhares e um resmunga: “brincadeira, viu...”. Eu pergunto: “não precisava vir até aqui?” “Não, minha filha... boletim de ocorrência você pode abrir em qualquer delegacia. O que acontece é que um sempre chuta pro outro, pra falar português claro...”. “E vocês descobriram alguma coisa?”. O policial, sem tirar os olhos da tela do computador, estala a língua e resmunga: “esquece!”. Imprime o BO em três vias, você avisa que ele digitou o número da sua agência bancária errado mas ele afirma que não tem problema, não há necessidade de consertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próxima parada: a loja da Claro, a única coisa que você consegue adiantar ainda durante o final de semana. Sendo cliente há dez anos e tendo adquirido o seu último celular (também por conta de um assalto) em setembro de 2006, você supõe que tenha alguma chance de conseguir um novo aparelho com a apresentação do BO. Ao pegar a senha na porta da loja, o atendente explica: “Se a senhora quiser pode ligar para a nossa Central e tentar negociar um aparelho...”. “Mas não posso fazer isso aqui mesmo na loja?” “Bom, poder pode, mas a senhora conseguiria condições melhores se negociasse com a nossa Central”. “Bom, como MEU CELULAR FOI ROUBADO, não tenho como ligar para a Central. E como já estou aqui, vou tentar negociar com a vendedora mesmo, obrigada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinqüenta minutos depois, o seu número é chamado. Você explica a situação para a vendedora, mostra o boletim de ocorrência. Ela confirma que você tem direito a um aparelho, afinal não está mais na carência, pode tirar por um real, dez reais ou até gratuitamente dependendo do modelo. Traz as opções, você escolhe e então ela pede: “preciso do seu RG e CPF originais”. Com um suspiro e o resto da sua paciência, você explica: “Então, justamente... como eu vinha te dizendo, fui assaltada e levaram toda a minha bolsa. Minha carteira, meu RG, CPF, carteira de motorista, título de eleitor, cartão do banco, talão de cheques, tudo. Inclusive, é por isso que preciso de um novo celular.” “Ah, mas a senhora não foi ao Poupatempo?” “O Poupatempo não está funcionando hoje, fui assaltada ontem às dez da noite”. “Bem, vou verificar com a gerente...”. “Olha, tenho aqui um xerox do meu RG e o documento do meu carro... isso foi tudo o que deu para salvar”. Alguns minutos depois: “infelizmente não vai ser possível... só mesmo com o original do CPF e do RG. Mas eu posso anotar num papel o número do modelo para a senhora e...” “Não se incomode, a sua anotação não vai evitar a minha dor de cabeça de ficar sem comunicação até segunda-feira e nem pegar outros cinqüenta minutos de fila para ser atendida novamente por você após ter passado o dia no Poupatempo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que não há o que fazer até a segunda-feira chegar, o jeito é pegar uma carona e ir até a casa de uma amiga para arejar a cabeça e relaxar. Mas não sem antes, no caminho, ter o carro abordado no sinal e ouvir: “cinco reais para eu não puxar o revólver...”. Que mundo cão. De um lado, os bandidos, pra quem a sua vida não tem absolutamente nenhum valor. Do outro, a lógica do mercado, eficientíssimo na hora de vender, lentíssimo na hora de resolver o seu problema; máquinas no lugar de pessoas, indiferença no lugar de humanidade. Do outro, a polícia, para quem a sua vida vale ainda menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o gosto amargo na boca. Como diria José Simão: “hoje, só amanhã...”. Pátria amada, Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8888432337396778711?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8888432337396778711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8888432337396778711&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8888432337396778711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8888432337396778711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/vida-bandida.html' title='Vida bandida'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4376547082288704790</id><published>2008-05-22T02:14:00.001-03:00</published><updated>2008-05-22T02:16:48.275-03:00</updated><title type='text'>O último sonho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Estamos no seu consultório, eu sentada em minha cadeira e você na sua, &lt;strong&gt;que é um trono e fica em uma espécie de mezanino, bem acima do chão.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu: Primeiro eu queria te perguntar: você tem se sentido confortável aí no seu trono?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você desce do mezanino e se senta na beira da minha cama.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você: Uma pessoa me disse que eu tenho muita dificuldade de me expressar. Achei que o trono podia ajudar...&lt;br /&gt;Eu: E você ficar mais desconfortável, né? Bom, vamos lá: fiz a minha lição de casa.&lt;br /&gt;Você: Você sempre faz a sua lição de casa!&lt;br /&gt;Eu: Sim, mas é justamente sobre isso que eu quero falar... Estou lendo o Freud e gostando muito.&lt;br /&gt;Você: E o que você está achando do Freud?&lt;br /&gt;Eu: Já li quatro textos: o caso Elisabeth (você fica espantada), Uma breve descrição da psicanálise, Seis lições elementares e agora estou lendo Sobre os Sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se deita na cama, apoiando a cabeça sobre o braço, como se fosse uma amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você: Cristina... Cristina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Percebo que dormi. Estou coberta. &lt;/strong&gt;Lembro do que você me disse uma vez, quando eu comentei em uma sessão que estava como sono, vontade de deitar e dormir: “Dormir na frente de alguém é sinal de muita confiança!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: Mas até onde eu consegui contar para você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Encontramos minha mãe&lt;/strong&gt;, que fala alguma coisa sobre o Charcot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você: E o que você acha do Charcot?&lt;br /&gt;Eu: Só vi o Charcot como apoio para o Freud. Meu curso é 100% orientado para o Freud. Mas minha mãe ficou tão encantada com o Charcot que achou que o Freud é que é apoio para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto falamos, estou vendo um mostruário de bijuterias. Pego &lt;strong&gt;na mão um par de alianças de compromisso. Fico com medo de acharem na loja que estou roubando o anel que já estava comigo. Devolvo as alianças ao mostruário.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estamos em uma sala de espera, eu você e mais uma pessoa. Estamos vendo TV.&lt;/strong&gt; Minha mãe está sentada na cama dela, mexendo em sua agenda. Estou de pijama. Minha irmã entra na sala com um rapaz muito magro, ela também de pijama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, você entra no quarto da minha mãe e vocês abrem a agenda e combinam um horário para um compromisso. Penso que preciso pagá-la, &lt;strong&gt;lembro que estou de pijama e fico me perguntando onde está o dinheiro.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4376547082288704790?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4376547082288704790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4376547082288704790&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4376547082288704790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4376547082288704790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/o-ltimo-sonho.html' title='O último sonho'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-2197077453958124533</id><published>2008-05-20T00:00:00.003-03:00</published><updated>2008-05-20T00:25:48.116-03:00</updated><title type='text'>Piada interna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Roupa? Jóia? Livro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Que nada. Arranjei um presente muito mais supimpa de Dia das Mães: uma profissão bem simplinha, que ela consegue comunicar em apenas uma palavra, e um emprego que ela vai poder resumir em uma frase. Curta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-2197077453958124533?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/2197077453958124533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=2197077453958124533&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2197077453958124533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/2197077453958124533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/piada-interna.html' title='Piada interna'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4655176830044671115</id><published>2008-05-15T01:54:00.002-03:00</published><updated>2008-05-15T02:05:31.299-03:00</updated><title type='text'>Ciclotimia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SCvEiYnbSbI/AAAAAAAAADU/0eGKkVCOI98/s1600-h/vinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200466289731783090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SCvEiYnbSbI/AAAAAAAAADU/0eGKkVCOI98/s200/vinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Cheio vazio cheio vazio cheio vazio madrugada e-mail móveis desejo dia de sol preguiça fotografia dor de cabeça cama fria escrita solidão homeopatia presente do bebê amiga sumiço pão caseiro divã boas novas comentários colação de grau saudade aquele livro novo é ótimo ausente correio sono msn sem gasolina no meio da rua mais dinheiro mais trabalho menos dinheiro mais trabalho sem trabalho sem tempo será que vou te conhecer tédio macarrão esperança língua portuguesa máscara internet acabou o jornal lembranças filme dublado contas depressão lâmpada queimada passado dedetização trabalho novo cadê você música sexo postura de equilíbrio trânsito um novo amigo cadê a bolinha notícia ruim euforia blog professora do colégio silêncio princípio do prazer distância promoção futuro leveza sapato furado espanhol medo cama nova luzes o sonho é a via régia para o inconsciente insônia minha planta cresce novela das oito cães sms festa de aniversário idéias vazio cheio vazio cheio vazio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4655176830044671115?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4655176830044671115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4655176830044671115&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4655176830044671115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4655176830044671115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/ciclotimia.html' title='Ciclotimia'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SCvEiYnbSbI/AAAAAAAAADU/0eGKkVCOI98/s72-c/vinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-1795170278691578755</id><published>2008-05-14T00:13:00.001-03:00</published><updated>2008-05-14T00:15:48.361-03:00</updated><title type='text'>13 de maio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Era um sábado frio, como o dia de hoje. 13 de maio. Não fosse a minha “memória ridícula”, como você carinhosamente costumava dizer, talvez a data estivesse gravada do mesmo jeito, pela ironia do seu simbolismo. Quatro anos antes, quando pela primeira vez você sentiu a sua liberdade ameaçada pela minha presença na sua vida, foi no mesmo 13 de maio que tentou partir de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente daquela primeira vez, essa nossa conversa durou menos de 15 minutos. Você foi direto ao ponto e, mesmo engasgada de susto (não era a nossa “melhor fase”?), tantas vezes já vivera essa cena na minha cabeça que foi mais fácil te deixar ir. Sem emoções ou energia, quis tratar de questões práticas: “quem vai ficar com a Mimi?”. Você achou que não era hora, queria pedir desculpas. Eu não queria ouvir desculpas, então pedi pra você ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que aconteceu nas quarenta-e-oito-horas-seguintes faz parte de um quadro semi-abstrato na minha lembrança. O tempo chutou pedrinhas pela rua enquanto eu tentava juntar algumas partes de mim. Na segunda-feira, São Paulo parou; às quatro da tarde não se via mais viv’alma. Temi por você, sozinho, talvez distraído das notícias. Liguei, pedi para ficar em casa. O hábito de cuidar de você, a intimidade já não era mais minha. E todos pareciam silenciosamente se unir à minha dor: a guerra era fora e dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem quando foi que o amor acabou (alguém sabe?). Nem você sabia. Às vezes achava que fazia tempo; outras, que ainda não tinha acabado. Mas, naquele sábado, alguma coisa que meus olhos tinham visto e a cabeça ainda não tinha percebido, o meu coração já sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que leva metade do tempo que se passou junto. Se assim fosse, hoje eu finalmente me livraria de você. Mas não é. Você está em mim como eu estou em você, mesmo que a vida não seja mais a mesma. Já não dói, mas esquecer é impossível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-1795170278691578755?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/1795170278691578755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=1795170278691578755&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1795170278691578755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/1795170278691578755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/13-de-maio.html' title='13 de maio'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-8048537165517947405</id><published>2008-05-11T22:31:00.001-03:00</published><updated>2008-05-11T22:39:38.822-03:00</updated><title type='text'>Sereia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Ela me conta que nasci com uma icterícia muito forte e, por isso, ela teve alta antes de mim. Os primeiros dias de vida passei no hospital, tomando banho de luz, de olhos tapados, berrando a plenos pulmões, “sem nenhum paninho pra me confortar”. Na hora de mamar, era entrar no quentinho do colo dela e logo dormia. Por isso a minha primeira história de ninar foi a da mamãe gata e do gatinho no hospital. O gatinho miava, miava, miava, mas a mamãe gato aparecia e dizia: “a mamãe não foi embora, a mamãe está aqui e nunca vai te abandonar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cinco ou seis anos, desenhei uma menina com os cabelos cheios de laçarotes, mas sem os braços. Ela me mandou para um psicodiagnóstico. “Fique tranqüila, está tudo bem com ela”, foi o parecer da psicóloga. Mesmo confiando no veredicto, resolveu criar a “História da Velhinha Banguela”, livro infantil escrito e ilustrado por ela, em que a “Menina Sem-Braço” (esta que vos fala), o “Joãozinho Sem-Perna” (papi), a “Menina Sem-Orelha” (minha sis) e a “Velhinha Banguela” (uma mistura das duas herdeiras reais, que se recusavam a tomar sopa com pedaços: tudo tinha que ser bem batidinho no liquidificador e peneirado pra não ficar um fiapinho ou bolotinha) viviam numa casa administrada pela zelosa Polva (síntese da própria e da nossa babá), que “lavava, passava, cozinhava, encerava, ava, ava, ava” e, ao fim do dia, mal tinha forçar para assistir à novela das oito. Foi o seu jeito de mostrar pra gente que todo mundo tinha sua contribuição a dar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre alimentou a nossa imaginação com histórias fantásticas e, ao longo dos anos, se especializou em “aumentar um ponto” em cada conto que contava. Não é por mal, simplesmente não consegue refrear a sua criatividade. A surdez foi piorando com os anos e com isso o sinal de recepção ficou ainda mais sujeito a captar as informações de um jeito que é “só dela”. Foi assim que criei a expressão “randomicamente avoada”: ora a mais atenta dos ouvintes, ora a mais distraída dos mortais. A piada favorita do meu pai é pedir para a minha mãe explicar a alguém o que eu faço no trabalho (vamos dizer que não é muito fácil de contar, menos ainda de lembrar, mas ela consegue criar a cada relato uma versão mais interessante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela sua total incapacidade de se lembrar do nome dos médicos e a sua total indiferença em gastar qualquer energia mental com algo que ela considera supérfluo, convencionou se referir a todos eles como “Dr. Coisorino”. Mas não se deixem enganar por essa pinta de mãe-bicho-grilo: me ensinou direitinho a passar protetor solar, evitar frituras e carregar sempre um guarda-chuva na bolsa. Com dez anos, me mandou fazer um curso de datilografia. Buzinava no meu ouvido: “tem que ler jornaaal!” e até hoje paga pra mim uma assinatura de revista semanal, com medo de eu ficar muito desconectada do mundo e da realidade. Também não deixa de me ligar pra anunciar a previsão do tempo quando sabe que vem vindo uma frente fria ou chuva forte. Quando eu ainda morava com ela, mais ou menos uma vez por mês tentava driblar a minha tendência natural à bagunça deixando um post-it na porta do meu quarto: “por favor, me arrume!”. Fechava a porta do meu banheiro pra eu perceber que por lá “parecia ter passado um filhote de São Bernardo”. Quando fui morar sozinha, me deu uma carta com instruções sobre como cozinhar feijão e algumas dicas de sobrevivência: “abriu, fechou; sujou, limpou; usou, guardou”. Infelizmente essa batalha ela não venceu, mas acabou por aceitar a minha bagunça (desde que bem longe dos olhos dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre foi uma esteta. Não consegue olhar para um prato de frutas sem dizer: “que coisa maravilhosa! Parece um Cézanne!”. Na minha adolescência de contestação, eu a provocava dizendo: “estética, estética, estética!”. Não me conformei quando, na minha primeira ida ao Teatro Municipal, ela proibiu a minha calça jeans e me obrigou a usar uma saia. Aliás, ainda um cotoco de gente, quando voltava da escola coberta dos pés à cabeça com cola, areia e tinta guache, ela dizia: “Cris, você está limpérrima!!!” e eu revidava, ofendida: “não gosto que falem assim comigo!”. Minha adolescência chegou cedo... E dá-lhe jogo de cintura para lidar com o meu famoso “emburramento”, aquele que me fazia passar horas sem falar, sem interagir, sem reagir cada vez que eu me sentia contrariada. Ela morre de rir até hoje ao lembrar do rosto grave da professora de flauta, quando a chamou para conversar sobre esses meus “episódios”: “há alguma coisa errada com a Cristina...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre se preocupou com a minha excessiva sensibilidade e me via no enredo mitológico da “Princesa e a Ervilha”, aquela que dormiu uma noite sobre vinte colchões, vinte lençóis, vinte cobertores, vinte travesseiros e ainda assim conseguiu sentir a pequena ervilha crua colocada pela rainha no estrado da cama (esse era um teste para detectar se a forasteira que batera no meio da madrugada no portão do castelo era mesmo uma “verdadeira princesa”). Quando criança eu era especialmente seletiva com relação a roupas (nada de babados, lacinhos, bolinhas, fitinhas, mangas bufantes, elásticos, detalhes “cheguei”) sapatos (não podiam apertar, nem ter lacinho, nem botão, nem fitinha e invariavelmente começavam a machucar o meu pé dois minutos depois que ela assinava o cheque na loja), comida (não gostava de salada, nem de legumes, nem de frutos do mar, nem de rabada, nem de língua, nem de fígado, nem de frutas, nem de bichinhos fofinhos) entre outros. Assim, ela criou em nossa fantasia a cadeia de lojas infantis “Para Meninas Enjoadas”, aquela que atenderia a todas as minhas intermináveis exigências e tornaria a vida dela um pouco menos complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vibrava junto comigo com as músicas do Balão Mágico. As suas preferidas são “É tão lindo” e “Tia Josefina”: adora cantar sobre os “bigodes de foca, nariz de tamanduá e orelhas de camelo” e sobre a tia que “dizem que é lelé da cuca, mas [..] é gente fina e companheira, bota a camisola e uma peruca, faz um baita chuca-chuca e toma mamadeira”. Aliás, em seu imaginário sempre habitaram os desenhos animados e as histórias em quadrinhos. Adora o desenho do Pica-pau barbeiro, deslizando perigosamente a lâmina sobre o rosto de Leôncio enquanto trina, esganiçado: “Fíííígaroooo!”. Quando me via em longas conversas no telefone sem-fio, dando voltas e voltas em torno do sofá, dizia que eu estava na “sala de preocupações do tio Patinhas”. Também morre de rir com o alter-ego de Luluzinha, a “Pobre menininha”. Despertador? Que nada. Quem me acordava de manhã eram as “pulgas sapateadoras”, que faziam hábeis coreografias no meu couro cabeludo até que eu conseguisse abrir os olhos e começar o dia. No auge da sua chocolatria, concebeu em sua imaginação um container caseiro que liberasse apenas um “chocolate Charge” por dia. Depois, capitulou: já podia se imaginar descontrolada, dando chutes de pijama na tal máquina às quatro da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando éramos crianças, ela abriu uma conta na Livraria Horizonte para comprarmos os livros que quiséssemos, a qualquer hora. É lógico que essa regalia não durou muito, pois o prejuízo foi grande. Mas ela continua sendo a minha maior fornecedora de livros. Quase sempre me esqueço de devolver e ela reclama: “os livros vão, mas nunca voltam...”, mas continua me emprestando. Não conheço ninguém que tenha uma sede de conhecimento maior do que ela. Lê jornal, revista, bula de remédio, qualquer coisa que cair na sua mão. Se interessa por física quântica, a história da Inglaterra, neurociência, Calvin e Haroldo, Doris Lessing, Guimarães Rosa, Amós Oz, García Márquez, literatura japonesa, israelense, americana, italiana, francesa, russa... Ao mesmo tempo, não tem o menor compromisso com a erudição. Escolhe muito bem o que merece ser absorvido e o que pode ser “deletado”. A soberba definitivamente não é um dos seus defeitos e o seu maravilhamento com relação à vida é inesgotável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é minha Mãe Sereia, minha referência e porto seguro. Foi o seu olhar amoroso, atento, respeitoso, generoso e compreensivo que primeiro me fez quem sou. Esse amor tão grande e ao mesmo tempo tão singelo que ela conseguiu resumir em uma canção de ninar feita para mim há tantos anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu amor, meu amor&lt;br /&gt;Eu gosto tanto de você&lt;br /&gt;Eu vou ficar no seu pertinho&lt;br /&gt;Meu amor, meu amor”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-8048537165517947405?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/8048537165517947405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=8048537165517947405&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8048537165517947405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/8048537165517947405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/sereia.html' title='Sereia'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4175257685754383499</id><published>2008-05-10T23:41:00.001-03:00</published><updated>2008-05-10T23:43:18.533-03:00</updated><title type='text'>O bom selvagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Onde foi parar a paixão? Aquela dos olhos brilhantes, da boca seca e do coração acelerado? Será que ficou para trás, enterrada no passado junto com os nossos 18 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria saber quando foi que nos tornamos todos tão comedidos, medrosos, arredios, secos, distantes, impenetráveis, indiferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que as desilusões da vida nos embotaram? Será que perdemos a capacidade de simplesmente nos encantar com o outro? Será que perdemos a coragem de nos expor, de nos entregar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje todos os movimentos parecem meticulosamente calculados. Não há mais espontaneidade. Há sempre o cuidado para não assustar o outro, para não demonstrar demais. Ninguém se permite colocar em uma situação de vulnerabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, a paixão nos dominava. Perdíamos a fome, o sono, não conseguíamos nos concentrar na escola, no trabalho. Éramos tomados de corpo inteiro, doentes, febris, como se fosse um caso de vida ou morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizíamos que a paixão era cega. A excitação crescia de forma mística, guiada pelas nossas fantasias. Entregávamo-nos às sensações: o leve arrepiar da pele ao toque, o frio-calor de bocas, línguas e salivas, o leve suor nas axilas, o rubor nas faces. Cheiro, gosto, toque, sussurro no pé do ouvido, olhos famintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje andamos muito bem aparelhados com nossas lupas, buscando no outro as mais insignificantes imperfeições, cotejando-o com o nosso script, analisando os prós e os contras, apalpando e pondo de lado como uma fruta madura demais. Adiando eternamente o momento da verdadeira entrega, deixando-nos esmagar pelo tédio, pela falta de humor, pelo cinismo, pela monotonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é que nos tornamos assim inatingíveis? Quando foi que penetrar a intimidade de alguém se tornou esse processo kafkaniano, repleto de pré-requisitos, guichês, carimbos, segundas-vias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra onde foi o “tempo da delicadeza”? Sucumbiu ao “lirismo comedido, funcionário-público”? Onde estão as nossas “cartas de amor ridículas”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso é ser civilizado, saudável, bem-ajustado, sensato e ponderado, quero mais é voltar a ser selvagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4175257685754383499?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4175257685754383499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4175257685754383499&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4175257685754383499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4175257685754383499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/o-bom-selvagem.html' title='O bom selvagem'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2578100975027823270.post-4860563850534062881</id><published>2008-05-09T01:12:00.001-03:00</published><updated>2008-05-09T01:37:06.215-03:00</updated><title type='text'>Sobre a traição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Há muito tempo tenho vontade de escrever alguma coisa a respeito da traição, mas minha volta à vida solteira provocou de tal forma um processo de suspensão de todas as minhas verdades que passei a achar que certas perguntas não merecem ser respondidas hipoteticamente. Há questões que só podem ser inteiramente avaliadas e ponderadas quando vividas. Então, falar sobre traição, em última instância, implica estar em uma relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Manélson me mandou um e-mail que eu considerei tão desaforado (o desaforo não foi de Manélson, é claro, ela só estava partilhando o tal manifesto com as amigas) que achei que estava na hora de colocar a minha voz no mundo sobre o assunto. Meus pais sempre acharam que eu devia ter feito Direito (mais uma pulga atrás da minha orelha vocacional). Ô vontade de argumentar que não acaba nunca... Enfim, senti vontade de organizar alguns pensamentos dispersos sobre o tema e achei que o texto oferecia vários ganchos para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal texto é supostamente assinado pelo Arnaldo Jabor, mas nem vou levar isso em consideração, primeiro porque a quantidade de textos que circula pela internet e cuja autoria declarada é absolutamente fajuta é espantosa; segundo porque não pretendo fazer dessa reflexão um ataque pessoal ao autor (suposto ou real) desse texto, até porque tenho certeza de que ele representa a opinião de muitos homens e mulheres sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começo de conversa, é bom dizer que o texto se propõe a “ajudar as mulheres a entenderem os homens e, enfim, pararem de tentar nos mudar com métodos ineficazes” (parece que já li isso em algum lugar...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse poderia ser mesmo um serviço de utilidade pública, já que os homens reais que queremos entender dificilmente se dispõem a esclarecer as nossas eternas – e mais do que justificadas – dúvidas. Além disso, dizer que tentamos mudá-los com métodos ineficazes leva a entender que há métodos eficazes para tentar modificá-los. Seria um começo bem promissor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, na seqüência, e, sem fazer uso de meias-palavras, o autor desce o porrete: “não existe homem fiel” e “isso se aplica a 99,9% dos homens baianos e brasileiros”. Em seguida, diz que “a traição do homem é hormonal, efêmera. [...] Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Péra lá, minha gente. Se a situação realmente fosse essa, eu perderia completamente a minha fé no sexo oposto. Não vamos tapar o Sol com a peneira: todos nós estamos sujeitos a trair e a ser traídos em algum momento da vida (e vocês estão ouvindo isso da boca de alguém que nunca traiu e, verdade seja dita, nunca teve vontade de trair). Daí a defender que essa afirmação hipotética, condicional é uma verdade absoluta, há uma enorme distância. Também pode ser que a traição tenha se tornado algo banal, generalizado. Mas não concordo em torná-la um atributo essencialmente masculino e nem em aplicá-lo indiscriminadamente a todo esse contingente populacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que não pode ser afirmada de modo algum é que a traição masculina é “hormonal, efêmera” e a da mulher requer “admiração e envolvimento”. Eu não disponho de tantos recursos estatísticos para afirmar a porcentagem de homens e mulheres que se encaixam em cada categoria, mas me parece óbvio que um homem pode primeiro admirar e depois trair e se envolver e uma mulher pode ceder a uma tentação carnal, efêmera sem qualquer envolvimento. Isso, para mim, é um machismo às avessas. Os homens ainda não estão convencidos de que as mulheres também sentem desejo sexual por outros homens e podem, sim, trair sem um bom motivo que não seja o puro tesão. Não é orgulho para ninguém, mas também não dá pra fingir que não aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima afirmação que merece destaque é que “a traição tem seu lado positivo. Até digo, é um mal necessário. O cara que fica [...] sem trair é infeliz no casamento, seu desempenho sexual diminui [...], ele fica mal da cabeça. Entenda de uma vez por todas: homens e mulheres são diferentes. Se quiser alguém que pense como você, vire lésbica [...] ou case com um viado enrustido que precisa de uma mulher para se enquadrar no modelo social”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parece óbvio que o autor do texto quis usar o humor para defender o seu ponto de vista, mas confesso que não me diverti nem um pouco com esse parágrafo. Mais uma vez, é verdade que há casais que conseguem viver bem em um esquema de relacionamento aberto e se beneficiar do fato de terem experiências sexuais com outros parceiros. É verdade, também, que outros casais que não têm esse tipo de pacto já conseguiram superar uma dolorosa experiência de traição e usá-la em favor do relacionamento, tornando-o mais autêntico, assumindo-se como pessoas imperfeitas, abrindo-se para a imprevisibilidade da vida. É verdade, ainda, que há casais em que um trai sistematicamente e o outro é traído e, uma vez que a traição não é descoberta, isso não afeta o casamento. Todas essas afirmações são verdadeiras. Daí a afirmar que o homem que não trai é infeliz no casamento e seu desempenho sexual diminui é o fim da picada... É tentar usar os fins (infundados) para justificar os meios (torpes). Se o homem é infeliz no casamento ou não se sente satisfeito com a sua parceira sexual tem mais é que se separar. E “entendam de uma vez por todas”: ninguém “vira lésbica”. E ninguém é lésbica porque quer ter ao seu lado “alguém que pense como você”. Supor que não exista traição em relacionamentos lésbicos e que todos os motivos de tensão existentes em uma relação hétero sejam automaticamente eliminados em um relacionamento homo é de uma ignorância atroz. E nunca ouvi uma sugestão mais estapafúrdia do que casar com um “viado enrustido”. Toda a minha argumentação vai na direção da liberdade (não na sua acepção mais óbvia ou comum, como tento demonstrar mais adiante), por isso viver um casamento de fachada e não assumir a sua sexualidade é, definitivamente, um conselho de alguém que não preza essa fundamental dimensão da existência humana. (Mas lembrem-se: isso não é um ataque pessoal ao talvez-pseudo-Jabor!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, nosso amigo filosofa: “Todo ser humano busca a felicidade, a realização. A mulher se realiza satisfazendo o desejo maternal, com a segurança de ter uma família estruturada e saudável, com um bom homem ao lado que a proteja e lhe dê carinho. [...] A realização pessoal dele vem de diversas formas: pode vir com o sentimento de paternidade, com uma família estruturada, etc. mas nunca vai vir se não puder acesso a outras fêmeas [...].”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra não soar repetitiva, retomo meus principais contra-argumentos: concordo que todo ser humano busca a felicidade, discordo de que a realização da mulher se limite à satisfação do desejo maternal, segurança, família e um bom homem. Mulher sente desejo sexual tanto quanto homem. E homem, tanto quanto mulher, também pode precisar dos itens anteriores para se realizar. Quanto a ter “acesso a outras fêmeas”, uma das principais chatices da vida adulta é constatar o fato de que escolhas implicam renúncias. Todo homem tem direito a ter acesso a quantas fêmeas quiser; basta não se comprometer com apenas uma. E o mesmo vale para as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam qual é a imagem de homem perfeito contemporâneo traçada pelo meu interlocutor: “Os homens perfeitos de hoje são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente que traem esporadicamente (uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher [...].”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se trair a cada dois meses é um exemplo de como se respeita uma mulher, quero esse homem perfeito longe de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda outra máxima a respeito dos homens que as mulheres precisam conhecer: “90% dos homens não querem nada sério. Os 10% restantes estão momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que, para quem vive uma vida de mulher solteira, tem sido muito difícil encontrar um homem que queira levar um relacionamento a sério. Por outro lado, tenho a felicidade de contar com vários amigos que, embora obviamente não deixem de desejar sexualmente outras mulheres, vivem relações estáveis e apaixonadas com mulheres maravilhosas e definitivamente não querem abrir mão dessa vida. Se realmente há homens que procuram casamento por estarem com má fama, meu conselho para eles: não caiam nessa. Prefiro continuar sozinha e ver todas as minhas outras amigas solteiras ficarem para titia do que mal-acompanhadas. Vade-retro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, cabe lembrar a verdade ululante que nosso amigo fez questão de enfatizar em seu discurso: “O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo.”. Verdade inconteste. Assim como é possível amar duas mulheres (ou dois homens) ao mesmo tempo. Assim como é possível não amar sua mulher e traí-la com uma mulher que você ama, ou não amar ninguém, nem mesmo a você mesmo. O que está em jogo, para mim, não é o quanto ser fiel ou infiel é sinal de amor ou desamor, e sim o quanto a traição está ou não no campo das escolhas – e o que ela implica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não fosse a minha intenção comentar um por um cada um dos trechos do manifesto em favor da traição masculina, acabei sentindo necessidade de fazê-lo antes de partir para o que eu realmente gostaria de falar sobre traição. Vocês hão de concordar que esse e-mail dá um bom pano pra manga, paletó, colete e terno completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vontade de falar, primeiro, sobre uma impressão geral sobre esse tipo de argumentação. O que me impressiona é o determinismo que esse texto revela. Dizer que os homens “são assim” e que as mulheres “são assado” me parece uma generalização caricatural que ignora aquilo que é tão próprio da natureza humana: a singularidade. Aqui tenho que fazer um mea culpa: eu mesma vivo chamando a atenção para as famosas diferenças entre homens e mulheres, achando graça dessa querela insolúvel que se trava entre os de Marte e as de Vênus. E acho, mesmo, que via de regra homens e mulheres são diferentes. Acho, também, que essas diferenças dão conta de boa parte da graça da vida e dos relacionamentos. São o veneno e o remédio. Mas jamais aceitaria que me impingissem determinado comportamento sob a categórica afirmação: “ela é mulher, toda mulher é assim”. E o mesmo diria a respeito de qualquer homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da singularidade humana, essa linha argumentativa parece ignorar uma das mais caras e inevitáveis dimensões da existência humana: a liberdade. Sem ter medo de soar repetitiva, cito Sartre, sempre ele: “o ser humano está condenado a ser livre”. Que ninguém atribua suas escolhas a determinadas características e condições pré-determinadas (por exemplo, hormônios!). Sartre também disse que cada um de nós nada mais é do que o resultado de nossas ações. Então, ninguém trai ninguém porque “é homem”, e sim porque escolheu trair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, em seu artigo “O existencialismo é um humanismo?”, Sartre nos mostra que nenhum homem é livre se toda a humanidade também não o for, pondo por terra a definição mais tosca de liberdade que diz que “a de um acaba onde começa a do outro”. Isso não é liberdade, é demarcação de território. Liberdade é a infinita capacidade – e necessidade – de escolha que cada um de nós deve fazer a cada segundo da vida e a assunção das conseqüências que cada escolha implica. Corro o risco de simplificar demais um dos pilares mais significativos da obra de Sartre e do pensamento ocidental do século XX. Prefiro ficar por aqui e recomendar a leitura do artigo a quem desejar se aprofundar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos falar português claro: ser traído é uma merda. Ninguém deseja isso para si. Só isso já dá uma boa dica sobre se trair é ou não é legal. Ainda assim, as pessoas traem, e pelas mais diversas razões. Foi só quando ouvi da boca de uma senhora dos seus cinqüenta anos, casada, inteligente, coerente, articulada, que “é praticamente impossível pensar que alguém que viva um relacionamento estável e de longa duração não vá trair o parceiro em algum momento da vida” que a minha ficha caiu. A carne é fraca, às vezes o corpo pensa mais rápido do que a cabeça ou o princípio do prazer fala mais alto do que o da realidade. Às vezes é mais fácil acreditar que “é preferível trair minha mulher do que deixá-la”. Aliás, certamente há mulheres que pensam assim. E homens. E alguns deles (homens e mulheres) provavelmente têm razão: trairão esporadicamente (não uma vez a cada dois meses!) para suportar os momentos de crise do casamento e com isso conseguirão, em alguma medida, preservar a relação e seguir adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, por mais que a traição – e o perdão – façam parte da vida, pra mim o que faz toda a diferença é a distância entre admitir a sua possibilidade (“todos nós estamos sujeitos a trair e ser traídos”) e afirmar a sua inexorabilidade (“todo homem é infiel”). Somos, sim, falíveis. Mas, assim como todo homem busca a felicidade, busca também a auto-superação. Que ninguém embarque em uma relação sem a convicção de que fará tudo o que está ao seu alcance para fazer deste um encontro verdadeiro, autêntico, honesto, digno, respeitoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a vontade de trair se tornar insuportável, acho que isso deve ser tomado como um sinal de alerta e um bom pretexto para rever a relação. Às vezes o amor acaba. E só isso já é suficientemente doloroso, para quem não ama mais e para quem deixou de ser amado. Não há por que melar uma história de amor que deu certo (dar certo não é sinônimo de ser eterno) com um fim desrespeitoso por pura falta de coragem de partir ou deixar o outro ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir (sem nenhuma pretensão de ter esgotado o assunto), quero deixar registrado que nem tudo o que escreveu o tal defensor da traição masculina precisa ser descartado. Selecionei dois trechos do manifesto que me parecem cheios de sabedoria, e os deixo aqui como um convite à reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O segredo é dar espaço para o homem viajar nos seus desejos (na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela mulher ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, troca de olhares).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo é dar espaço para homens e mulheres vivenciarem os seus desejos. Casamento não é sinônimo de morte cerebral. Todos nós temos pensamentos íntimos, desejos secretos, fantasias que merecem ser preservadas e cultivadas no recanto da nossa privacidade. Isso sim, me parece algo fundamental para garantir a felicidade de um casal. E é também uma boa dica para os ciumentos patológicos que sufocam os seus parceiros com cobranças de uma irreal exclusividade de pensamentos e ignoram a necessidade que todo ser humano tem de, como bem disse o nosso amigo, “viajar”. Em pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que “desejo” é um conceito tão amplo e complexo quanto a “liberdade” (estou me lembrando da minha professora substituta de psicanálise perguntando para uma classe atônita: “vocês já viram desejo?” – como se perguntasse “posso considerar matéria dada?”). Por ora vale lembrar aquela famosa frasezinha que encerra uma boa dose de sabedoria: o desejo nasce da falta. Como ninguém nasceu grudado, cada um tem mais é que exercitar as suas atividades, ir atrás dos seus interesses, sair de vez em quando com os seus próprios amigos ou sozinho mesmo, viajar sozinho – por que não? – e continuar existindo como um indivíduo inteiro. Fácil falar, difícil fazer, algumas mulheres vão falar. Mas sem dúvida é algo vital não só para a saúde do relacionamento, mas para a saúde mental de qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que você procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você nunca vai encontrar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo em gênero, número e grau. Como eu costumo dizer: viva os encontros que a vida lhe oferece, independente de eles parecerem certos ou errados.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;I rest my case.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2578100975027823270-4860563850534062881?l=mulher-solteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/feeds/4860563850534062881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2578100975027823270&amp;postID=4860563850534062881&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4860563850534062881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2578100975027823270/posts/default/4860563850534062881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulher-solteira.blogspot.com/2008/05/sobre-traio.html' title='Sobre a traição'/><author><name>Mulher Solteira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13274319865826992145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_W7Qv_CoxKM8/SxCseK-VCLI/AAAAAAAAAK8/p5TRiM6DnjE/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
